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Antes do Pix, Guedes diz que imposto sobre transações digitais “está morto”

Paulo Guedes, ministro da Economia, defendeu "digitax" (semelhante à CPMF) mas declarou que o novo imposto está "extinto"

Felipe Ventura Por

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (29) que o Pix abrirá um futuro “de menos dinheiro na mão” e defendeu a criação de uma taxa sobre transações digitais, que ele apelida de “digitax”. Minutos depois, ele declarou que esse imposto “está morto”. A ideia não agrada ao presidente Jair Bolsonaro e encontra resistência na Câmara e no Senado.

Paulo Guedes (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Paulo Guedes (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em audiência pública no Congresso, Guedes inicialmente afirmou: “as pessoas nem entenderam que tem um futuro digital chegando, o Brasil é a terceira ou quarta maior economia digital do mundo”. Ele completou: “nós vamos ter que ter um imposto digital mesmo”.

Então, pouco tempo depois, ele pareceu voltar atrás. Comentando sobre o digitax, que críticos comparam à antiga CPMF, o ministro disse: “do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer”.

A intenção de Guedes era usar o digitax para compensar a desoneração na folha de pagamento das empresas. O ministro argumentava que, por substituir tributos já existentes, o novo imposto não causaria um aumento da carga tributária.

No entanto, é difícil defender essa ideia às vésperas das Eleições 2020. “Quem sabe eu tenha que parar de falar desse imposto mesmo”, disse Guedes. “Inclusive estamos em véspera de eleição, e quero declarar o seguinte: esse imposto considere-se morto, extinto.”

Ele lembra que a defesa da “nova CPMF” fez com que o economista Marcos Cintra, então secretário da Receita Federal, perdesse o cargo no governo. “Agora estamos em plena campanha eleitoral, ninguém quer discutir esse troço. O ministro da economia vai falar disso? Esquece, esse imposto não existe”, ponderou.

Guedes vê lobby dos bancos contra digitax

Na semana passada, Bolsonaro se dirigiu a Guedes durante uma cerimônia enquanto dizia que o Brasil não aumentou impostos durante a pandemia da COVID-19, nem vai aumentar quando a situação melhorar.

Para Guedes, existe um lobby dos grandes bancos contra o digitax. Ele diz que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) tenta enfraquecê-lo ao financiar “até programa de estudo de ministro gastador”. A entidade “financia até estudos de outros ministérios que não têm nada a ver com a atividade dela, ela financia justamente no lobby de enfraquecimento do ministro que está segurando a barra”, ele afirma.

Guedes alega que a nota de R$ 200 foi criada para facilitar o pagamento do auxílio emergencial. No entanto, ele acredita que essa cédula poderá ser extinta à medida que os brasileiros migram para transações digitais pelo Pix. “O futuro é de menos dinheiro na mão e notas mais simples. No futuro, vai acabar o lobo-guará, vai acabar a nota de R$ 200, de R$ 100, tudo isso vai diminuir brutalmente”, disse o ministro.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, entrará em fase restrita no próximo dia 3 de novembro, e será liberado para todos no dia 16 do mesmo mês.

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@ksio89

Por isso não consigo me animar com esse PIX, acho que a intenção é só dificultar a sonegação mesmo.

Goku SSGSS (@renatodantas)

A dica para agradar o PR e se manter no cargo de ministro é: seja o mais bipolar e polêmico que puder.

² (@centauro)

Se tem um lugar onde a máxima “só acaba quando termina” vale é na política.
E, sinceramente, parece estar longe de terminar.

🤷‍♀️ (@xavier)

O imposto que nunca existiu, acaba de morrer, mas pode ser (e é muito provável) que em algum momento ele volte.

Um ministro da economia que sequer sabe onde estamos localizados economicamente. “3ª ou 4ª maior potência”, na verdade é transitando entre a ou 10ª (e caindo kkkrying).

E a gente ria quando estávamos saudando a mandioca.

Jhonny (@jokalokao)

Ele disse economia digital na verdade, o que até faz sentido visto que o Brasil tem um dos sistemas bancários digitais mais avançados do mundo.

Quanto a economia em geral, aí sim em 9o ou 10o como você disse

🤷‍♀️ (@xavier)

Mas este é um critério muito subjetivo, não?
Eu nunca vi um relatório elencando as economias “digitalmente”.
Caso exista, e você conhece, por favor, compartilhe conosco.

² (@centauro)

Eu não sei de onde raios o Guedes tirou a informação, mas o IMD lança relatórios anuais onde faz um ranking de competitividade digital entre 63 países, Brasil incluso.

Em 2019 o Brasil estava na posição 57 no ranking geral.
No relatório tem lá a metodologia e os critérios, mas o que me parece mais diretamente relacionado são esses dois sub-itens:
“Banking and financial services”, que o Brasil está em 24 e “Internet retailing”, que o Brasil está em 11.
Bem longe de terceiro ou quarto.

João M. (@RonDamon)

Só tão seguindo a tendência mundial. O futuro é tudo digital, China por exemplo já tá bem avançada em carteiras digitais.

@ksio89

Se eu dissesse que os governos não estimulam pagamento digital para evitar sonegação, estaria mentindo. Nesse caso, acho que um dos motivos é facilitar a cobrança dessa CPMF que morreu mas passa bem.

Lht (@Santos)

Esse governo é do estilo de joga verde para colhe maduro, fala um absurdo joga para plateia se a reação for ruim eles volta atrás, mais perdido que cego em tiroteio, e esse tal “guru” o Paulo Guedes que o mercado tanto queria tão satisfeitos? Enquanto isso o real é a moeda que perdeu mais força entre as grandes economia do mundo, está feliz classe média? Embrulha que o presente é seu!

@Boleto

Impressionante como um ministro que se diz “liberal” quer tanto criar MAIS imposto. Nem vou entrar no mérito da política cambial que ele mesmo disse" se fizer muita bobagem o dólar vai a 5 reais"

Aleksandr Kopelevich (@AKopelevich)

Obviamente a intenção do PIX é dificultar sonegação, mas não somente.

O objetivo aqui é muito maior: toda e qualquer transação financeira será conhecida pelos órgãos responsáveis. Você terá score automático, que irá lhe trazer vantagens, ou simplesmente te enterrar na vala geral da sociedade, da qual nunca mais sairá por causa das dívidas perpétuas.

Todos os governos do mundo vão implementar as moedas digitais, e toda sua vida financeira será um livro aberto para eles.

Eu poderia começar a discursar sobre a ilusão que temos sobre a liberdade e Democracia, mas vão pensar que é teoria da consipiração. Posso apenas resumir assim: estudem Feudalismo e comparem suas vidas com as vidas dos aldeões que viviam nos feudos. Agora modernize isso, e vc terá o mundo em que vivemos hoje.

E se vc falar que hj vc pode escolher seu Rei… eu espero fortemente que abra os olhos.