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Spotify, Epic e outras se unem contra regras da Apple na App Store

As empresas criaram uma coalizão para questionar práticas da Apple, como a taxa de 30% por transações realizadas na App Store

Victor Hugo Silva Por

A disputa entre Apple e empresas que questionam as regras da App Store está longe de acabar. O novo capítulo envolve a criação da Coalition for App Fairness (ou Coalizão pela Justiça nos Apps), formada por marcas como Spotify, Epic Games, Deezer e Tile. O grupo afirma que seu objetivo é “criar condições de disputa para desenvolvedores e dar liberdade de escolha aos usuários”.

Spotify, Epic e outras se unem contra regras da Apple na App Store

A coalizão classifica as práticas da Apple na App Store como “anticompetitivas” e questiona a taxa de 30% cobrada em transações nos aplicativos. “Nenhuma outra taxa de transação — em qualquer setor — chega perto. Essa taxa de app reduz profundamente o poder de compra do consumidor e a receita do desenvolvedor”, afirmam as empresas.

O grupo também alega que a Apple usa seu sistema operacional para controlar o que será liberado aos usuários e, assim, ganhar vantagem sobre seus concorrentes. “A empresa exige que os fabricantes de dispositivos limitem as opções, força os desenvolvedores a vender por meio da App Store e até rouba ideias dos concorrentes”.

Em seu site, a coalizão apresentou os chamados 10 princípios que precisam ser adotados para garantir uma concorrência mais justa. Entre eles, estão o fim exclusividade das lojas de aplicativos, como ocorre com a App Store, e o fim de cobranças de taxas e comissões consideradas “injustas, não razoáveis ou discriminatórias”.

As empresas defendem ainda que as informações técnicas às quais a proprietária da loja de aplicativo tem acesso também precisam ser disponibilizadas aos desenvolvedores de outros apps. Além disso, o grupo pede que as donas de plataformas não usem dados de desenvolvedores para tomar vantagem.

A página também convida proprietários de outros aplicativos a se unirem às reivindicações. A coalizão afirma que aceita “empresas de qualquer tamanho, em qualquer setor, que estão comprometidas em proteger a escolha do consumidor, fomentando a concorrência e criando condições iguais para todos os desenvolvedores de aplicativos e jogos em todo o mundo”.

A disputa da Apple com Spotify e Epic Games

O início de uma ação coordenada entre desenvolvedores é o resultado de várias iniciativas individuais contra a Apple. O Spotify, por exemplo, apresentou queixa antitruste na Europa por considerar a taxa de 30% injusta, visto que o Apple Music não precisa repassar o valor aos usuários. A Comissão Europeia iniciou sua investigação em junho deste ano.

A disputa entre Epic Games e Apple também envolve a taxa. A criadora de Fortnite teve a conta na App Store encerrada, o que impede o lançamento de novos games e atualizações. Isso aconteceu após a Epic oferecer sua própria opção de pagamento que contornava o sistema da Apple e, consequentemente, a taxa cobrada pela empresa.

Com informações: Mashable, The Verge.

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Vítor Gomes (@vctgomes)

Finalmente. Tomara q mais apps entrem na jogada e boicotem a Apple

Sérgio (@trovalds)

Boicotar? Todo mundo quer é uma fatia maior dos números bilionários do faturamento anual que a loja tem, isso sim. À exceção da EPIC, que levou às vias da justiça a briga e foi banida da loja, o resto aí não vai sair voluntariamente de jeito nenhum. Taxa justa ou não (segundo eles) é dinheiro entrando.

Agora vamos falar sobre as empresas que estão na coalizão (por hora):

Epic: está vendo seu faturamento diminuir com a evasão dos players do Fortnite (que foi quem catapultou o faturamento da empresa recentemente). Daí a empresa ao invés de tentar reverter o prejuízo de outra forma foi pra cima da Apple.
Spotify: tem um modelo de negócio que vive de rodadas de investidores com a promessa de que um dia “vai vingar” e vai finalmente conseguir ver o faturamento no azul. Inclua aí Deezer e outras startups da última década.
As demais: tem modelos de negócio que estão encolhendo cada vez mais e estão fadados a sumirem.

Ou seja: quem quer bater de frente com a Apple é justamente quem ACHA que se a empresa diminuir as taxas as coisas vão melhorar magicamente. O problema não está na Apple e sim no modelo de negócios das empresas em si.

ISSO sem contar com as campanhas dos artistas contra Spotify e cia, que remuneram ridiculamente quem escolhe estar na plataforma e querem mais.

Nessas horas Steve Jobs está sacolejando no túmulo e dizendo diretamente do além: “eu tinha razão!”

Raphael Freitas (@RaphaelFreitas)

O Spotify salvou a indústria da música, antes todos baixavam de graça, hoje os artistas ganham a cada música tocada no app, sendo o usuário assinante ou não. O Spotify e Deezer tem que pagar 30% da taxa e a Apple Music não paga, logo ela pode cobrar mais barato ou lucrar mais que a concorrência nisso. A Epic acho que apenas forçou a barra mesmo.

seinper capi (@seinper_capi)

Tem que ser muito inocente pra acreditar numa coisa dessas. Os artistas só “ganham” 12% dessa fatia aí. E quando eu falo em “artista”, eu me refiro aos mais badalados, porque o pessoal de nicho ou que não tem 5 milhões de seguidores no instagram, continuam tendo de recorrer a meios alternativos para viver de música.

Sérgio (@trovalds)

Se formos colocar dessa forma, a Google Play Store também cobra os seus 30%. E qualquer outra loja também cobra. Não existe “grátis” pra aplicativo nenhum em loja nenhuma. Agora se a loja X ou Y permite que algumas transações ocorram por fora da loja aí já deixa de ser problema da Apple ou seja lá de quem for.

E quanto à remuneração aos artistas, o Spotify é uma das que MENOS paga. Do próprio TB: https://tecnoblog.net/239268/quanto-ganha-um-artista-pelo-streaming-spotify-apple-music-deezer/

² (@centauro)

Daí os artistas entram com um processo contra a Spotify e a Spotify usa os argumentos da Apple pra se defender.

Sérgio (@trovalds)

Tipo… isso.

Alfred Newman Viola (@Alfred_Newman_Viola)

Essa política monololista da Apple eh sem futuro. Questao d TEMPO. Vida longa ao Android

Sérgio (@trovalds)

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mas porque a Apple teria que pagar para ela mesma?

Querem estar no ecossistema da Apple, mas não querem arcar com isso. Se é tão ruim assim, porque não saem ? Porque mesmo com os 30% o ecossistema da Apple ainda é o que os usuários se engajam mais para gastar.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Você esqueceu de selecionar o restante do comentário dele, que é justamente do ponto que ele levantou, onde não está tratando da questão dos usuários pagarem ou não, nada disso, mas da competitividade entre as empresas. Por a Apple, obviamente, não ter que pagar com seu serviço de streaming de música, ela se beneficia disso pra agir com práticas anticompetitivas para com Spotify, Deezer, etc. No caso, é totalmente diferente da EPIC, onde a relação está em torno de um jogo, setor em que a Apple não atua. Que o rapaz também deixou claro no comentário.

Enfim, não quero fazer julgamentos de quem está certo ou errado, ou apoiar empresa A ou B. Foi só pra esclarecer mesmo…

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

É inevitável que a Apple e Google reduzam suas condições que até faziam mais sentido no início, quando o ecossistema era pífio e haviam poucos apps. No caso da Apple o agravante é ainda maior, justo que ela não permite se baixar apps de terceiros, nem a instalação de lojas alternativas. O ambiente geral vai precisar caminhar ao estilo Windows/MacOS, onde o usuário opta por comprar na loja própria ou diretamente do desenvolvedor.

² (@centauro)

Será que essa briga também chega nas plataformas de jogos?
Vão ter que liberar vender jogos digitais por fora da Xbox Game Store, Nintendo Store e PSN Live?

Sérgio (@trovalds)

Se você se utiliza desse argumento, por que então o Spotify não se levantou contra o Google quando eles criaram o Youtube Music?

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Eu não estou utilizando argumento nenhum. Fui bem claro no meu comentário:

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