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Correios têm alta de quase 400% em reclamações no Procon-SP

De março a junho, Procon-SP registrou 1.568 reclamações contra os Correios, sendo a maioria relacionada ao não fornecimento do serviço

Victor Hugo Silva Por

As queixas contras os Correios se tornaram mais comuns no estado de São Paulo. Segundo o Procon-SP, houve um aumento de 398% entre março e junho de 2020. Ao todo, foram 1.568 reclamações, sendo 951 relacionadas ao não fornecimento do serviço. No mesmo período de 2019, foram 315 registros, incluindo 164 sobre problemas na prestação do serviço.

Correios

O Procon-SP afirma que está recebendo as reclamações e entrando em contato com os Correios para encontrar uma solução. O órgão lembra, em comunicado, que não realizar o serviço contratado é um desrespeito e um descumprimento do Código de Defesa do Consumidor, mas não indica se pretende adotar uma postura mais incisiva contra a empresa.

O Procon do Rio de Janeiro, por exemplo, anunciou em maio uma investigação preliminar após receber 305 reclamações contra a estatal em menos de três meses. As queixas envolvem problemas nas entregas, cobranças indevidas e a qualidade do atendimento ao cliente. O processo pode levar à abertura de ato sancionatório ou instauração de ação civil pública.

Por enquanto, a recomendação para clientes com problemas com os Correios é enviar denúncias por meio do site, aplicativo para Android e iOS, ou redes sociais do Procon-SP. O órgão pede que as reclamações também apresentem a documentação relativa à contratação da empresa, como comprovante de pagamento, recibo ou cupom fiscal.

Correios são alvo de ação do Ministério Público

Os atrasos em entregas fizeram os Correios se tornarem alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal. A medida se concentra em problemas registrados desde março em Petrópolis (RJ), onde consumidores lidam com encomendas retidas nos centros de distribuição da empresa. A ação pede que a situação seja normalizada pela empresa e o pagamento de uma indenização de R$ 1 milhão para compensar danos coletivos.

Com informações: Procon-SP.

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