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Elon Musk diz que Neuralink fará streaming de música no seu cérebro

Interface cérebro-computador pode fornecer “habilidades aprimoradas” aos humanos e tratar doenças neurológicas, como Parkinson

Paulo Higa Por

Elon Musk não estava satisfeito em montar carros elétricos na Tesla e lançar uns foguetes da SpaceX, então decidiu criar a Neuralink, uma empresa que está desenvolvendo uma interface cérebro-computador implantável. Ainda não há muitos detalhes, mas Musk diz que a tecnologia permitirá fazer streaming de música para o seu cérebro e oferecer “habilidades aprimoradas” aos humanos.

Neuralink / chip N1

O objetivo da Neuralink é inicialmente tratar doenças cerebrais e, no futuro, melhorar as capacidades humanas. A empresa tem sido discreta quanto às possibilidades da tecnologia, mas Musk já adiantou certos detalhes. Um deles é “ouvir música diretamente do chip”. O outro é “ajudar a controlar os níveis hormonais e usá-los a nosso favor”, melhorando o raciocínio e aliviando a ansiedade, por exemplo.

Um artigo da Neuralink mostra que a interface cérebro-computador consistirá de milhares de eletrodos empacotados em um pequeno dispositivo implantável com 23×18,5×2 mm3, com uma porta USB-C para transmissão de dados. A implantação ficaria a cargo de um robô neurocirurgião capaz de inserir 192 eletrodos por minuto em um humano.

Neuralink / cirurgia

Até o momento, a Neuralink realizou um único evento para divulgar sua tecnologia, que poderá ser utilizada para ajudar pessoas com a doença de Parkinson que se submeterem a uma cirurgia semelhante à Lasik, aquela para curar miopia, hipermetropia ou astigmatismo. No Twitter, Musk afirmou que o chip poderia “retreinar” partes do cérebro e assim curar depressões ou vícios.

Neuralink / chip N1

Saberemos mais detalhes da tecnologia da Neuralink em um evento marcado para 28 de agosto. O sistema foi testado em animais e, ainda neste ano, deverá ter seus primeiros experimentos em humanos.

Com informações: The Independent.

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imhotep (@imhotep)

O Michael Sullivan e o Paulo Massadas já faziam isso nos anos 80 com as músicas-chiclete.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

No meu cérebro jamais. Tô de boas.

Eu (@Keaton)

Eu queria que eles fizessem o download daquelas malditas músicas que ficam passando na cabeça por horas e você não consegue lembrar qual era e/ou de onde surgiu… ai a gente upava pra um serviço e pronto… ele identificava. hahaha

João M. (@RonDamon)

Só mudar o nome, trocar chip por dispositivo ou algo assim que todos usam.

Diego Nascimento (@Dieg0)

Isso é tão Black Mirror.

Tori Niwikari (@Tori)

Gente, isso é para tratar doenças.
Não é pra você ter um iPod neural na mente. (iBrain)

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

mas eu quero um ipod neural na minha mente!

🤷‍♀️ (@xavier)

Tecnicamente, o https://www.midomi.com/ faz isso.
Ele não é muito esperto, mas quando acerta é bem legal.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

E o pior de tudo, é que não duvido nada.

Eu (@Keaton)

Se essas pragas de músicas pararem de ficar tocando direto, eu prefiro até ouvir aquela propaganda antiga das Casas Bahia.

Ercy de Miranda (@Ercy)

Eu 2050 eu vou ser aquele idoso chato que se recusa a por microchips na cabeça e implantes cibernéticos que os netos ficam zoando.