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Entregadores de iFood, Rappi e Uber Eats marcam nova greve para 12 de julho

O movimento Breque dos Apps pede melhorias nas condições de trabalho de entregadores de aplicativos como iFood, Rappi e Uber Eats

Victor Hugo Silva Por

Após a manifestação realizada na quarta-feira (1º), os entregadores de plataformas como iFood, Rappi, Uber Eats planejam realizar uma nova paralisação em 12 de julho, um domingo. De acordo com a Folha de S.Paulo, a data do próximo Breque dos Apps, como o movimento ficou conhecido, foi escolhida em enquete com cerca de 26 mil pessoas.

Paralisação de entregadores de iFood, Rappi e Uber Eats em São Paulo (Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas - 01/07/20)

A categoria pede que as empresas garantam um valor mínimo unificado por corrida e reajustem o valor do quilômetro percorrido durante as entregas. Além disso, os entregadores demandam equipamentos de proteção individual, como álcool em gel e máscaras, na pandemia do novo coronavírus, auxílio financeiro para diagnosticados com a COVID-19, seguro de vida e seguro em caso de acidente e roubo ou furto das motos.

O Breque dos Apps também defende que as plataformas interrompam os bloqueios classificados como arbitrários contra alguns entregadores e os sistemas de pontos, que prioriza quem aceita mais entregas. O movimento alega que o modelo leva os trabalhadores a manterem jornadas de trabalho exaustivas. O grupo afirma ainda que os apps estão pagando cada vez menos pela mesma quantidade de entregas.

O SindimotoSP, que organizou parte da paralisação de quarta-feira, estima que, em seu pico, o ato na Avenida Paulista reuniu cerca de 5 mil trabalhadores. A greve de parte dos entregadores de aplicativos por melhorias nas condições de trabalho também aconteceu no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Porto Alegre, em Salvador e em Recife.

Em comunicados divulgados na quarta, iFood, Rappi e Uber Eats afirmaram que respeitam o direito dos entregadores à livre manifestação, mas alegaram que já atendem algumas das demandas. Segundo as empresas, os entregadores possuem seguro contra acidentes durante entregas e passaram a receber EPIs durante a pandemia e auxílio finaceiro caso tenham COVID-19.

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Gigo CAP (@GigoCAP)

Eu quero muito ver o que vai acontecer se a justiça decidir que existe uma relação empregatícia e fizer com que o iFood contrate esses caras via CLT. Aí eles vão reclamar que vão ter que cumprir horário, pagar INSS, IR, ter desconto no VR… e se eles tiram 3k limpo hoje, vão tirar 2 depois, mas vai ter “13º”.

Não tô dizendo que eles tão bem, mas acho que eles tão lutando da forma errada pra melhorar a remuneração deles.

anon53237231 (@anon53237231)

Teoricamente não teria como reconhecer relação de emprego, mas se tratando de BR, tudo é possível.
Se virasse regra ter que contratar CLT, provavelmente o custo para os comerciantes aumentaria sobremaneira (lembrando que eles já cobram dos comerciantes em torno de 30%) , o frete também ficaria mais caro e, com todas essas cobranças, a maioria do público deixaria de usar, acabaria o Ifood, todos demitidos e os próprios motoboys não teriam mais renda.

Mas infelizmente os cabeças dessas associações que dizem representá-los estão defendendo outros interesses, não dos próprios motoboys.

Gigo CAP (@GigoCAP)

Exatamente!

Sem falar que hoje um motoboy atende por 3 ou mais aplicativos. Com a CLT, isso obviamente acabaria. O número de corridas deles tenderia a diminuir e, eventualmente ocorreriam duas coisas: Os aplicativos demitiriam boa parte deles e/ou o salário baixaria.

Bem complicado isso, é uma bola de neve que não vai ter um ganha/ganha.

Leonardo Brandão Gonçalves (@leonardobg7)

Se quiseres direitos “demais” o ifood, rappi e etc encerram a operação e fica todo mundo sem trabalho.

Povo vacilao

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

Se eu fosse dono das empresas, ameaçaria deixar o país, e se a justiça vier com frescura de CLT e a porcaria toda sai do país e deixa um bando de otário sem emprego.

Leonardo Brandão Gonçalves (@leonardobg7)

O único problema que as empresas pequenas que ganham pedidos extras vão ter mais custos e será repassado pra gente.

Esse movimento vai dar treta. Doutrinaram bem o povo. Qualquer coisa é greve.

Eu (@Keaton)

Pera… dá pra tirar 3k limpo com o iFood?!

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

Ser entregador de aplicativo não é emprego, é bico.

DogGo Dog Walker (@DogGo_Dog_Walker)

Galera. Sou entregador.
Por favor. Parem de compartilhar essa notícia de greve. Nós não queremos greve e tudo que estão pedindo o App já faz por nós.
Essa greve é, claramente, um golpe do governo para tentar, de alguma forma, interferir na relação de trabalho com os Apps e cobrar mais impostos sobre a gente.
Os motoboys que estão aderindo a “greve” já nem possuem mais conta no App, porque roubaram comida e foram bloqueados.
Hoje rodam com contas de terceiros, o que é crime.
Essa greve está sendo bem violenta, esses marginais estão quebrando nossas bags, nossas motos e fazendo ameaças.
Nós só queremos trabalhar em Paz e não precisamos de ajuda.
Obrigado.

DogGo Dog Walker (@DogGo_Dog_Walker)

Cara, se vc está aderindo a greve está dando tiro no próprio pé.
Vc tá falando aí, contando sua história triste. Mas, quantos trabalhadores no Brasil podem gastar com quentinha todo dia? Quantos possuem uma moto para fazer manutenção? Quantos tem a liberdade de tirar folga quando quiser?
Chorando de barriga cheia amigão, me perdoa.
Eu sou entregador e tô feliz da vida.
Acha que quero emprego com carteira assinada? NUNCA!

Gigo CAP (@GigoCAP)

Sim, cara. Só que se a justiça entender que é vinculo empregatício, você não vai poder trabalhar das 9 às 23, você não vai trabalhar de domingo a domingo e a renda que você tem hoje, vai diminuir um terço, se não mais, porque você e o aplicativo terão que pagar impostos sobre seu salário! E se você reclama de tudo isso, imagina se o teu empregador tiver mais custos? Aí em vez de trabalhar 9 horas, tu não vai trabalhar nenhuma, porque as despesas vão parar lá na ponta que é o consumidor, que não vai comprar.

anon53237231 (@anon53237231)

Perfeito, cara!
Foi o que eu disse no meu post, algumas pessoas das associações que organiza isso estão de olho em outros interesses.
Não concordo, apenas, que tenha relação direta com o estado, pois normalmente quem comanda essas instituições tem visões bem diferentes dos nossos governantes de hoje.
Esse tipo de instituição tem algumas pessoas que utilizam dos seus cargos para negociar poder, ganhar um extra e ficar visível para, quem sabe um dia, utilizar a fama para fins políticos. E para isso, usa massa de manobra.

Parabéns por não estar dentre a massa.

Patrick Brasil (@Patrick_Brasil)

Eu sou entregador e digo: apenas a questão do valor mínimo faz algum sentido.
A Uber faz reembolso para álcool em gel
Ganhei 500ml de álcool e 4 máscaras do Ifood
Os 2 app me fornecem seguro em caso de acidente.
Problema está nos derrotados de 2018 que estão fazendo palanque encima de pessoas fracas .
Quem quiser diretos é só pagar o MEI.

@doorspaulo

Pagar MEI/INSS ninguém quer né?
Sou autônomo, pago e tenho meus direitos.

Agora, querer só receber o “bônus” que o papai estado oferece, sem o ônus, é muito fácil.
Não existe almoço grátis, tudo isso que você quer tem um custo e, se o custo excede o lucro, o negócio fecha/diminui de tamanho.

Você vai passar a ganhar uns 40% menos se tiver que pagar tudo isso ao estado, e esquece trabalhar a hora que quiser.

Nathalya (@Nathalya)

As pessoas que falam que motoboy ganha 3 mil reais e é “”“bico”"", são as mesmas que ganham a comida quentinha em casa e que não faz ideia de como é uma rotina exaustiva e perigosa.
Maioria dos entregadores que conheço (inclusive eu) trabalha todos os dias, sofre pra conseguir fechar 5 corridas em 12hrs em cima da moto, no frio, chuva, ciclone…
O que queremos é o básico. Não temos nem direito a um banheiro. As rotas estão maiores e o pagamento em vez de ser de acordo, ele é abaixo do esperado.

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