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Maioria dos entregadores de apps não quer carteira assinada, diz Ibope

De acordo com o Ibope, apenas 30% dos entregadores de apps desejam trabalhar com carteira assinada (CLT)

Darlan Helder Por

O Ibope divulgou uma pesquisa que mostra que a maioria dos entregadores de apps como iFood, Uber Eats e Rappi não quer trabalhar com carteira assinada. O instituto questionou se eles preferem o modelo atual com horário flexível e possibilidade de atuar em várias empresas simultaneamente, ou trabalhar com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Paralisação de entregadores de iFood, Rappi e Uber Eats em São Paulo (Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas - 01/07/20)

A pesquisa revela que 70% preferem manter a flexibilidade e 30% desejam ter a carteira assinada. Os profissionais também responderam sobre a melhor empresa para se trabalhar com o serviço de entrega — o iFood é o preferido. A companhia brasileira é considerada a melhor para 64%, enquanto o Uber Eats fica em segundo lugar (16%) e o colombiano Rappi em terceiro (7%).

Quando questionados sobre a remuneração, 56% afirmam que o iFood paga melhor, Rappi aparece em seguida (14%) seguido do Uber Eats (9%).

Rappi (Foto por Carlos Felipe Pardo/Flickr)

Com relação à paralisação exigindo melhores condições de trabalho, o Ibope apresenta que 40% apoiam o movimento Breque dos Apps, 23% não apoiam e 18% são indiferentes. Já 8% não ficaram sabendo da iniciativa. O Ibope entrevistou 1.000 entregadores de apps nos dias 17 e 18 de julho.

Entregadores de apps marcam nova paralisação

Uber Eats / Pixabay / Imagem de Postcardtrip

Uber Eats / Pixabay / Imagem de Postcardtrip

Em São Paulo, os entregadores de apps marcaram outra paralisação para este sábado (25). A categoria continua exigindo melhores condições de trabalho, além de aumento no valor da corrida, seguro de vida e contra roubos, e entrega de EPIs, para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, entre outros.

Os debates sobre o tema ganharam notoriedade durante a pandemia já que os profissionais não pararam durante a crise.

O primeiro Breque dos Apps ocorreu há quase um mês. Entregadores de iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi se uniram em vários estados brasileiros exigindo mudanças no sistema de trabalho atual.

Com informações: Exame.

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