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Trump dá 90 dias para que TikTok venda operação nos EUA

Em nova ordem, o presidente americano alegou que há “evidência crível” de que o TikTok pode prejudicar a segurança nacional dos EUA

Victor Hugo Silva Por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um prazo de 90 dias para a operação do TikTok no mercado americano ser vendida. A determinação à ByteDance, dona da rede social, surgiu em uma ordem executiva publicada na sexta-feira (14). Com isso, em vez de 20 de setembro, o limite para a empresa abrir mão da plataforma nos EUA passa a ser 12 de novembro.

tiktok no smartphone

No documento, Trump indicou, sem oferecer mais detalhes, que há “evidência crível” que o leva a crer que a ByteDance “pode tomar uma ação que ameaça prejudicar a segurança nacional dos EUA” por meio da aquisição do Musical.ly. O presidente americano se refere à antiga rede social de vídeos curtos que foi unificada com o TikTok em agosto de 2018.

A nova ordem executiva estabelece 12 de novembro como prazo para a ByteDance remover dados que o TikTok possui de usuários nos EUA. A medida também vale para informações obtidas com a compra do Musical.ly. A companhia chinesa deverá informar ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês) quando as informações forem apagadas.

O CFIUS vai revisar a proposta de venda do TikTok. O órgão deve verificar se o comprador é cidadão ou empresa americana; se possui relação direta ou indireta com a ByteDance; se o negócio pode ameaçar a segurança nacional dos EUA ou minar de alguma forma a ordem executiva; e se a empresa chinesa realmente abrirá mão das informações usadas em sua operação nos EUA.

As exigências são parecidas com as apresentadas publicamente por Trump no início de agosto. Segundo ele, a compradora deve ser “grande”, “segura” e “muito americana”. A Microsoft, apontada como uma das principais interessadas no negócio, já considera comprar operação do TikTok em todo o mundo e espera concluir as negociações até o dia 15 de setembro.

O TikTok é apontado pelo governo americano como uma ameaça à segurança nacional e como uma ferramenta para oferecer à China acesso a dados de pessoas nos EUA. A rede social, por sua vez, alega que as informações de usuários nos EUA são armazenados em território americano e garante que nunca as forneceu para o governo chinês.

Com informações: The Verge, Engadget.

Comentários da Comunidade

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Jedielson (@Jedielson)

Não seria melhor pra ambos abrirem uma auditoria e o TikTok permitir a uma comissão o exame dos servidores dos ditos cujos que armazenam os dados dos usuários americanos? Assim acaba com especulações e se tem com precisão o que deve ser feito a seguir.

João Almeida (@Joao_Almeida)

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² (@centauro)

Mas daí a empresa não vai pras mãos dos EUA, que é o que o Trump provavelmente quer.

Daniel Pita (@danielpita)

Trump gosta de fazer fuzuê, gritaria. O maluco já faliu uma liga de futebol americano, com essa onda de super investimento e depois processar o concorrente (quis meter o pau na NFL e se lenhou. kkkk). A China não é inocente, mas essa perseguição é simplesmente porque ele tá vendo um monte de empresa crescendo, na frente da corrida tecnológica e tem que barrar de alguma forma.

É tipo o guri que não sabe jogar futebol, sempre é escolhido por último e acaba levando a bola pra casa porque é o que tem mais dinheiro e pode comprar uma.

Rogério Costa (@Rogerio_Costa)

Politica. Apenas isso. Apenas pela reeleição.

Breno (@bbcbreno)

Tenho evidência crível, mas n quero dar detalhes.

Aham!