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Ministério da Justiça fecha mais de 300 serviços de IPTV pirata

Operação derrubou aplicativos de streaming irregulares e serviços de IPTV pirata; provedor faturou R$ 94,5 milhões no ano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública com deflagrou a segunda fase da Operação 404. Os trabalhos são feitos em conjunto com a Polícia Civil, e os órgãos investigam atos de pirataria digital contra provedores de IPTV pirata e serviços de streaming irregulares. Nas buscas, foi identificado uma plataforma ilegal com faturamento anual de R$ 94,5 milhões.

Objetos apreendidos na Operação 404 (Imagem: Reprodução/MJSP)

Polícia prende cinco pessoas por IPTV pirata

A operação bloqueou ou removeu 252 sites e 65 aplicativos de streaming ilegal de conteúdo, além de apagar o conteúdo de redes sociais e motores de busca. Cinco pessoas foram presas em flagrante e podem responder por crime de violação de direito autoral, com reclusão de dois a quatro anos e multa para quem distribui o conteúdo.

Por determinação judicial, a polícia cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. A operação também teve colaboração das embaixadas do Reino Unido e Estados Unidos, que bloquearam três domínios ilícitos.

Provedor tem faturamento de R$ 94,5 milhões com IPTV

Nesta quinta-feira (5), foram apreendidos carros de luxo, armas, dinheiro em espécie e cartões de crédito ou débito. Mas algo que chama atenção foi a conta bancária de um dos investigados: a Polícia identificou faturamento anual de R$ 94,5 milhões com a transmissão de IPTV pirata.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, afirmou ao G1 que as apreensões indicam outros crimes além da infração contra os direitos autorais, como lavagem de dinheiro e possível organização criminosa.

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