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TikTok, YouTube e Facebook removem posts ligados a QAnon

Para limitar alcance da teoria da conspiração em suas plataformas, TikTok, YouTube e Facebook adotaram medidas mais rígidas

Victor Hugo Silva Por

Algumas das principais redes sociais estão adotando medidas mais rígidas para reduzir o alcance da teoria da conspiração QAnon. É o caso de TikTok, YouTube e Facebook, que passaram a enquadrar o assunto em suas regras contra desinformação, levando à remoção de posts e contas, bem como à limitação das buscas e do uso de hashtags.

TikTok

A teoria da conspiração QAnon teve início em outubro de 2017 em um fórum do 4chan após um usuário anônimo conhecido como Q publicar acusações sobre um suposto esquema de pedofilia entre políticos do Partido Democrata e celebridades. Nessa narrativa, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, teria sido escolhido por um exército secreto para combater os governantes ocultos do mundo envolvidos nesse esquema.

A teoria já tem algum impacto no Brasil, com afirmações infundadas de que o presidente Jair Bolsonaro também seria um dos escolhidos, ainda que não seja citado na versão original.

O TikTok afirma que está banindo contas que compartilham conteúdos sobre QAnon em novos esforços para limitar o alcance da teoria da conspiração. Até então, a rede social permitia que os usuários compartilhassem vídeos sobre o tema e agia somente para impedir as buscas por palavras e hashtags relacionadas ao assunto.

Essas pesquisas não levam a qualquer resultado e mostram um aviso de que os termos podem estar associados a comportamento que viola suas diretrizes e que sua principal prioridade é “promover uma experiência segura e positiva”.

“O conteúdo e as contas que promovem QAnon violam nossa política sobre desinformação e nós os removemos de nossa plataforma”, afirmou o TikTok à NPR. “Também tomamos medidas significativas para tornar esse conteúdo mais difícil de ser encontrado em pesquisas e hashtags, redirecionando os termos associados às nossas Diretrizes da Comunidade”.

Mudanças de YouTube e Facebook

O YouTube, por sua vez, não adotou uma medida específica contra o QAnon, mas afirmou que removerá “conteúdo de teoria da conspiração usado para justificar violência no mundo real”. A plataforma não informou se também removerá todas as contas usadas para enviar os vídeos banidos, mas já excluiu canais de dois propagadores famosos da teoria.

Em seu comunicado, o YouTube informou já ter removido dezenas de milhares de vídeos e centenas de canais sobre a teoria da conspiração que fizeram ameaças ou negaram a existência de eventos violentos. Apesar de expandir sua política de remoção, o serviço explicou que a medida não valerá para vídeos jornalísticos que tratem do assunto.

Facebook (Imagem: Max Pixel)

Já o Facebook decidiu banir publicações sobre QAnon e o que chamou de “movimentos sociais militarizados”. A empresa afirmou que, mesmo após remover parte dos posts ligados ao tema, percebeu os que seguiram no ar estavam relacionados a outros tipos de danos, como falsas alegações sobre incêndios registrados na costa Oeste dos Estados Unidos.

A rede social afirmou ter removido, em agosto, mais de 1.500 páginas e grupos de QAnon, mas entendeu que era preciso aumentar os esforços. Pensando nisso, a plataforma anunciou no início de outubro que “removerá quaisquer páginas e grupos do Facebook, e contas do Instagram que representam QAnon, mesmo que não contenham conteúdo violento”.

Com informações: The Verge, The Next Web.

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