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Amazon lança Project Zero no Brasil para eliminar produtos piratas

Amazon Project Zero usa machine learning para detectar produtos falsificados; tecnologia já funciona nos Estados Unidos

Paulo Higa Por

A Amazon anunciou nesta terça-feira (11) que está expandindo sua iniciativa de zerar a venda de produtos piratas para sete novos países, incluindo o Brasil. O Project Zero, como é chamado, utiliza aprendizagem de máquina para detectar anúncios de itens contrafeitos de marcas conhecidas, como Arduino, BMW, Panasonic e Salvatore Ferragamo.

Amazon Project Zero

O Project Zero escaneia diariamente mais de 5 bilhões de tentativas de cadastros de produtos ao redor do mundo para identificar anúncios suspeitos. As empresas interessadas também podem adotar a serialização, isto é, aplicar um código único durante o processo de fabricação ou embalagem do produto para permitir que a Amazon confirme a autenticidade de cada venda.

“Essas proteções automatizadas funcionam com a aprendizagem de máquina da Amazon e são continuamente alimentadas com novas informações, então continuamos a melhorar na prevenção e no bloqueio automático de potenciais anúncios de produtos contrafeitos”, explica a Amazon.

A iniciativa para eliminar produtos falsificados da Amazon foi lançada em 2019 e já foi adotada por mais de 10 mil marcas, de pequenos empreendedores até marcas reconhecidas globalmente, segundo a loja. Uma ferramenta disponível para as empresas participantes permite remover anúncios de produtos falsificados dentro da Amazon.

Amazon (Foto: Jordan Stead/Divulgação/Amazon)

Qualquer empresa pode participar do Project Zero, desde que tenha uma marca registrada e se cadastre no serviço de propriedade intelectual da Amazon, o Brand Registry. O participante ainda precisa ter reportado violações nos últimos seis meses com taxa de aceitação de pelo menos 90%. Para ter acesso à ferramenta de remoção de produtos falsificados, a empresa deve manter precisão de 99% nas solicitações.

Recentemente, a Amazon foi criticada por congressistas americanos que alegavam que a empresa não fazia o suficiente para combater produtos falsificados. Para representantes, a Amazon age como se não fosse responsável pelos itens piratas, uma vez que ganha dinheiro mesmo quando vende esse tipo de produto. Jeff Bezos rebateu as acusações, dizendo que a Amazon investe milhões de dólares em tecnologia e que a falsificação é ruim para consumidores e para os vendedores honestos da loja.

A partir desta terça-feira (11), o Amazon Project Zero está disponível no Brasil, Austrália, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Países Baixos, Singapura e Turquia. Mais detalhes podem ser consultados nesta página.

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Os CEOs da Amazon, Apple, Facebook e Google foram a uma audiência no congresso americano para serem questionados sobre o poder que suas empresas têm de controlar o mercado. Os representantes dos Estados Unidos colocaram Jeff Bezos, Tim Cook, Mark Zuckerberg e Sundar Pichai contra a parede, tocando em assuntos como concorrência predatória, vantagens indevidas e taxas anticompetitivas.

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@ksio89

Já podem começar removendo anúncios de cartões de memória piratas vendidos no marketplace da Amazon. Aliás, é o tipo de produto que só é confiável comprar se for vendido pela própria loja dona da plataforma.

Reginaldo Ribeiro (@Reginaldo_Ribeiro)

Será que sobra pelo menos 30% dos vendedores da Amazon Brasil?

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

TODAS os sites das grandes empresas vendem produtos piratas, através de market place. Já comprei uma bateria para o smartphone e era pirata. A americanas me reembolsou e nem pediu o produto de volta. Kkkk

Eu (@Keaton)

O que eles vão fazer com produto falsificado? Pagar você enviar pra eles para eles jogarem fora? Você que jogue fora. hahaha