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Xiaomi registra patente de celular modular com tela removível

Patente da Xiaomi registrada no começo do ano imagina celular modular com tela removível e câmera frontal oculta

Bruno Gall De Blasi Por

A Xiaomi projetou um celular modular com tela removível. É o que mostra uma patente registrada pela marca chinesa na CNIPA (Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China) e revelada pelo site holandês LetsGoDigital. Não há previsão de lançamento de um smartphone com a tecnologia.

Xiaomi registra patente de celular modular com tela removível (Foto: Reprodução/LetsGoDigital)

A patente chegou aos escritórios do órgão chinês em março de 2020 com o título “telefone de dois componentes”, em tradução livre. A documentação publicada nesta terça-feira (4) possui 22 imagens com uma breve descrição para apresentar o conceito, que prevê uma tela que pode ser facilmente destacada.

Visualmente, o conceito remete aos demais celulares do mercado, com sistema de câmera tripla na traseira, botões na lateral e uma porta USB-C e alto falantes na parte de baixo. A diferença à primeira vista ficaria por uma espécie de entalhe na porção superior do dispositivo para retirar o display do corpo do telefone.

Conforme aponta o site especializado holandês, ao destacar o painel do smartphone, duas câmeras frontais com flash LED são reveladas, o que aproxima o conceito dos celulares com sensores fotográficos atrás da tela. Além disso, as imagens demonstram dois conectores na parte da frente para ligar o display ao corpo do celular.

Patente da Xiaomi prevê tela destacável que pode ser utilizada separadamente (Foto: Reprodução/LetsGoDigital)

Os documentos também dão a entender que a tela pode ser utilizada livremente enquanto estiver separada do telefone, o que pode ser ideal para controlar a câmera à distância e tirar fotos com corpo do celular em um tripé, por exemplo. Ainda não há, no entanto, explicações técnicas sobre o funcionamento da tecnologia.

Vale lembrar que não há certeza se a Xiaomi levará a ideia adiante em seus próximos lançamentos. Na semana passada, o site LetsGoDigital apresentou outro conceito da fabricante chinesa, que imagina um smartphone com compartimentos para guardar fones de ouvido sem fio e dispensar o estojo do wearable.

Com informação: Gizmochina e LetsGoDigital

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² (@centauro)

No geral modularidade significa aumento físico do produto, já que você precisa colocar conectores que ocupam mais espaço do que uma simples solda.
Dependendo do componente, pode significar colocar algum controlador a mais ou nos módulos ou no componente principal pra ter certeza de que tudo vai funcionar sem problemas assim que você conectar. E isso pode aumentar o tamanho.

Fora a questão do custo, que só vai diminuir se produzido em escala. Pra produzir em escala, precisa ter uma adoção massiva e pra ter adoção massiva, o ideal seria criar um padrão único e aberto ou que tenha um custo desprezível de licenciamento pra que mais fabricantes produzam.
Então uma única empresa criar uma forma de modularizar e tentar monopolizar essa modularização ou querer lucrar em cima disso com licenciamento pode ser o caminho pro fracasso do modelo.

Mas tem seus lados positivos, como uma possível redução do lixo eletrônico, já que permitiria as pessoas só trocarem alguns componentes ao invés de trocar o aparelho todo, pode reduzir o custo pro consumidor também, permite que o consumidor monte o aparelho nas especificações que lhe atenda melhor, dando a ele mais liberdade (o que pode ser ruim, porque muita gente não quer ter o trabalho de ficar pensando nisso e só quer comprar sem pensar).

Enfim, tem bastante pano pra manga isso.
Bem bacana.