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Fone Bluetooth Motorola Vervebuds 500: há opções melhores

O Motorola Vervebuds 500 é um fone confortável, mas qualidade sonora e conectividade podem decepcionar

Darlan Helder Por

O Motorola Vervebuds 500 é um fone de ouvido Bluetooth que chegou ao mercado para atrair aquele consumidor que busca por um wearable básico para o cotidiano. O modelo foi lançado no Brasil em agosto de 2020 prometendo 3 horas de reprodução e mais 6 horas com o case de carregamento. Bluetooth 5.0, compatibilidade com assistentes virtuais e chamadas de voz cristalinas são outros destaques.

Contudo, para levar tudo isso você terá que desembolsar cerca de R$ 699. Será que vale? Eu passei alguns dias avaliando o Motorola Vervebuds 500 e conto toda a experiência a seguir.

Análise do Motorola Vervebuds 500 em vídeo

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O Vervebuds 500 foi fornecido pela Motorola por empréstimo. O produto será devolvido à empresa após os testes.

Design, conforto e case

Falar de design de fone de ouvido é muito subjetivo. O Motorola Vervebuds 500 é um produto com uma construção simples, mas a empresa não abriu mão de um visual moderno. As primeiras impressões, no entanto, logo mostraram que ele não era o modelo certo para mim e isso se deve ao meu gosto por fones mais discretos; o Vervebuds 500 é bem gordinho e pode chamar a atenção na rua.

Motorola Vervebuds 500 e o estojo de carregamento (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Pelo menos no conforto ele ganha pontos comigo. Não é difícil encontrar fones acessíveis que deixam a desejar nesse quesito, mas pude perceber um certo cuidado da Motorola em entregar uma experiência agradável ao usar o produto por horas.

Kit do Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Eles são intra-auriculares e a quantidade de ponteiras enviadas fundamenta isso que estou falando, afinal são cinco pares de cores e tamanhos variados, para atender a todos os consumidores.

O estojo de carregamento em plástico é agradável ao toque e permanece com o acabamento simples. Como disse anteriormente, o Vervebuds 500 é um produto grande, em vista disso, o case também não é pequeno.

Seu formato arredondado que lembra aquele doce francês macaron não me conquistou, já que colocá-lo no bolso da calça virou um desafio com o calombo nada discreto. Você vai ter que deixar o estojo guardado em uma mochila ou na bolsa quando estiver na rua.

Estojo de carregamento do Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O case conta com uma entrada micro USB na parte traseira. A marca ainda envia um cabo pequeno para fazer a alimentação da bateria.

Recursos e conectividade

O Motorola Vervebuds 500 não é de surpreender quando o assunto é conectividade. Antes de entrar nos detalhes de conexão, vale explicar que os fones contam com um botão na parte inferior que pode ser utilizado para atender chamadas, reproduzir ou pausar músicas, mudar de faixa ou acionar assistentes virtuais no celular ao pressionar duas vezes esse botão.

Eles podem ser conectados ao aplicativo VerveLife, que está disponível para Android e iPhone (iOS), e permite interação com a Alexa dentro do próprio VerveLife. Além disso, caso você não encontre o gadget, o aplicativo mostra a localização dele, o que é bem legal.

Em suma, trata-se de um app sem muitos recursos. Eu com certeza não usaria o VerveLife no dia a dia, pois não há funções extras de áudio, o que me desapontou ainda mais.

Qualidade de som e bateria

Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Vamos ao que interessa. Fones como o Vervebuds 500 se destacam pela comodidade, porém não adianta prezar pelo conforto e decepcionar no ponto principal. Falo isso porque eu esperava mais de um gadget que custa R$ 700, mas é claro que essa é a minha opinião e, com você, a conclusão pode ser outra.

Eu gosto de apreciar os graves, mas não no nível hard. Aqui no Vervebuds 500, senti que o gadget acaba “enfraquecendo” essa intensidade e tira o brilho de algumas canções. Já os agudos podem ser estridentes em alguns momentos.

Compartilho duas experiências: consegui ouvir Bohemian Rhapsody no volume máximo sem fazer cara feia. Mas em Lost in Japan, de Shawn Mendes, pude perceber esse desequilíbrio, além da ausência de batidas. O mesmo acontece com Blinding Lights, do The Weeknd.

Se você não busca por um fone do nível profissional, o modelo da Motorola poderá atender às suas necessidades. Apesar dos contras, eu gostei que o volume é alto e os fones conseguem isolar bem o ruído externo mesmo em ambientes com várias interferências sonoras.

Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Em chamadas telefônicas, o Vervebuds 500 se sai muito bem com cancelamento de ruído CrystalTalk que permite ouvir com clareza a pessoa do outro lado, e não passa aquela sensação de que você está no banheiro ou em uma lata de sardinha.

Ele trabalha com Bluetooth 5.0. Durante os meus testes, consegui conectá-lo rapidamente em dispositivos Android e iPhone sem apresentar erros ou falhas de conexão.

Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Com relação à bateria, a Motorola fala em até 9 horas de reprodução com o estojo de carregamento. Esse é um bom número e mostra que o fone pode aguentar um dia inteiro de reprodução e com folga, caso você apenas utilize de manhã (na ida para o trabalho) e à noite (voltando para casa).

Durante os meus testes, passei uma manhã inteira ouvindo música e o fone começou a pedir carga depois 4 horas e 33 minutos ligado direto. Ou seja, um número bem maior que aquele prometido pela Motorola de 3 horas sem o estojo. Quando a bateria está perto do fim, um pequeno LED no próprio dispositivo começa a piscar em vermelho.

Vale a pena?

Motorola Vervebuds 500 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A resposta é não. Não vale por R$ 700, R$ 600 ou R$ 500. Acredito que o Motorola Vervebuds 500 deveria custar R$ 300 ou R$ 400 para competir com os modelos da Philips, como o UpBeat SHB2505, que tem qualidade parecida e é encontrado por cerca de R$ 300.

De volta ao Vervebuds, o seu preço faz o consumidor passar longe dessa opção e, considerando isso, talvez seja mais interessante analisar o Samsung Galaxy Buds, que encontrei à venda por R$ 699 no site da marca aqui no Brasil, ou seja, o mesmo preço do modelo da Motorola. Lembrando ainda que o Buds trabalha com um aplicativo dedicado mais completo.

Apesar disso, está claro que o Vervebuds 500 não é um fone ruim. Esse é um gadget para você que 1) não é muito exigente com fones de ouvido; 2) que busca por um acessório simples e acabou encontrando o Vervebuds 500 por menos de R$ 500.

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@RODRIGO

Eu penso em alguns detalhes: autonomia 9 horas pode ser pouca(poderia ser 12 horas em diante) e entrada micro USB – puts, insistir neste antigo por quê? Deveria ser USB-C!!

Sugestão: caso tenha possibilidade, teste o PaMu Quiet, o primeiro fone da empresa com ANC – se não enganado – e codec Qualcomm AptX! Certos youtubers fizeram teste com ele!! Visa ser uma opção barata aos demais fones topo de linha do mercado, como AirPods Pro, WF-1000XM3 e Momentum True Wireless 2(Sennheiser)!!

Danílio Costa da Silva (@Daniliocs)

Achei que não vale nem 200 reais. Importando a maioria dos fones da China vc vai pagar menos de 200 reais, vão te dar 4h de carga e tipicamente 3 cargas na case, ou seja pelo menos 16h , alguns ate mais de 20h. Mesmo pagando os impostos vc vai gastar menos de 400 reais por um produto melhor. Esses fones sem fio (TWS) no Brasil custam um absurdo, muito fora da realidade.