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Amazon vai investir US$ 10 bi para oferecer internet por satélite

Project Kuiper, da Amazon, pretende colocar mais de 3 mil satélites em operação para acesso à internet

Emerson Alecrim Por

Você se lembra do Project Kuiper? É com essa iniciativa que a Amazon pretende oferecer acesso à internet em lugares remotos. Parecia que a ideia iria cair no esquecimento, mas eis que, nesta semana, a companhia revelou um avanço importante: o governo dos Estados Unidos deu aval para a Amazon colocar mais de 3 mil satélites em órbita. O projeto contará com investimento de US$ 10 bilhões.

Satélite (imagem: Pixabay)

São esses satélites que permitirão ao Project Kuiper disponibilizar acesso à internet em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura de telecomunicações. Esse serviço poderá ser oferecido, por exemplo, a operadoras de telefonia móvel que, por inviabilidade técnica ou econômica, não podem expandir suas redes em determinadas localidades.

Para tanto, é necessário licença. A FCC, entidade dos Estados Unidos equivalente à Anatel, aprovou com unanimidade o início das operações do Project Kuiper. Isso significa que, agora, a Amazon está autorizada a competir com as iniciativas similares da SpaceX e OneWeb.

Quando o projeto foi revelado, em abril de 2019, a Amazon informou à União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) o plano de colocar 3.236 satélites em órbita terrestre baixa — a altitude deve variar entre 590 e 630 km.

Na fase inicial, porém, o número será muito menor, embora ainda expressivo: o serviço entrará em operação quando 578 satélites estiverem em órbita. O documento de autorização da FCC (PDF) indica que a implementação do Project Kuiper será dividida em cinco fases.

Amazon

Há exigências: a FCC determina que 50% dos satélites da iniciativa estejam em operação até 30 de julho de 2026; a metade restante deve entrar em funcionamento até 30 de julho de 2029. A Amazon poderá perder a licença do serviço se não respeitar essas condições.

Ainda não há informação sobre quais satélites serão usados pela Amazon, tampouco sobre as velocidades de download e upload que serão oferecidas. Sabe-se, entretanto, que a companhia espera que a latência não passe de 25 ms.

A iniciativa será comandada por Dave Limp, vice-presidente da Amazon que, até recentemente, cuidava da plataforma Kindle. Mostrando empolgação com o projeto, ele declarou: “ainda há muitos lugares com serviços de banda larga ruins ou que não existem. O Kuiper vai mudar isso. Nosso investimento de US$ 10 bilhões criará trabalho e infraestrutura nos Estados Unidos para ajudar a preencher essa lacuna”.

Com informações: Business Insider.

Comentários da Comunidade

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Adriano Garcez (@Adriano_Garcez)

Mais quantos anos para os telescópios em terra tornarem-se inúteis? Já está havendo reclamações sobre os Starlink aparecerem nas imagens.

Léo (@leo_oliveira)

É estrela ou satélite? Logo poderei jogar meu telescópio no lixo, então?

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Infelizmente a poluição visual é o preço que pagamos pra ter uma cobertura global de internet.

Jedielson (@Jedielson)

Acredito que até o final da década a astronomia amadora deixará de ser algo viável

Jhonny (@jokalokao)

Bem, o problema maior é a questão de os satélites refletirem luz que atrapalha os astrônomos. A SpaceX começou a mudar a pintura dos seus satélites para evitar isso. Então há chance das coisas não ficarem tão ruins

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Na verdade foi um teste. Ainda estão estudando outras alternativas.