Semana passada um rumor aqueceu as discussões lá na Comunidade do Tecnoblog: a Apple estaria cogitando não enviar mais os carregadores nas caixas dos aparelhos. Alguns dias depois, surgiu outro rumor, falando o mesmo sobre a Samsung.

Essa medida teria como objetivo reduzir a quantidade de lixo eletrônico, além de cortar custos, para compensar a adição de chips de 5G nos smartphones. Será que faz sentido?

No segundo bloco imaginamos os novos MacBooks (com processadores ARM ligados em cluster) e explicamos a treta que rolou entre fintechs e a Caixa Econômica Federal. Dá o play e vem com a gente!

Participantes

Oferecimento: Unisinos

O mundo inteiro está num momento diferente e todos precisam repensar suas vidas em sociedade. O recado desse Tecnocast é da Unisinos, de onde estão saindo diversos projetos de pesquisa para essa nova realidade. Os projetos que a Unisinos compartilhou com a gente foram feitos por cinco estudantes do curso de Fisioterapia. Elas usaram canos de PVC para facilitar o dia a dia de quem mais precisa.

A Mayara, a Nathália, a Bruna e a Martina foram pelo caminho da tecnologia assistiva: elas criaram andadores infantis e o mais legal é que fizeram um tutorial ensinando outras pessoas a montarem seus próprios andadores em casa. Esse projeto pode auxiliar no desenvolvimento motor de crianças com atraso na aquisição da caminhada, mas o mais importante nesse tempo de isolamento social é que as famílias podem se beneficiar da ideia e estimular as crianças com a ajuda de um acompanhamento remoto, sem sair de casa.

Tem também o projeto da Hyngrid. Na disciplina de Biomecânica de Órteses e Próteses, ela construiu um dispenser para álcool em gel que pode ser acionado com o pé. O dispenser pode ser transportado para qualquer lugar, inclusive em ambientes externos, e evita a contaminação pelo manuseio, já que as pessoas não precisam tocar em nada. E os dois projetos ficarão à disposição dos estudantes da Unisinos para que sejam usados nas atividades de ensino e serviço.

Então, se você também gosta de desafios e de pensar em meios para melhorar a nossa vida em sociedade, saiba que a Unisinos está com o processo seletivo aberto para cursos de graduação.

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Edição e sonorização

Este Tecnocast foi editado pela Maremoto.

Arte da capa

Arte da capa por Leandro Massai.

Comentários da Comunidade

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Fernando Val (@fval)

Achei uma informação estranha:

Em 19:35 Paulo Higa fala que os Nexus vendidos no Brasil vinham com fone de ouvido na caixa.

Meus dois Nexus (4 e 5) não vieram com fones de ouvido. Ambos adquiridos no Brasil.

O Nexus 4 no Ponto Frio.

O Nexus 5 na Fast Shop.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Essa questão das fontes inclusas ou não, é meramente um problema de comunicação.

A Apple pode muito bem vender o iPhone com o cabo lightning, porém o carregador seria em embalagem separada, para fins de logística

Resumo

(caixas mais finas, mais iPhones em um mesmo container, menos combustível gasto…)

Porém o iPhone teria acréscimo de 100 dólares, com 5% de cashback no card.

Agora como a fonte (e fones) agora está fora da caixa, o usuário teria a opção de não incluir e ganhar um gift card, para gastar na Apple.

Já está na hora de oferecer um bundle promocional para a compra dos AirPods, Apple Watch, base sem fio …

Ramon (@rmnarrudas)

Se eu fosse essas empresas, tomariam bastante cuidado com essa decisão, quando vc busca um carregador no mercado, sabe se que é infestado de marcas duvidosas e falsificadas, vocês acham que uma pessoa sem muito conhecimento que acaba de sair com um Samsung, Motorola, LG, Xiaomi e tem que comprar um carregador não vão olhar os mais baratos?

O que vai ter de aparelho explodindo e empresa sendo processada não vai ser brincadeira.

O preço de um carregador simples para se colocar na caixa tem um valor pífio para qualquer empresa, e sonha quem acha que a Apple vai abaixar o valor do iPhone só porque tirou acessório da caixa, pessoal é muito ingênuo.

² (@centauro)

Mas a empresa economiza na embalagem, que poderão ser menores, e na distribuição dos produtos para as lojas, já que com caixas menores é possível colocar mais unidades em um caminhão, reduzindo o número de viagens necessárias.
E tem o apelo ambientalista, que está sim em alta e pode ter um peso relevante.

Além disso, eu chuto que quem vai comprar um iPhone 12 vai estar basicamente atualizando de um iPhone anterior que veio com carregador. Eu realmente acho que a probabilidade de alguém comprar um iPhone 12 e não ter um adaptador pra tomada é muito baixa.
O mesmo vale para a Samsung. A minoria das pessoas que vão comprar um Samsung topo de linha não vão ter pelo menos um adaptador pra tomada em casa. No caso da Samsung, é mais provável que as pessoas que comprem um topo de linha tenham até um adaptador quick charge em casa que pode ser usado.

Então se a Apple ou a Samsung não inventarem de lançar um novo adaptador de tomada com alguma função mirabolante que só funcione com uma entrada não padrão (ou seja, trocar o USB-A pra alguma entrada proprietária), eu não vejo a falta desse adaptador sendo um grande problema.

Fábio Emilio Costa (@Fabio_Emilio_Costa)

Sobre o comentário final do Paulo HIga quanto ao fato de os sistemas bancários envolvendo COBOL e sobre os desenvolvedores mortos.

A tecnologia utilizada nesses sitemas SEMPRE foi planejada para ser responsível de maneira rápida, focando a performance para um número de transações extremamente altas para transações rápidas, pensando na confiabilidade do transacionamento e na disponibilidade.

Quanto ao que o Paulo Higa mencionou, ele disse (de uma maneira que espero que tenha sido jocosa, como alguém que trabalha com esse tipo de sistema) que sistemas COBOL não precisavam de manutenção. Na realidade, precisam: pode não parecer, mas a cada nova geração de sistemas de alta-performance (no meu caso específico os Z Systems da IBM, ou mainframes para aqueles mais conhecedores) existe toda uma série de inovações para o tornar cada vez mais poderoso e seguro. Como exemplo, na nova geração existe toda uma cadeia de segurança que pode ser habilitada onde os dados são criptografados na origem e, em caso de um vazamento de chave, qualquer acesso pode ser desabilitado internamente ao sistema operacional, de maneira transparente e sem necessidade de implementações especiais.

O fato é que muitas empresas preferiram simplesmente “jogar fora” o desenvolvedor e tratar código como APIs e bibliotecas. Muitos programadores não fazem a menor noção de como um computador funciona, e tratam memória e processador como se fossem recursos infinitos, o que não são. Pode parecer bobo falar isso, mas a realidade (de quem trabalha com isso o dia todo) é que muitas das linguagens e técnicas (ditas) modernas criaram programadores desleixados e preguiçosos.

Isso sem falar quando, para “realizar o serviço” as empresas não “contornam criativamente” estruturas de API para evitarem custos de billing das mesmas ou outros “dark hacks” para reduzir o custo operacional delas a um aumento do custo operacional dos demais entes (como disse, falo isso de quem vive essa realidade, ainda que não possa dar maiores detalhes).

O The Verge fez um excelente vídeo dizendo justamente sobre esse problema em relação ao chamado código legado, normalmente a vítima quando se fala em problemas de performance de estruturas de aplicações complexas (vou deixar o link ao final). Esquecem-se de afirmar que existe TODA uma gama de interações envolvidas, com protocolos e APIs (documentadas ou não), e com toda uma série de garantias a serem mantidas. Culpar a Caixa, como me ficou aparente (posso estar errado, assumo) é leviano e fácil, já que sendo uma empresa do governo, sempre pode-se usar o estigma do funcionário público vagabundo para evitar-se questionar o real problema por trás de como algumas fintechs descoladonas na verdade só dão uma “carinha bonitinha” a coisas que existem desde sempre.

Por fim, achei um tanto leviano o comentário do Higa, mas concordo que existe um problema de manutenção de código. Isso é parcialmente culpa da tecnologia: sistemas de alta plataforma tendem a serem construídos para serem extremamente confiáveis e com uma criticidade extrema. 100% dos maiores bancos operam suas bases mais críticas em alta plataforma. Entretanto, para alcançar esse tipo de performance e criticidade, eles o fazem sacrificando coisas mais maneiras (para quem vê de fora). A gente ouve uma queda de WhatsApp a cada mês, uma queda de Facebook e coisas do gênero, mas não é tão comum uma queda de um sistema de banco.

Isso se deve em parte ao uso de tecnologias que já funcionam a décadas sem precisar de grandes manutenções. E que, em uma visão burra de economia, faz com que os ditos “tomadores de decisão”, públicos e privados, não se atentem para a necessidade de manutenções. E quando acontecem situações extremas como essa da pandemia, todas essas decisões equivocadas vêem para cobrar de todos o ônus de abandonar coisas à sorte.

Como quem trabalha com isso, posso afirmar que as empresas envolvidas tem mantido toda uma série de treinamentos e workshops gratuítos (ou não) para chamar a atenção de interessados nesse mundo. Procurem, por exemplo, o Master the Mainframe, um desafio mundial onde estudantes são convidados a aprenderem mais sobre as tecnologias envolvidas nessas plataformas e sobre como utilizá-las, servindo de porta de entrada para o mesmo.

No mais, gostei do episódio, mas precisava escrever isso, pois me incomodou o comentário do Higa, pois parece demonstrar (no mínimo) desconhecimento do funcionamento, objetivo e dilemas relacionados aos sistemas de alta plataforma.

Fica meu abraço

Fábio Costa, 42 anos, analista de performance de alta plataforma, São Bernardo do Campo/SP

PS: esqueci de mencionar que mesmo em alta plataforma, novas tecnologias são continuamente adicionadas. Procurem por Open Mainframe Project e Zowe, por exemplo.

PS 2: Sobre o vídeo do The Verge que citei, não pude deixar como link por ser meu primeiro post no Tecnoblog Comunidade. Procure no YouTube Why unemployment sites crash but Netflix doesn’t

@FabForte

O problema é que fica uma sensação de economia porca e de ganância. Aquela coisa empresarial de economizar até os centavos e, depois, inventar uma desculpa bonitinha e/ou ecologicamente correta…
Outra coisa: acabo de trocar de aparelho. O novo é de marca diferente (se puder falar as marcas, fui de Motorola para Samsung), mas ele não está aceitando os adaptadores USB-C para P2 que funcionavam perfeitamente no antigo. Ou seja, a menos que a gente tenha um ambiente de REAL padronização, a produção de cabos vai continuar alta…
De qualquer forma, vamos torcer para que, no futuro, eles envolvam o aparelho em um plástico-bolha, pelo menos.

Vinicius Andrade (@Toloko)

Simmmm

Quero ver agora um HitKill com a equipe do MB

Paulo Higa (@higa)

Essa eu já respondo aqui mesmo.

Tem vários fornecedores de infra de 5G, mas nos bastidores sempre se fala que a Huawei é a que tem a tecnologia mais avançada e mais acessível. Operadora é igual gente em questão de dinheiro; assim como você pode comprar um Xiaomi porque é mais barato, a operadora pode preferir a Huawei em detrimento da Nokia ou da Ericsson porque o custo de implantação é menor. Tem o fato de que a Huawei já domina o mercado de 2G/3G/4G no Brasil, então fica (ainda mais) barato para migrar para o 5G. A Qualcomm é a maior, mas tem outras (MediaTek tá fazendo modem 5G e a Apple comprou uma divisão da Intel para fazer também). A questão é que a maior geralmente tem a tecnologia melhor (vide a época em que os iPhones tinham modems da Qualcomm e da Intel na mesma geração, e os Intel tinham desempenho pior).
Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Não sei a Samsung, mas Apple tem a certificação MFI, então se você comprar um acessório com essa certificação, ele teve a chancela da Apple.

Até porque não é meramente três letrinhas, pra receber essa certificação o acessório precisa atender aos critérios da Apple e recebe um chip, que se comunica com o iPhone.

Quanto a garantia ao usar algo de procedência duvidosa e resultar em acidente, entraria em mal uso. Caberia recorrer a fabricante do acessório que lhe causou o dano, não a fabricante do smartphone.