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Venda de tablets cai 32% no Brasil, mas mercado corporativo cresce

Enquanto as vendas de tablets para o consumidor final caíram 32,3% no Brasil, no mercado corporativo o crescimento foi de 47,3%

André Fogaça Por

No segundo trimestre deste ano o Brasil registrou queda de 32,3% na venda de tablets. O número vem de uma pesquisa da IDC, que representa a maior retração da presença deste tipo de gadget nas vendas do mercado desde 2016, além de aumento de mais de 10% na queda já registrada no mesmo período de 2019.

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Mesmo que em grande número, a queda não chega a assustar tanto quanto a diminuição de 35% registrada no mesmo trimestre de 2015. O problema, segundo Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, é que desde então este período do ano é conhecido por acentuar os números negativos dos tablets, com raras exceções de positivos.

O período de quarentena ajudou nas vendas do primeiro trimestre, mas não seguiram com alívio para o restante do ano. “A volta às aulas, em janeiro, e o início da quarentena e das aulas à distância, em março, aumentaram as vendas, mas o consumo não se manteve nos meses seguintes e o ritmo de queda deve continuar”, comenta o executivo.

Menos tablets no Brasil, só que mais caros

Outro ponto abordado pela pesquisa é a alta no preço médio dos tablets, com ticket médio em R$ 971,56 no Brasil e o principal culpado não é o dólar nas alturas. Rodrigo diz que a maior presença de tablets intermediários e premium, que contam com especificações mais robustas no mercado, ajudou no preço médio das vendas que subiu 44,7% quando comparado com o mesmo período de 2019, e 47,4% quando comparado com os três primeiros meses de 2020.

Em números opostos, enquanto o varejo vendeu menos, o público corporativo registrou bons resultados com alta de 47,3% nas vendas do segundo trimestre deste ano. No total foram vendidos pouco mais de 438 mil tablets para o consumidor final e quase 39 mil tablets para empresas.

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Fernando C (@Dogshow)

Gosto muito de ter o tablet para ler uma revista, livro com fórmulas e diagrams. Mas a falta de um teclado incomoda. Também, pagar R$5000,00 de um tablet mais R$1000,00 por uma capa com teclado desanima muito. Aí entra o notebook, a gente coloca no colo, se vira com os fios, com a bateria que dura pouco etc. Mas sempre temos a versatilidade do computador pessoal. Então, fazendo conta simples, pego o valor que usaria para comprar o tablet mais o notebook e invisto em um notebook mais sofisticado.

Peterson (@Pet_inusitado)

“Enquanto as vendas de tablets para o consumidor final caíram 32,3% no Brasil, no mercado corporativo o crescimento foi de 47,3%”

Efeitos do “home-office” e suas adequações pelas empresas e funcionários.
Teoricamente, temos 2 perfis de funcionários, demandas das empresas.

A - Atividades simples, que um pacote office, videoconferência e internet, representa 80-90% das atividades do funcionário. Um tablet com boa configuração, e mais um teclado e mouse sem fio, sai mais barato que um notebook basico.

B - Atividades mais avançadas e/ou pesadas, e talvez algum programa/software especifico. Entre um notebook intermediário "normal, e um gamer e/ou ultrabook, quase na mesma faixa de preço, maioria das vezes tá compensando investir nesses de nicho e usar na area profissional.