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Mozilla demite 250 funcionários e tenta reestruturação

Afetada pela pandemia de COVID-19, Mozilla anuncia demissão de 250 funcionários e plano para otimizar finanças

Emerson Alecrim Por

A pandemia de coronavírus (COVID-19) também afetou as atividades da Mozilla Corporation. Em carta originalmente interna (PDF), mas divulgada publicamente nesta terça-feira (11), a organização anunciou um plano de reestruturação que inclui a demissão de aproximadamente 250 funcionários.

Em 2018, a Mozilla tinha cerca de 1.000 funcionários em várias partes do mundo. Desde então, a organização não disponibilizou mais números atualizados sobre seu quadro de colaboradores. Sabe-se, porém, que uma reorganização interna já estava em andamento: no início do ano, esse processo causou a demissão de 70 pessoas.

Mozilla Berlim (foto: Mozilla)

Na ocasião, a Mozilla declarou que o seu plano para 2020 consistia em aumentar a relevância do Firefox no mercado e ajustar as finanças da organização “para garantir estabilidade financeira a longo prazo”. Só que, no meio do caminho, havia uma pandemia.

Sem rodeios, a Mozilla admitiu que as consequências da COVID-19 aceleraram a necessidade de reestruturação. “Nosso plano pré-COVID não é mais viável. Falamos sobre a necessidade de mudanças — incluindo a possibilidade de demissões — desde a primavera [segundo trimestre]. Agora, essas mudanças se tornaram reais”, diz a organização em seu blog.

Além das demissões, a Mozilla anunciou o fechamento de suas operações em Taiwan e revelou que outros 60 funcionários serão convidados a trocar de equipe — e, presumivelmente, de projeto.

Os funcionários demitidos receberão indenizações que equivalem aos seus salários acumulados até 31 de dezembro, bônus de desempenho referente ao primeiro semestre do ano, entre outros benefícios.

Com as mudanças, a Mozilla espera trabalhar com mais “rapidez e agilidade”, bem como se focar em modelos de negócios mais sustentáveis.

Não parece ser um discurso superficial. O Firefox continua sendo o projeto mais importante da Mozilla, mas a aquisição do Pocket em 2017 e a criação de um serviço pago de VPN são exemplos de iniciativas que evidenciam os esforços progressivos da organização para se reinventar.

Com informações: TechCrunch.

Comentários da Comunidade

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gsctt (@gsctt)

A verdade é que o market share da Mozilla cai a passos largos, ainda que faça um excelente trabalho com seus produtos…
O futuro do Firefox, por exemplo, é bastante incerto diante do crescimento do novo Microsoft Edge, nessa nova fase da guerra dos navegadores.

RenkinHagane (@RenkinHagane)

Guerra de navegadores? nah, a Google já dominou o mercado de browsers esse é um dos motivos da MS ter cedido ao frente ao projeto Chromium, se continuar assim, daqui pra frente é só monopólio.

João M. (@RonDamon)

Não me surpreenderia alguma empresa comprar a Mozilla, principalmente uma grande (só pra competir com Google e MS).

Leo (@leonardoroese)

Muitas empresas passam por reestruturação, abandonam projetos que não trouxeram resultados, e reorganizam quadro de funcionários, ainda mais em tempos difíceis. Mas não é sinal que vai ficar para trás ou ser comprada. A própria Google já fez isso e cancelou diversos projetos que não rederam frutos. E uma decisão sabia e muitas vezes necessária.

@Banana_Phone

O tempo gasto em navegadores de desktop tem caído e no mobile aumentado, mas no mobile a maioria usa o navegador padrão de fábrica.