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Apple diz que Epic tenta recuperar interesse em Fortnite com processo judicial

Epic teria começado a briga de propósito para usar como marketing, de acordo com nova acusação da Apple; caso será julgado

Felipe Vinha Por

A pequena guerra entre Apple e Epic Games está longe de terminar e agora a dona do iOS volta a atacar a produtora de Fortnite por conta de toda a polêmica. Em um novo processo, a Apple acusa a oponente de causar problema de propósito, para colocar o público em uma posição de refém.

Apple diz que Epic tenta recuperar interesse em Fortnite com processo judicial / Divulgação / Epic Games

Em seu documento, a Apple acusa a Epic de tentar usar todo o caso como uma campanha de marketing, para recuperar o público perdido de Fortnite. Citando referências da imprensa como Bloomberg e Yahoo Finance, a empresa aponta que o jogo perdeu 70% do seu público em julho de 2020, quando comparado ao mesmo número de outubro de 2019.

Assim, a Epic teria criado um problema calculando todos os riscos, um “incêndio que ela mesma começou”, segundo a Apple, em sua contra-acusação. A empresa ainda indica que o problema poderia ser facilmente resolvido e que Fortnite retornaria ao iOS assim que a Epic retirasse o sistema de pagamento externo e próprio, que criou toda a situação.

Uma audiência está marcada para 28 de setembro, na corte norte-americana, para tentar começar a decidir a situação. Até lá o público terá que esperar por mais novidades das duas empresas e de possíveis novos pormenores do imbróglio.

Enquanto isso, Fortnite segue disponível para PS4, PC (Windows), Xbox One, Switch e também no Android – removido da Play Store, mas disponível por meio de outras lojas oficiais e também pelo site oficial do jogo.

O game de Battle Royale ainda aproveita um enorme sucesso em outras plataformas e, atualmente, tem uma temporada inspirada por heróis dos quadrinhos e cinema da Marvel, como Homem de Ferro, Wolverine, Groot e Thor.

Com informações: The Verge

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Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

“Em um novo processo, Apple … para colocar o público em uma posição de refém.(sic)”

Eh muita cara de pau. Refém eh o cliente da Apple q paga uma nota por um aparelho celular e soh pode instalar os app q o “patrão Cook” deixa. Soh rindo.

Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

Agora o Spotify entrou na parada. Mas várias empresas já estão com problema com essa taxa de 30%. A justiça vai ter que obrigar a Apple a homologar algumas empresas para processar pagamento para ter concorrência.

Jonathan Lima (@Jonathan_Lima)

Se é ético ou não barrar apps, o fato é que a Apple é umas das empresas mais valiosas do mundo. Então essa política do ecossistema funciona como deveria, já que os clientes da Apple são fiéis à marca.

Matheus Moreno (@Matheusandyou)

Refém? Muito pelo contrário, a Apple criou a AppStore, a Apple revolucionou o mercado de smartphones, justo ela cobrar um % para manter os apps na loja. Apple é uma empresa e não uma entidade filantrópica. Quem aqui abre um shopping e não cobra aluguel das lojas?!

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Acho que è preciso voltar bem antes de tudo isso.

O que faz a Apple ser especial ? Porque seus consumidores gostam de gastar com a marca? Porque seus consumidores não ligam se abrir a App Store e comprar diretamente lá ?

Vamos lembrar que no começo o iPhone não tinha uma loja de apps. Quem quisesse tinha que fazer uma gambiarra. Porém foi os primórdios de um mercado impulsionado pelo interesse dos consumidores.

Após isso, a Apple criou a App Store, um ambiente que proporcionou aos devs uma vitrine, para milhares (hoje bilhões) de usuários. Um ambiente onde poderiam explorar as capacidades e ferramentas que o iPhone (desenvolvido pela Apple) poderia lhes oferecer.

Para o usuário, foi como ir ao shopping, sem sair de casa. E hoje isso è tanto verdade que: podemos pedir um ifood, Uber (aplicativos que a Apple não recebe 30% sobre os gastos dos usuários).

Nos primórdios, se comprava o iPhone pelo design sem teclas. Hoje ninguém compra um iPhone só porque è um iPhone. Fazer ligação qualquer aparelho hoje em dia faz.

As pessoas hoje compram um iPhone para terem uma experiência de uso. Algo que se tornou único no iOS. Você não compra um Apple, você compra um estilo de vida, e você faz isso de forma consciente.

A Apple não tem o hardware mais inovador do mundo e também não è a primeira em muitas coisas. Mas o que ela entrega e da forma que entrega, tocou seus consumidores, que se sentem felizes dentro desse ecossistema e é por isso que muitos de nós estamos hoje aqui conversando sobre essa empresa.

Entretanto, o que tudo isso tem relação com a taxa que a Epic não concorda ? Muitos estão falhando em comparar a Apple ao Android, Renner ou a imobiliárias.

O iPhone hoje é a porta de entrada para a App Store, e para chegar nisso, o usuário precisa adquirir um iPhone. O que implica que ele quer ter essa experiência. Se eu quisesse o que a Google oferece, não perderia meu tempo tentando mudar o iOS, iria direto no Android.

A Epic aceitou entrar para o ecossistema da Apple, fazer parte a App Store. Estar a um clique de milhares de consumidores. Para tal, teve que concordar em pagar 30% sobre transações internas processadas pelo sistema da Apple (que novamente, faz parte da experiência de se usar um produto Apple). Isso encerra a discussão Epic vs Apple.

Outra discussão é a de práticas de monopólio. A única forma de baixar um app é pela App Store. A única forma de ter um iPhone é usando iOS. A apple tem vantagens em disponibilizar serviços na sua própria loja. E assim por diante.

Até onde essas alegações são viáveis. É aceitável dizer que a Apple é um monopólio, afinal seu ecossistema é um mundo paralelo.

Porém ao mesmo tempo em que parece um monopólio, ele é a única alternativa ao Android, então não dá mais para argumentar que é um monopólio. Ambos os usuários são livres para escolher usar qualquer plataforma que lhes convém e está de acordo com o que buscam.

Se você quer ter flexibilidade em baixar APK, instalar apps de outras lojas, que não a do Google, você pode. Se é tão bom assim, porque muitos de nós continuamos a preferir usar o iPhone? Porque não é só um iPhone, é um ecossistema vivo e organizado. Que possibilita o dev ter acesso a ferramentas e um hardware para criar e disponibilizar essas criações na App Store, onde será globalmente encontrado. Não precisará se preocupar com legislações de outros países, moedas distintas, impostos.

A Epic mesmo, tentou disponibilizar seu app apenas por fora da Play Store, para fugir da taxa de 30%. Porém voltou atrás e a pouco tempo concordou com essa taxa e disponibilizou seu App lá. O que oportunizou ver seus números subirem. Presume-se então que pagar esses 30% valeram a pena, já que atingiu muito mais pessoas. Podendo estar na mão de 85% do marketshare de dispositivos Android. Em contrapartida, o verdadeiro lucro está na plataforma da Apple. Uma plataforma em que a Apple criou, formatou e cuidou para que se mantenha organizada. E seus clientes validam esse esforço, permanecendo nesse ecossistema e consumido através dele.

A qualquer momento um usuário Apple pode se assim desejar, migrar para o Android, o que novamente refuta o monopólio.

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

O problema , pra mim , nem eh a taxa. A Googleplay tbem cobra . O absurdo dos absurdos, q faz com q EU JAMAIS SEJA CLIENTE, OPS, REFÉM dessa empresa, eh o fato dela nao permitir instalar um aplicativo no aparelho q EU comprei fora do cercadinho. Tem q se muito babaca pra cair nessa. Abraços

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

Especial pra quem cara pálida? Mais d 80 % dos usuários no mundo sao Android.

Franco Luiz (@Franco_Luiz)

Rapaz que puta textao fanboy , imagina se alguem xingar o iphone o cara vai escrever um livro

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

Tem TODA razao. Cada uma né. Soh rindo desses fanboys , gado no cercadinho.
Vida longo & prosperidade ao Android

Jonathan (a.k.a Halls) (@akahalls)

Otarios ou não, o mundo é feito de escolhas. Uma das diferenças (e atrativos) do iOS em relação ao Android é a App Store. Se acham q é ruim, é só comprar um Android e tá tudo certo uai. Da mesma forma, quem prefere o ecossistema da Apple fica no iPhone, simples assim.

² (@centauro)

Bom, você tem a opção de fazer o jailbreak e instalar o aplicativo que quiser, da mesma forma que no Android.
Tem seus riscos, claro, além de quebrar a garantia.
Mas você pode.

Bruno (@Unknown)

Uma dúvida, quantos apps legítimos (que não são pirataria) você instalou de fora da Playstore neste ano?

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

Deus ou foi Alaha , Xango…algum desses ai me veio em sonho e me condenou ao inferno se falar mal da Apple. Perdão fanboys , nao vai acontecer mais. Soh ri do

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

NENHUM. Mas NAO ABRO MAO DE PODER ESCOLHER. nao fico refem nem dos meu pais, a quem respeito, quiçá d uma empresa d bos.a. fui

Matheus Moreno (@Matheusandyou)

E a receita de apps é 80% no Android ?