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E a Sony se desespera: ataques à Apple e ao PSP Phone

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9 anos atrás

Os anos 90 foram marcados por uma guerra de consoles inesquecível. Foi a era 16 bits, quando a saudosa Sega (sim, ela ainda existe, mas não faz mais videogame então o adjetivo vale) e a Nintendo disputavam pela hegemonia embaixo da sua TV. E nós trazíamos a briga pro playground da escola.

As discussões sobre qual console era superior, o Mega Drive ou o Super Nintendo, eram de uma certa forma alimentadas pelas próprias empresas. Neste comercial do Donkey Kong Country, a Nintendo deixa claro: se você tem um console Sega, você vai ficar chupando o dedo.

A Sega, por sua vez, era um pouco mais apelativa. Nessa propaganda a empresa ridiculariza os donos de GameBoy, sugerindo que eles precisariam se auto-flagelar na esperança de assim poder ver cores na tela do aparelho. E neste comercial ela esculacha por completo, alegando que alguém que escolhe um GameBoy ao invés de um Game Gear tem QI inferior a 12.

Na era mais politicamente correta em que vivemos, é raro esse tipo de marketing de ataque agressivo. Por isso é que este comercial recente da Sony trouxe tantas lembranças de outros tempos.


(vídeo do YouTube)

As plataformas com iOS (ou seja, iPhone, iPod Touch e o relativamente novo iPad) já estavam abocanhando o mercado dos consoles portáteis há algum tempo. Não é de todo surpreendente que a Sony tente fincar os pés e tomar o mercado de volta.

O comercial começa com o rapaz mostrando o iPhone para a câmera (a tela diz "Lame Castle", o que se traduziria livremente como "Castelo Escroto" ou "Castelo Sem Graça"), enquanto a legenda o identifica por nome, seguido da legenda "Está apenas enganando a si mesmo". O rapaz se gaba do "jogo bacana" em seu celular.

Nisso entra Marcus Rivers, o novo porta-voz da Sony para assuntos relacionados ao PSP, retrucando que o iPhone "não é feito para jogo para 'garotos grandes'". O iPhone, diz Rivers, foi feito pra "mandar SMS para a sua avó e ligar para a sua namorada".

Em seguida, o garoto mostra alguns jogos (lançados cinco anos atrás) para o PSP, adicionando que eles custam apenas US$9.99.

Considerando o esforço que a Sony tem mostrado para convencer gamers de que um celular não é um videogame de verdade (teve essa propaganda também), é um tanto quanto irônico que o tal PSP Phone esteja finalmente em vias de ser lançado.

Esta é uma montagem do tal híbrido, uma cortesia do blog Engadget. Rumores de um celular-videogame que incorporaria o PSP já tem alguns anos de idade - alguns começaram até mesmo antes da explosão da AppStore Era uma outra época, obviamente. Celulares não representavam muita coisa no mercado de games, e a última experiência de unir celular a console foi um dos grandes fracassos tecnológicos da última década, o N-Gage.

As coisas mudaram. A própria Sony, que bolou toda aquela campanha de marketing que tinha como alvo atacar a ideia de jogar videogame no celular, terá que admitir que estava mesmo é desdenhando a fatia conquistada pelo iPhone.

O que se sabe sobre o vindouro PSP Phone (este não é um nome oficial, diga-se de passagem) é que ele usará o Gingerbread OS (também conhecido como Android 3.0), terá uma tela WVGA de aproximadamente 4 polegadas, uma câmera de 5 megapixels - sujeita a modificações - e processador Snapdragon de 1 GHz.

Ele rodará jogos de Android e também - segure esse bocejo! - títulos de PSP e PS1. Sobre o formato, diz-se que ele se assemelhará a um PSP Go, ou seja, a parte do console com os controles desliza por trás da tela - mais ou menos como se vê na montagem do Engadget. Em vez de um controle analógico, haverá uma pequena área sensível ao toque.

Apesar de ser meio fanboy do iPhone, eu aguardo o lançamento do tal PSP/celular com otimismo. Ao contrário do que possa parecer, não tenho grandes alianças ao iPhone em si. Sou apenas um entusiasta da convergência, e da variedade de jogos que se encontram na AppStore.

Se este futuro celular-console constar com uma seleção robustas de jogos (isso pra não mencionar a faceta não-oficial da coisa, como emuladores por exemplo), eu estaria fortemente tentado a dar tchau para a Apple.