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JBL Link Portable: mergulha, é inteligente e pode ser rouca

A Link Portable é a segunda geração da caixa de som inteligente e portátil da JBL, com melhor Wi-Fi e suporte para AirPlay 2

A JBL já é bem conhecida no mercado de caixas de som portáteis, dessas que estão espalhadas por aí em diversos modelos, tamanhos, potências e preços. Pouco muda de uma para outra, mas na Link Portable a presença do Google Assistente te escutando o tempo todo pode ser uma função extra bacana para quando ela tá parada na estante. Ou então quando você quiser controlar com a voz o que ela toca, de longe mesmo.

Será que vale a pena colocar inteligência dentro de uma caixinha de som que já funcionava bem apenas com Bluetooth? Eu te explico nos parágrafos abaixo

Análise do JBL Link Portable em vídeo

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog pra produzir esse conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O JBL Link Portable foi fornecido pela JBL por empréstimo e o produto será devolvido à empresa após os testes.

Design e conectividade

A primeira coisa que eu penso quando olho para a Link Portable é na Echo de terceira geração, aquela grande que chegou ao Brasil recentemente e não é a Studio. A caixinha da JBL é coberta por um tecido que não tem nenhuma costura aparente, passando a sensação de que esse produto leva o acabamento a sério – seja pelo visual moderno ou então no toque confortável das mãos.

Na frente o logo da JBL é pequeno, mas como ele está em um quadrado cinza num fundo preto, dá bastante contraste. Um produto premium como ele tenta ser poderia ter o logo mais escondido, até o Google Home faz isso. No topo ficam dois botões de volume e um no meio que ativa o Google Assistente quando pressionado.

Também ficam dois microfones que poderiam ser mais, já que seu principal concorrente é justamente a Echo de terceira geração e ela tem sete microfones. Mais microfones significa maior capacidade da própria caixa de som te entender. E nisso, a JBL Link Portable não é das melhores quando o volume está alto.

Fechando o visual, existem LEDs no topo que ficam bem escondidos atrás do tecido preto e que indicam quando a Link Portable está pensando no que você perguntou, quando indica nível de volume ou quando está com microfone desligado. Ele pode ser desligado no outro lado, que é onde fica a entrada USB-C que serve para recarregar a bateria. Por aqui também existe um botão pra usar Bluetooth, que é 4.2 e stá tudo bem com isso.

Uma caixinha de som inteligente não precisa de Bluetooth de baixo consumo de energia, ou da versão mais recente da conexão sem fios como faz um smartwatch.

Para funcionar com o Google Assistente a caixinha utiliza conexão Wi-Fi e que pode ser de 2,4 ou 5 GHz. A recepção é bem boa e as funções do Assistente são exatamente as mesmas que outra caixinha de som tem quando escolhe a solução do Google pra este trabalho.

Este mesmo Wi-Fi serve pro AirPlay 2 e faz muito sentido para quem tem um iPhone, iPod Touch, Mac ou iPad. Se você tem um Android ou PC, dá para usar o Cast do Google que entende a Link Portable como um Chromecast Audio e faz quase que a mesma coisa que o AirPlay 2: reproduzir no falante a música que é controlada pelo smartphone ou computador.

Ah, sim, a Link Portable tem certificação IPX7 e isso significa que se você derrubar a caixa de som na piscina, é só buscar e nem precisa pausar a música que estava tocando. A festa continua sem nenhuma reclamação.

Qualidade de som

Por dentro, por mais que ela seja alta, a Link Portable só tem um alto-falante e ele promete 20 watts de potência, em um driver de 49 milímetros que fica apontado para baixo. Pode parecer pouco, mas a equalização que a JBL colocou nele faz o áudio sair com boa presença de agudos e médios, mas com toque extra nos graves. Não chega a ser exagerado como a Beats fazia no passado, mas é fácil sentir que esses sons têm preferência na hora de saírem.

A qualidade maior de som acontece quando você não ultrapassa dos 70% do volume. Passando desse nível a distorção começa a dar as caras, mesmo que de forma sutil e a qualidade de som cai. É algo esperado pra uma caixinha que quer ter som grave presente e ao mesmo tempo precisa fazer agudo no mesmo falante. Não existe mágica nessa hora.

Em músicas com grave presente como Art3mis & Parzival de Gunship dá para sentir fácil essa vontade de distorcer, mas em outras como Whiskey in the Jar tocada pelo Metallica o balanço fica mais agradável entre o som do chimbal, o médio da guitarra e o grave do bumbo.

Em sons com menos graves ainda, como Stairway to Heaven do Led Zeppelin, o som sai cristalino mesmo em volumes elevados. Kashmir, que começa com mais força e o bumbo trabalha o tempo todo, a presença do chimbal não fica ofuscada pelo bumbo – que sequer some com detalhes da voz aguda de Robert Plant.

Tudo isso toca longe da tomada, com ajuda de uma bateria interna que consegue segurar músicas por até oito horas seguidas. Uma base faz a recarga e ela é só uma forma de segurar a caixa de pé quando ela não precisa viajar com você. Nesse momento, parado na estante, ela vira uma caixa de som inteligente bem cara mesmo. Também é possível carregar a bateria pela porta USB-C e que exige ao menos 10 watts do carregador para fazer bem seu trabalho de colocar 100% de energia em menos de quatro horas de tomada.

Vale a pena?

Bom, a resposta se vale a pena ou não vai depender da sua necessidade e bolso. A Link Portable atende bem o público que quer uma caixinha de som portátil, mas vai além e entrega um assistente pessoal sem a necessidade de pegar o celular para isso. Dá mais comodidade e comodidade tem seu preço.

Eu conheço outras caixas de som só com Bluetooth da própria JBL que são mais potentes, envolvem mais o ambiente, não distorcem como a Link Portable e que são mais baratas como é o caso da Charge 4, que de quebra ainda tem autonomia cinco vezes maior e vai até 20 horas de musica longe da tomada. Portátil por portátil, eu acho que a ideia é só ouvir música mesmo e nesse cenário eu prefiro pagar menos em uma caixa de som melhor, para deixar o assistente no meu celular que já vai estar por perto para tocar a música.

Sua principal concorrente é a Echo de terceira geração, que tem mais microfones e ela entende melhor os comandos, tem dois drivers para o som e o conjunto faz o áudio sair com mais qualidade. O problema é que você abandona a bateria interna e troca o Google Assistente pela Alexa, que é bem competente também.

Se você curtiu o que acabei de falar, vale dar uma olhada na JBL Link Music, que é a Portable com um pitaco extra na presença de graves, menos distorção e sem a bateria. Ela faz tudo igual, só precisa de uma tomada e tem um visual mais agradável para ficar na estante. Além de ser mais barata, com preço sugerido de R$ 1,3 mil, contra R$ 1.449 da Link Portable.

E olhando o preço, a Echo de terceira geração custa quase a metade do valor da Link Music e é ainda mais elegante na estante. Então não, nesse preço sugerido para o lançamento nenhuma das JBL Link desta geração valem a pena. Quem sabe quando elas custarem entre R$ 800 e R$ 900.

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