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Zuckerberg diz que proibição ao TikTok pode criar precedente ruim

Em reunião com funcionários, Mark Zuckerberg demonstrou preocupação com decisões parecidas contra o Facebook em outros países

Victor Hugo Silva Por

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se manifestou sobre a ordem executiva que proíbe empresas americanas de manterem negócios com ByteDance e Tencent, donas de TikTok e WeChat, respectivamente. Segundo o BuzzFeed News, o executivo afirmou em reunião com funcionários que a decisão pode criar um precedente ruim em outros países.

Facebook Mark Zuckerberg

Zuckerberg tratou da proibição ao TikTok após funcionários perguntarem se o Facebook cogita comprar a rede social de vídeos curtos — a Microsoft já informou que tem interesse comprar a plataforma. Ele afirmou que não comenta a estratégia de aquisições da companhia e se limitou a mostrar preocupação com a medida adotada por Donald Trump.

“Acho que é um precedente péssimo a longo prazo e que [a situação] precisa ser tratada com o máximo cuidado e gravidade, independentemente da solução”, afirmou. “Estou realmente preocupado… pode muito bem ter consequências a longo prazo em outros países ao redor do mundo”.

O executivo avalia que o Facebook pode se tornar alvo de sanções parecidas de outros governos, mas concorda com investigações em torno do aplicativo chinês. “Eu certamente acho que há questões de segurança nacional válidas sobre ter um aplicativo que tem muitos dados de pessoas e que segue as regras de outro país, um governo que é cada vez mais visto como um competidor [dos EUA]”.

A proibição contra o TikTok começa a valer apenas em 20 de setembro, mas foi divulgada um dia após o Instagram Reels, outro recurso de vídeos curtos, ser liberado em 50 países, incluindo os EUA. Para Zuckerberg, no entanto, a proibição a um concorrente direto não é totalmente benéfica.

“Muitas pessoas estão por aí dizendo que isso ajuda o Facebook e minha reação a isso é apenas no sentido mais restrito”, avaliou. “Sim, eles são concorrentes este ano e, neste mês, no próximo mês, nosso engajamento talvez cresça. Talvez isso faça ser um pouco mais fácil de implementar o Reels. Mas você não administra uma empresa para o próximo mês ou o próximo trimestre”.

Comentários da Comunidade

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@teh

O sujo falando do mal lavado!!

Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

Abre precedente para ser proibido na China. Mas a China já não proíbe o Facebook?

² (@centauro)

O precedente que abre é de governos de qualquer país proibirem qualquer app, seja FB, TT, IG ou qualquer outro alegando “segurança nacional” e sem dar qualquer evidência objetiva.
É basicamente isso que o governo dos EUA está fazendo.

JulioCampos (@juliocesar)

Alguma considerações:

Em público Mark diz que é um precedente perigoso. No íntimo está vibrando com o cerco ao concorrente que tentou peitar Facebook e estava conseguindo sucesso na empreitada. A força da China não parece grande o suficiente para revidar a altura. Apesar de ter se tornado uma potência, ainda depende de muitas empresas estrangeiras (principalmente americanas). Não vejo a China retaliando a Apple, por exemplo, pois perderia mais do que ganharia com essa medida extrema. China não tem moral nenhuma de reclamar pois a mesma proíbe Google, Facebook, Twitter, etc em seu território. Qual a justificativa da China pra fazer isso mesmo?!
Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

Verdade. Em parte é bom, que outros países coloque a China como ameaça a segurança e a democracia em qualquer lugar. Do outro lado, app estão pagando o pato.

Leo (@leonardoroese)

Complicado mesmo. O problema é a internet começar a ter “Dono”. Uma coisa énproteger privacidade, outra é querer ditar regras e usar de vantagem.