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Sity, rival da Uber, tenta explicar viagens de até 10 km por R$ 6

Após questionamentos sobre viabilidade do Sity X, empresa apresentou fatores que tornariam modelo vantajoso para motoristas

Victor Hugo Silva Por

A Sity, rival de Uber e 99, anunciou há alguns dias uma modalidade que permite viagens de até 10 km por R$ 6. Batizada de Sity X, a categoria foi alvo de questionamentos, inclusive na Comunidade do Tecnoblog, quanto à sua viabilidade para motoristas. Agora, a empresa tentou explicar como espera que a opção seja vantajosa para seus parceiros.

Sity X oferece viagens de até 10 km por R$ 6 (Imagem: Divulgação/Sity)

Sity X oferece viagens de até 10 km por R$ 6 (Imagem: Divulgação/Sity)

Em entrevista ao UOL, o fundador da Sity, Fernando Ângelo, afirmou que a empresa leva alguns fatores em consideração para garantir que o modelo funcione. Um deles é o comportamento dos usuários de aplicativos de transporte. Segundo o executivo, a maioria das viagens tem de dois a quatro quilômetros, o que faria motoristas gastarem menos combustível para receberem os mesmos R$ 6.

Além disso, a plataforma afirma que os motoristas recebem bônus quando atingem certas metas. Quem faz dez corridas do Sity X em um mês, por exemplo, recebe incentivo de R$ 100. Ao realizar 100 viagens no mês, o benefício sobe para R$ 1.200. A empresa informa que conta com parcerias para realizar esses pagamentos. Uma delas permite isenção da taxa de 20% por três meses para quem se cadastrar com uma conta do Banco Pan.

Ainda sobre a comissão, a empresa alega que a taxa de 20% cobrados de seus parceiros é a menor do mercado. Porém, como lembra o UOL, o InDriver, outro aplicativo de transporte concorrente da Uber, afirma cobrar 10%. Seja qual for a menor taxa, os motoristas ficam com R$ 4,80 livres ao usarem o Sity X. O valor ainda precisa ser usado para pagar combustível e outras despesas com o carro.

Sity está presente em todas as capitais

A Sity começou sua operação no final de 2019 e, desde agosto de 2020, está presente em 104 cidades brasileiras. Além de todas as capitais, o serviço é oferecido em locais como Guarulhos, Sorocaba e São José dos Campos (SP), Cascavel (PR) e Caxias do Sul (RS). A companhia contava com 130 mil passageiros em agosto, chegou à marca de 200 mil e espera alcançar 2 milhões ainda em 2020.

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imhotep (@imhotep)

Independe disso, se é pessoal ou não. Faz parte da composição de custos.
As pessoas têm q parar pra comer, podem ser multadas, podem bater o carro (gestão de riscos).
Fora itens q eu nem falei, como o tempo em q a pessoa não está dirigindo, seja esperando cliente, seja parada no trânsito. Tudo isso faz parte da composição de custos do motorista. Não tem essa de pessoal…

Indiretamente aumenta o risco para o cliente (e para as cidades/sociedade em geral), pois vai pegar um motorista estressado, q ganha pouco, q tem q correr pra fazer tantas corridas quantas sejam necessárias pra ter algum ganho no dia.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Acho que a ideia ali é lucrar com as bonificações por meta, do tipo 100 corridas por mês.

Mas pelo menos deveriam reduzir essa distancia máxima pra uns 5 Km já que a maioria das corridas é abaixo disso mesmo.

² (@centauro)

Viver disso não vale a pena e esse é o ponto.
A economia de bicos não serve pra maioria das pessoas se sustentarem, mas é o que muita gente tenta usar pra se sustentar (por diversos motivos, seja por necessidade, por comodidade, por falta de visão).