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Boeing 747 recebe atualização de software via disquete

O Boeing 747, assim como concorrentes como o Airbus A320, utilizam disquetes para atualizar cartas aéreas ou o sistema de voo

André Fogaça Por

O Boeing 747 está entrando no plano de aposentadoria em vários lugares do mundo, mas onde ele ainda opera, as atualizações de software continuam chegando e elas são instaladas com disquete. Sim, disquetes de 1,44 MB e que são utilizados em mais aviões que você imagina.

Boeing 747

Boeing 747 (Foto: Albert Koch/Flickr)

Um avião é um primor da tecnologia, colocando no céu toneladas de muitos materiais que fazem parte da aeronave, com computadores que controlam tudo em quase todo momento. O software, como no dispositivo que você está usando para ler este artigo, precisa de atualizações e entrar em uma rede Wi-Fi ou Bluetooth para update pode ser perigoso por abrir uma porta de invasão. Como alguns resolvem esse dilema? Com computadores conectados por cabo especial ou então com disquetes e o último caso acontece no Jumbo 747.

Primeiro, é preciso entender que o Boeing 747, mesmo com aquele visual de dois andares e um cockpit com telas, é um avião que foi projetado na década de 1960 e seu primeiro voo aconteceu em 1969 e com a primeira companhia aérea colocando o famoso Jumbo em operação no começo de 1970. Algumas versões posteriores foram produzidas, como é o caso do 747-400 do final dos anos 80 e ele reflete parte daquela época em muitos lugares.

Um deles é na forma de atualização do software, que acontece sempre que uma nova carta aérea precisa ser inserida no sistema do avião, ou quando alguma novidade chega da fabricante para os computadores que controlam o voo. Essas atualizações acontecem mais ou menos uma vez por mês.

O Boeing 747 não é o único avião que ainda recebe novos dados por disquete. Do outro lado, na concorrente Airbus, o A320 que é muito utilizado em rotas aqui no Brasil, também utiliza um leitor de disquetes para a mesma função. Ambos os aviões também contam com uma área para armazenar disquetes, que neste caso fazem parte do backup de toda base do sistema das telas e dos computadores daquele avião específico.

Aviões mais novos abandonaram o disquete

Começando pelo último exemplo, a atualização do A320, chamada de de A320 Neo, continua com a caixa de disquetes que fica atrás do assento do piloto apenas para backup do backup, mas as cartas aéreas e outras atualizações chegam por uma conexão com um computador que conta com diversas conexões, como portas USB – mas utiliza um cabo especial para conversar com o avião.

Na Boeing, aviões como o 777X ou o 787 Dreamliner utilizam um sistema semelhante, com computadores que inserem novas instruções e que são capazes de conversar com outras áreas, como com os motores que ficam nas asas.

Com informações: The Verge.

Comentários da Comunidade

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² (@centauro)

Me surpreende que ainda produzam disquete, na verdade.

Mas parece que tem outros lugares que usavam disquete (até uns anos atrás pelo menos).

Os silos nucleares dos EUA usavam disquetes de 8 polegadas até 2018, por exemplo.

Diogo Silva (@uzu)

É porque o lucro é pouco para uma atualização de hardware e/ou investimento em tecnologias proprietárias.

NENHUM (@mgc)

Para mudar alguma coisa,vai precisar passar por um monte de certificação novamente,mesmo quando parece coisas simples.
Além disso,avião não é algo produzido em massa,são poucas unidades por ano.

André Fogaça (@fogaca)

Exato, novo formato depende de certificação, homologação e tudo isso custa. Melhor deixar como está (se funciona).

Wellington Gabriel de Borba (@Wellington_Gabriel)

O Canal Aero do Fernando explicou porque. Primeiro que embora ultrapassada a tecnologia funciona bem, segundo porque atualizar para algo mais moderno custaria muito para testar, certificar. Não é interessante.

Eu (@Keaton)

Deviam atualizar pra pendrive USB 1.0 ao menos. D: