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Twitter estuda lançar planos de assinatura

Jack Dorsey, CEO do Twitter, confirmou a criação de planos de assinatura para “complementar o negócio de publicidade"

Darlan Helder Por

Em um esforço para driblar a crise, o Twitter estuda maneiras de obter mais lucros. Entre elas, está a possibilidade de criar planos de assinatura para os usuários da rede social, revelou o CEO do Twitter, Jack Dorsey, nesta quinta-feira (23), em uma reunião com investidores.

Ainda não está claro como esse serviço recorrente irá funcionar, mas Dorsey já adianta que “alguns testes” serão realizados ainda em 2020. Ao que tudo indica, a empresa não quer depender apenas de anunciantes. “Queremos garantir que qualquer nova linha de receita seja complementar ao nosso negócio de publicidade”, afirmou o executivo.

Twitter

É importante lembrar que o Twitter e as marcas estão em “atritos”, assim como o Facebook.

A pandemia fez com que muitos anunciantes parassem de trabalhar com a plataforma. Além disso, o Twitter sofreu com o boicote de boa parte deles, marcas como Unilever, Coca-Cola e outras deixaram de anunciar na rede social, em apoio à campanha para combater o discurso de ódio em mídias digitais.

Na conferência, os executivos da empresa falaram sobre o momento difícil, ainda mais com o ataque hacker recentemente, mas eles se recusaram a comentar do boicote.

Jack Dorsey, CEO do Twitter

Jack Dorsey, CEO do Twitter

Recentemente, a companhia divulgou uma vaga (para engenheiro de software sênior) para contratar uma pessoa que trabalhará com o “Gryphon” — possível nome para o novo sistema de assinaturas do Twitter. Na descrição, a empresa diz: “somos uma nova equipe, codinome Gryphon. Estamos construindo uma plataforma de assinatura, que poderá ser reutilizada por outras equipes no futuro”.

Apesar da receita em queda, o Twitter pelo menos está comemorando um crescimento expressivo de novos usuários. De acordo com um relatório divulgado nesta quinta, a plataforma registrou quase 200 milhões de novas contas durante o segundo trimestre de 2020.

Com informações: CNN.

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Douglas Furtado Gonçalves (@DouglasFurtado)

Para a assinatura começar a ser interessante para mim, deveria começar em não ter qualquer tipo de anúncio.

@Banana_Phone

Se lançarem uma assinatura que oculta todos os tweets de robôs, vai valer a pena

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Você já paga, ou acha mesmo que é de graça ?

Só que a moeda de pagamento são seus dados coletados e muitas vezes vendidos para terceiros.

Dados esses que alimentam os anúncios que são exibidos pra você.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

Assinatura pra q?? Só pra acessar?? Não entendi

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Boa pergunta. Vão ter que oferecer soluções a nível dos clientes de Twitter que existem.

Eduardo Martins (@Eduardo_Martins)

Tchau Twitter, foi bom enquanto durou

@FastSloth87

Anúncios esses q não aparecem pq adblock é vida. E se aparecessem não influenciam em nada meus hábitos de compra e eu muito menos clico neles. Meus dados não tem o menor valor pra ngm.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Pode parecer que não. Mas no todo, sim. Os seus dados isolados podem n ter relevância, mas somados a outros milhões, podem direcionar propagandas, segmentar público alvo em camadas, influenciar decisões de mercado, eleições. Fora dezenas de coisas minúsculas que a gente nem para pra pensar, mas acaba contribuindo para alimentar uma base de dados, como o caso do Google fotos. Ao dizer que prefere um vídeo a outro no YouTube, o algoritmo cria um perfil comportamental seu, e é assim que ele te recomenda vídeos . O Facebook tem um banco de dados até de pessoas que não tem perfil na rede social.

Renato Garcia (@Renato)

Calma, cara. Nem lançaram nada, só estão estudando lançar um plano de assinatura… Quem quiser assinar, bem. Quem não quiser, só continuar usando a rede como sempre.

@FastSloth87

E isso é ruim pq? Qual o problema do Google saber o que eu gosto de assistir??

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Em nenhum momento falei que era ruim. O meu ponto era que você disse que seus dados não interessam a ninguém. Eu argumentei que esses dados isolados podem não ser relaxantes, mas quando se aglutinam com uma amostragem maior, se tornem relevantes no macro.