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Mercado Livre e Alibaba teriam interesse em comprar Correios

Mercado Livre e Alibaba são empresas de vendas online que investem em logística; governo quer privatizar Correios em 2021

O governo planeja privatizar os Correios até dezembro de 2021, podendo realizar uma venda integral ou parcial. Rumores dizem que grandes empresas de e-commerce e logística estão interessadas, incluindo Amazon, Alibaba e UPS. Agora, parece que o Mercado Livre também quer comprar a estatal.

Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, diz que há uma forte disputa nos bastidores pela privatização dos Correios: “a argentina Mercado Livre está de olho na estatal, com a qual já tem uma grande parceria de entregas de produtos compradas no seu site”. O jornalista havia levantado o possível interesse da Amazon e da Alibaba no ano passado; a chinesa ainda continuaria no páreo, enquanto a companhia de Jeff Bezos não foi mencionada.

O setor de e-commerce teve um forte crescimento puxado pela maior demanda durante a pandemia do novo coronavírus, causador da COVID-19. Por exemplo, o Mercado Livre registrou receita de US$ 878,4 milhões no segundo trimestre, alta de 61,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso inclui o faturamento com vendas (US$ 581,7 milhões) e com o Mercado Pago (US$ 296,7 milhões).

O Alibaba Group, por sua vez, teve receita de US$ 21,762 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 30% em um ano. Além de vendas pela internet, a empresa atua em computação na nuvem e jogos online.

Mercado Livre e Alibaba investem em logística

Talvez a Alibaba esteja em uma posição melhor para adquirir os Correios: ela tem US$ 43,8 bilhões em caixa, contra US$ 1,2 bilhão do Mercado Livre. Vale notar, no entanto, que ambas já realizam fortes investimentos em logística para atender clientes no Brasil.

O Mercado Livre possui dois armazéns no estado de São Paulo e vai abrir um terceiro centro de distribuição na Bahia para agilizar entregas no Nordeste. O Mercado Envios Flex promete envio no mesmo dia para vendedores que usem veículos próprios ou entregadores, sem depender dos Correios.

Por sua vez, o AliExpress opera dois voos fretados por semana vindos da China em parceria com a Cainiao, subsidiária de logística do grupo Alibaba. Esta empresa investiu bilhões de dólares em serviços de entregas como ZTO Express, YTO Express, STO Express e Best Logistics.

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