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Uber anuncia plano para se tornar empresa antirracista

A Uber anunciou que investirá US$ 10 milhões em empresas de pessoas negras e ampliará a diversidade em cargos de liderança

Victor Hugo Silva Por

As manifestações em diversos países após o assassinato de George Floyd levaram algumas empresas a ampliarem suas ações em favor da causa antirracista. A Uber, por exemplo, anunciou um plano para apoiar funcionários, parceiros e clientes negros, incluindo um investimento de US$ 10 milhões e uma iniciativa para ampliar a diversidade em cargos de liderança.

Uber - entrada escritório

Em seu comunicado, a empresa indicou que destinará US$ 10 milhões para pequenas empresas de pessoas negras nos próximos dois anos por meio de promoções e apoio comercial para aumentar a demanda nesses locais. A companhia também anunciou que, até o fim de 2020, não cobrará taxa de entrega de restaurantes de pessoas negras.

O aplicativo da Uber também deverá receber melhorias para facilitar denúncias de discriminação, enquanto o Uber Eats destacará permanentemente a diversidade de restaurantes, para os usuários conhecerem quais são de empreendedores negros. Além disso, a empresa vai expandir o seu programa de diversidade de fornecedores para dobrar suas despesas em empresas de pessoas negras.

O plano prevê ainda ações para aumentar a diversidade em cargos de liderança. Até 2025, a empresa espera dobrar a representatividade negra nesses postos com o desenvolvimento e a contratação de profissionais. A empresa também deve criar programas de estágio em parcerias com ONGs de todo o mundo e meios para motoristas, entregadores e funcionários de atendimento buscarem oportunidades na área corporativa.

Ainda no comunicado, a Uber informou que criará o cargo de chefe de produto para Inclusão e Acessibilidade, que ajudará a criar soluções que atendam a todos e levem em consideração fatores como raça, gênero, idade ou habilidade. A empresa também criará treinamentos com foco antirracista para motoristas e passageiros nos Estados Unidos e no Canadá, e para seus funcionários.

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que a empresa pretende oferecer uma plataforma mais segura e inclusiva. O executivo admitiu que é preciso fazer mais para ajudar a combater o racismo que persiste na sociedade. “Ainda que não tenhamos resultados imediatamente, não podemos deixar que a questão do racismo e da desigualdade sistêmica desapareça de nossas mentes ou ações”, afirmou.

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@ksio89

O fato da empresa escolherer o critério da cor da pele para em voz do mérito já é racismo velado. Diversidade não pode ser forçada na base do decreto.

@ksio89

Pior ainda, competência era para ser o único critério, que independe de etnia, gênero ou faixa etária.

@bkdwt

Então quer dizer que a Uber era racista antes disso?

Lucca (@lucca)

Stevonnie (@Stevonnie)

Excelente iniciativa, antes tarde do que nunca. A meritocracia não existe e é preciso haver esse tipo de ação que auxilie pessoas negras a conseguir ocupar espaços de forma mais fácil. Algumas pessoas aqui na postagem querendo dizer que existe racismo reverso, ESTUDEM. Busquem dados de representatividade. Se metade da população do Brasil é negra, por que isso não se reflete nos espaços? Busquem por números que expressam a desigualdade racial. Novamente, meritocracia é uma farsa.

Fábio Valentim (@maitabom)

É preciso primeiramente dar acesso à educação de qualidade para negros e pobres. E lembrar que existem brancos pobres também…

imhotep (@imhotep)

Contrata negros, mas continua não funcionando qd vc chama um carro a partir de uma favela ou “zona de risco”…