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Venda de celulares no Brasil despenca 30,7% e preços aumentam

Venda de celulares no Brasil tem queda de 30,7% durante o segundo trimestre de 2020 devido à pandemia de COVID-19

Bruno Gall De Blasi Por

O mercado de celulares teve uma queda de 30,7% e uma alta geral nos preços durante o segundo trimestre de 2020. Entre os motivos para a retração nas vendas de smartphones e feature phones estão os impactos da pandemia de COVID-19 (novo coronavírus). Os números são de um estudo da IDC Brasil divulgado na terça-feira (8).

Venda de celulares no Brasil despenca 30,7% e preços aumentam (Foto: Dariusz Sankowski/Pixabay)

Ao todo, mais de 9,6 milhões de telefones celulares foram comercializados, 30,7% a menos em relação ao 2º trimestre de 2019. Quanto à receita, a indústria acumulou um montante de R$ 14,846 bilhões entre abril, maio e junho, mas ainda apresentou uma retração de 8,5% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

8,35 milhões de smartphones e quase 392 mil feature phones foram comercializados em canais oficiais, com quedas de 31,1% e 54%, respectivamente. Já em relação ao mercado paralelo, as vendas de smartphones tiveram aumento de 8,3% e totalizaram mais de 790 mil aparelhos, enquanto cerca de 96 mil feature phones foram vendidos (-51,1%).

Os smartphones intermediários, com preços entre R$ 1.100 e R$ 1.999, se concentram na categoria mais vendida nos dois mercados, com 3,36 milhões de unidades comercializadas. Já as opções de entrada, com valores entre R$ 700 e R$ 1.099, vêm em segundo lugar, com o total de 3,24 milhões de aparelhos.

Venda de celulares no Brasil: preços aumentam (Foto: terimakasih0/Pixabay)

Preços de celulares aumentam no Brasil

Os preços de celulares sofreram uma alta geral no 2º trimestre de 2020. Segundo a IDC Brasil, os smartphones nos mercados oficial e paralelo tiveram o preço médio de R$ 1.539 (+22,9%) e R$ 1.727 (+36,2%), respectivamente. Em relação aos feature phones, o aumento dos valores é de 39,5% e 24,6% nos dois canais.

Os números seguem a tendência de alta também observada nos resultados do 1º trimestre de 2020, apresentados pela consultoria em julho, cujos preços chegaram a crescer até 266%. A expectativa, segundo a IDC Brasil, é de retomada gradual nas vendas de telefones celulares no terceiro trimestre de 2020.

Com informações: Convergência Digital

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🤷‍♀️ (@xavier)

Lei da Oferta e Demanda no mundo:
Compras de determinado item cai > Preço também cai.

Lei da Oferta e Demanda no Huezil:
Compras de determinado item cai > Preço aumenta

Reginaldo Ribeiro (@Reginaldo_Ribeiro)

Famoso oportunismo exacerbado.

Luis Coelho (@LuisCoelho)

Mas teve a queda na produção de celulares também.

Eu (@Keaton)

Tu esqueceu de adicionar que quando a demanda aumenta no Huezil, o preço também aumenta… e fica encalhado no mesmo patamar por anos e anos.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

Sendo chato: todo mundo fala que é ganância, mas qual é o grande plano? Os preços estão maiores e as vendas caíram por motivos óbvios, por que eles continuariam fazendo isso?

Nos tempos áureos do Brasil, na década 00, lembro que a indústria automobilística era muito mais lucrativa aqui que no resto do mundo. Mas nunca ouvi falar que a indústria de eletrônicos é especialmente lucrativa aqui, não sei se eles trabalham com margens maiores aqui.

🤷‍♀️ (@xavier)

Errr, lucro? Talvez, só chutando mesmo.

Porque sabem que: 1. Existe público que ostenta marca. 2. Existe um grande público desinformado que confia na palavra do vendedor, onde ambos não tem nenhum conhecimento técnico e acham que ter 20 câmeras na traseira é ótimo, mesmo se o aparelho tiver 0,5Gb de RAM.

Eric Viana (@Eric_Viana)

O ciclo eterno do caíram as vendas porque o preço aumentou ou o preço aumentou porque caíram as vendas.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

Mas suponho que nada disso seja diferente do resto do mundo né?

Desde que existe smartphone o dólar só aumentou (mais que duplicou) e os benefícios fiscais foram diminuindo. Junto a isso os high-ends ficaram mais caros globalmente. Não faltam motivos para o preço não subir ano a ano como está acontecendo.

O problema claro que eu vejo é que tem o bloqueio da fabricação nacional, então o mercado tem barreiras enormes de entrada, o que fica bem claro pela diferença de preço da Xiaomi do mercado cinza e importados legalmente. É muito díficil para qualquer um entrar nesse jogo contra Samsung, Motorola e LG que estão com tudo consolidado, de fabricação a logística.

Não é porque “otário continua comprando” ou “brasileiro ostenta”. Ao menos, nunca vi nenhuma evidência…tipo lucro por unidade maior ou algo assim.

Tech Nerd 🤓 (@technerd)

Acho que a ordem dos acontecimentos é que está errada.

Os preços aumentaram e a venda de celulares despencou 30,7%.

Eu estava olhando para trocar de celular antes da pandemia estava custando 1.800 bozos agora não encontro o mesmo aparelho por menos de 3.500 bozos. Aí desisti da compra, ficou inviável.

Eu (@Keaton)

Tentei imaginar essa situação e me veio uma palavra à cabeça… tripophobia. hahaha

🤷‍♀️ (@xavier)

Sim, com certeza o problema da importação é geral, em todos os setores no Brasil. No entanto, Samsung e Motorola, ao menos, tem montadoras aqui. Logo, falar que a alta do dólar/impostos de importação pressionou a alta repentina de preços não pode ser seguida como uma regra, afinal existe vários estoques (montadoras, operadoras, lojistas)…

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Léx Ferracioli (@Lex_Ferracioli)

Esqueceu de mencionar a Semana do Huezil, onde os produtos são metade do triplo e logo teremos a Black Fraude Huezil, com preços também pela metade do triplo

Gabriel Arruda (@gdarruda)

Todas as peças são de fora, as variações do dólar devem impactar da mesma forma. Inclusive, o aumento do dólar foi de 30% do dólar, mais ou menos alinhado com o aumento da reportagem. Isso sem falar da falta de peças que só piora a situação. A fabricação nacional ajuda a ser mais barato que os concorrentes, não contra o preço do dólar.

Em relação aos impostos, estou falando de forma histórica, como o como o término da Lei do Bem.

Essa foto não é evidência, é só um exemplo anedótico, dá para tirar de qualquer lugar. Só faz sentido se você me dizer que isso é feito especialmente para o Brasil ou vende proporcionalmente mais que em qualquer outro país.

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@ksio89

Alguém me explica porque as leis básicas da Economia não funcionam no Huezil? É oporturnismo do empresário brasileiro, protecionismo, mercado muito regulado pelo Estado? Porque não pode, eu não consigo entender o brasocapitalismo.

🤷‍♀️ (@xavier)

Então voltamos ao meu comentário inicial. A Lei da Oferta e Demanda.
Você está certo, se pegarmos o dólar de 1º de janeiro, até hoje houve uma alta de em torno de 30%. Já era de se esperar que os preços aumentassem, a paralização de fábricas por falta de peças, menos voos/navios transportando mercadorias.
Mas, com vendas baixas, o movimento natural é que as margens de lucros sejam reduzidas, para que as vendas não caiam tanto, pois estoques também geram custos, assim como fábricas paradas sem produzir (mas não pode falta de peças, e sim por baixa demanda).

E isso tudo sem levarmos em conta que já vínhamos de uma alta histórica: https://tecnoblog.net/350115/precos-de-celular-crescem-ate-266-e-vendas-no-mercado-cinza-disparam/

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