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iPhone SE se torna popular entre ex-usuários de Android

Pesquisa mostra que usuários de Android estão migrando para o iPhone SE e as vendas seguem em alta mesmo com a crise

Darlan Helder Por

Sem alarde, a Apple anunciou em abril a segunda geração do iPhone SE (2020), uma versão “mais em conta” para concorrer com outros aparelhos acessíveis. Fato é que, embora a empresa tenha revelado o SE 2 de forma tímida, o aparelho que remete ao iPhone 8 está cativando corações, especialmente dos consumidores que estavam no Android.

Novo iPhone SE (2020)

Uma pesquisa da Counterpoint Research mostra exatamente isso. Com a migração de Android para o iOS (iPhone SE), o aparelho de baixo custo conseguiu “salvar” os lucros da companhia durante a crise do novo coronavírus.

Segundo Jeff Fieldhack, diretor de pesquisa da Counterpoint Research, o iPhone SE (2020) está “vendendo acima das expectativas” e ressalta que o bom desempenho da companhia durante o segundo trimestre é decorrente das vendas do aparelho.

“Mais de 30% dos compradores do iPhone SE (2020) vieram de um iPhone 6S ou de outro modelo mais antigo. Mais de 26% dos usuários do iPhone SE migraram de um dispositivo Android, que é mais alto do que o normal na troca de Android para iOS”, reforça Fieldhack.

iPhone SE (2020)

Para a Counterpoint Research, as vendas foram impulsionadas com as promoções das lojas nos Estados Unidos. A pesquisa lembra que redes varejistas e lojas de operadoras fizeram “grandes promoções” para atrair os consumidores.

Apesar disso, as vendas de smartphones caíram durante o segundo trimestre de 2020 nos EUA — a pesquisa fala em uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Marcas como ZTE, Motorola, OnePlus, LG e Apple registraram queda durante a pandemia, respectivamente. A Samsung foi a menos atingida.

Apple lança campanha no Brasil estimulando migração do Android para iPhone

No Brasil, a Apple busca atrair os usuários de Android. Na semana passada, a empresa lançou a campanha publicitária “Vem para o iPhone”, que é focada em pilares como: aplicativos, velocidade, custo-benefício, atualização e usabilidade. Nos vídeos, “ex-usuários” de Android falam sobre os benefícios da migração.

A mesma campanha, com Memojis, foi exibida em outros países, entre eles, o México.

No Brasil, o iPhone SE (2020) segue com os preços nas alturas. A configuração mais barata (com 64 GB de armazenamento interno) está à venda por R$ 3.700 no site da Apple. A mais cara, de 256 GB, sai por R$ 4.500.

Com informações: 9to5mac.

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imhotep (@imhotep)

Apesar de eu achar insano pagar quase 4 mil reais num smartphone, há de se admitir q o ecossistema da Apple realmente te dá uma sobrevida, se realmente vc quer um aparelho para ficar uns 4 ou 5 anos, sem problemas.
A questão é q a maioria das pessoas não fica 4 a 5 anos com um mesmo aparelho.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Todo mundo deveria ser igual a esta mulher. Eu penso que smartphone é um bem durável. Pretendo usar o meu até ele não funcionar mais.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Prefiro um smartphone Android intermediário a pagar 4 mil ou mais para fazer as mesmas coisas que um de menor valor consegue fazer.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Você consegue ficar 4-5 anos com um Galaxy high-end sem problemas. Só que as pessoas tem mania de comparar iPhone com Moto G pra dizer que o aparelho da Apple é mais durável. Não faz sentido.

imhotep (@imhotep)

Eu fiquei com o Moto G1 por 3 ou 4 anos.
Era plenamente utilizável, apesar de não ser comparável a um iPhone ou um Galaxy da época.

Tirando os vidrados em tecnologia, as pessoas trocam pq usam mal, deixam cair estragar.

Ok, um modelo de entrada não dá pra fazer milagre. Mas os mid end duram bastante pra quem sabe cuidar. Novamente, não estou comparando o mid end com top de linha. Mas as pessoas realmente não cuidam dos aparelhos. Pra usar whatsapp e Facebook (que é o uso predominante da maioria leiga), qualquer mid end serve.

No caso do iPhone, a vantagem é a sobreviva do sistema. Mas como as pessoas são descuidadas, acabam quebrando o aparelho antes.

² (@centauro)

Considerando que o primeiro SE foi lançado em 2016 com o iOS 9 e vai receber o iOS14, 5 anos depois, não parece um negócio ruim.
O preço no Brasil não ajuda, claro. Mas lá fora, você paga o preço de um Android mid pra low end e leva um aparelho que vai ter suporte por pelo menos 4 ou 5 anos.
Nem topo de linha da Android tem esse tanto de tempo de suporte.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Então, se você conseguiu manter um Moto G por 4 anos plenamente utilizável, quem dirá um Galaxy Note. Numa roda de amigos, a galera fala: “eu queria ter um iPhone, é mais rápido”. Aí quando vo ver, a pessoa tem um Android mid-end.

Meu ponto é que essa diferença do iPhone pro Android, de que aquele consegue durar mais tempo, não existe mais em pleno 2020. Tá, você não recebe atualizações depois do 3º-4º ano, mas não conheço uma alma que tenha sido prejudicada por isso. No mais, o sistema continua fluido, mesmo com a perda de desempenho (que tbm existe nos iPhones). Em resumo: mesma coisa.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Concordo com o seu comentário! O meu K10 Power (que muitos torcem o nariz para ele) está funcionando 100%, mesmo 2 anos depois de comprado. Por quê? Porque cuido bem dele. Troquei a película e parece que o aparelho é novo. O que denuncia que ele é um pouco antigo é o desgaste da tinta da carcaça.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Lá fora faz muito sentido. Em contrato com operadora no pior dos cenários sai por 249 dólares, isso quando não oferecem como brinde pela fidelidade.

Ou pode ir até uma Best Buy e comprar com desconto e sai ainda mais barato que o preço da Apple.

Aqui, o iPhone SE não vale a pena, quem tem 3.200, tem 3.500 pra pegar um XR. Dificilmente rola promoções que deixam os valores muito discrepantes, então é questão de escolha. Assim como não vale mais a apenas um 8+, que está com preço muito similar a um XR.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Ninguém é prejudicado, justamente, pelo fato de a grande maioria trocar de aparelho em pouco tempo de uso.
O meu telefone roda o Android 7, porém não tem nenhum problema causado pela falta de atualização.

imhotep (@imhotep)

Com 5 dias de trabalho, ganhando salário mínimo, vc compra um iPhone SE nos EUA.

No Brasil são quase 4 salários mínimos.

A diferença é brutal.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Na verdade com 5,8 dias vc compra um 11 Pro segundo aquelas pesquisas malucas que não levam em consideração nenhum outro gasto além desse.

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imhotep (@imhotep)

Um 11 Pro está a partir de 999$ nos EUA.
São 20 dias de trabalho para um imigrante ilegal que ganhe o salário mínimo (em torno de 1500 dólares, dependendo do estado). Sem comer e sem pagar aluguel, claro.
Só que se vc tem um mínimo de qualidade de vida nos EUA, vai ganhar mais do que o mínimo. Aí vai ficando mais acessível.

Vinicius Amaral (@vinnamaral)

Se você cuidar bem do celular, da pra ficar bons anos com ele. É que nós de tecnologia queremos o que tem de mais novo no aparelho. Minha tia usa um Sony Z3 mini de 2014, que era da minha mãe e o celular ta impecável e funcional para o uso dela (redes sociais, app de banco, youtube, spotify).

Agora esse iPhone SE 2 no BR é sacanagem esse preço, ta longe de ser acessível e valer a pena. Como já foi falado, esse aparelho foi feito para ser acessível nos EUA.

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