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Apple diz que não abrirá exceção para Epic Games no iOS

Fortnite e outros serviços poderão permanecer em plataformas da Apple desde que sigam as diretrizes impostas pela empresa

Ana Marques Por

Após dar o ultimato que ameaça a remoção da Epic Games de todas as suas plataformas, a Apple se pronunciou sobre o assunto em um comunicado feito ao site The Verge, esclarecendo que não deseja encerrar atividades com a dona de Fortnite, mas que para isso a empresa de jogos precisa seguir as diretrizes impostas a todos os desenvolvedores.

epic games enfrenta apple

A nota da Apple afirma que “o problema que a Epic criou para si mesma pode ser facilmente resolvido se eles enviarem uma atualização de seu aplicativo que o reverta para cumprir as diretrizes com as quais concordam”.

O trecho se refere à ação “Mega Drop”, que reduzia o custo dos V-Bucks, a moeda de Fortnite, de maneira permanente. Para ter acesso à promoção por meio de smartphones, era necessário realizar compras fora da Play Store e da App Store, diretamente com a Epic – a estratégia visava evitar a taxa de 30% sobre transações realizadas nas lojas de aplicativos, no entanto essa conduta viola as diretrizes impostas pela Apple.

“Não abriremos uma exceção para a Epic porque não achamos certo colocar seus interesses comerciais à frente das diretrizes que protegem nossos clientes”, explica a empresa.

Fortnite / Epic Games (Foto: Reprodução / Felipe Vinha)

Até o momento, Fortnite continua fora da loja de apps do iOS e do Android. A Epic Games tem até o dia 28 de agosto para cumprir as exigências da Apple, o que evitaria o banimento de seus serviços no iOS e no macOS. Em contrapartida, a Epic já apelou à Justiça para proibir a Apple de cortar seu acesso às ferramentas da App Store.

De acordo com o The Information, há ainda especulações de que a Epic Games possa estar articulando um grupo de executivos da indústria de tecnologia para pressionar a Apple, com o objetivo de contestar as políticas atuais praticadas pela gigante da tecnologia.

Outras empresas já mostraram insatisfação contra a taxa de 30% cobrada pela App Store – é o caso do Facebook, que apesar de discordar da política imposta para transações no iOS, afirma que não irá violar nenhuma das diretrizes. Para a Microsoft, as regras da Apple são anticompetitivas, e o Telegram falou até em “censura de apps” ao acusar a companhia de proporcionar ao usuário menos aplicativos e mais propagandas.

Com informações: Verge e MacRumors

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Gigo CAP (@GigoCAP)

O que ferra a Apple é não poder baixar os apps sem ser na App Store. Pra Play Store a Epic vai se lixar pra isso, mas no iOS vai ter que hospedar o Fortnite no Cydia mesmo.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Mas acho que é com isso que estão contando pra vencer a apple na justiça, o fato que não ter outra forma de instalar app nos iphone.

@doorspaulo

Apple é toda fechada, se não concorda, não lance o jogo/app por lá.
Eu me recuso a ter um iPhone/Mac justamente por odiar essa política dela, mas ninguém é obrigado a comprar um aparelho da maçã.

Deixa só no Android, e veja a mágica acontecer.

² (@centauro)

É, eu só quero ver como vão argumentar que a Apple deveria permitir a instalação de apps no próprio sistema por outros meios que não a App Store.

Luiz C. Eudes Corrêa (@Eudes)

Todas as outras plataformas cobram (Nintendo, Sony, Microsoft) 30% pra compras dentro de jogos (que nem possuem um custo real), mas Apple e Google cobrando exatamente a mesma coisa que são malvadas.

A Epic tá só querendo forçar a barra pra ter toda a distribuição do jogo e das atualizações de graça, afinal os 30% não são só pra processar os pagamentos, mas pra distribuir e divulgar o app na AppStore.

Empresa safada querendo empurrar a ganância deles como marketing de oferecer preços mais barato pros clientes.

Maycon Cruz (@MikeCross)

Esse é o X da questão: se você parar pra ver, tal política da Apple é basicamente tratar um produto físico no qual você adquiriu (um dispositivo de hardware com iOS) como um serviço, com seus poréns e impedimentos. E é aí que que o cabaré pega fogo e é aonde a Epic está capitalizando em cima. Se fosse só pelos 30%, a maioria pouco se lixaria, pois é padrão de mercado, mas mesmo eu não sendo fã da Epic, tenho que concordar que você como consumidor, ser impedido de consumir outros produtos porque “seu hardware proíbe tal coisa” é extremamente anti-consumidor.

² (@centauro)

E não é basicamente isso que todos os video-games sempre fizeram? Chuto que tenha outros hardwares que sejam assim também.

Você pode hackear e fazer homebrew (ou jailbreak no caso do iPhone), mas geralmente as empresas não só repudiam isso, como lançam patches pra fechar os buracos e tentar impedir isso ou lançam uma nova versão do hardware caso o buraco seja a nível de hardware.

João M. (@RonDamon)

Dificilmente ganha. A Apple com seus trilhões de advogados só precisam argumentar que aumentaria o risco de segurança no iOs etc. Sem contar que hoje em dia o assunto de empresas chinesas querendo infiltrar até na mãe é mais uma coisa a favor da Apple.

Mafiotecano (@Mafiotecano)

A única coisa que eu sei é que não existe santo nesta história. Eles que lutem.

Luander Falqueto Beltrame (@LuanderFB)

Discurso:
Epic: Estamos preocupados com os usuários.
Apple: Estamos preocupados com os usuários.
Realidade:
Epic: Não queremos abrir mão do dinheiro.
Apple: Não queremos abrir mão do dinheiro.
É só por causa do dinheiro, nada mais, nada menos.

@doorspaulo

Concordo, mas essa iniciativa tem que partir do consumidor, em deixar de comprar produtos que limitam o que você pode fazer.

O problema é que o pessoal é muito gado da Apple, e passa pano pra tudo que eles fazem, famoso “não é bug, é feature”.

Luiz C. Eudes Corrêa (@Eudes)

Pronto começou o ataque aos usuários da Apple.

Afinal se Apple me atende melhor que Android e funciona melhor pra mim, sou gado da maçã.

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Sempre vejo usuários de Android entrando em grupos de iPhone pra falar que Apple não presta, mas nunca vi usuário de iPhone fazendo o mesmo em grupos de Android

Maycon Cruz (@MikeCross)

Sim, mas até então isso podia ser atribuído a basicamente limitações técnicas (como incompatibilidade de mídias e arquiteturas), ou até mesmo o fato de existir mídia física, aonde o as taxas são aplicadas sob um produto físico, e por conta disso, difícil de refutar.
Mas eu não duvido que num futuro próximo, teremos empresas trazendo a treta pros consoles também, vide que eles estão cada vez mais digitais e virtualmente sem barreiras físicas pra justificar o impedimento.

Não é a toa que a comunidade homebrew chia toda vez que a Google instaura ferramentas que dificultam o uso de root e o desbloqueio de bootloader por exemplo.