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Oi Móvel deve ser arrematada por Claro, Vivo e TIM em dezembro

Leilão da Oi Móvel ocorrerá em 14 de dezembro; Oi também vende data centers e torres

Lucas BragaPor

O leilão da Oi Móvel já tem data definida: o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro definiu que o arremate ocorrerá no dia 14 de dezembro de 2020. A Unidade Produtiva Isolada de Ativos Móveis teve preço mínimo estabelecido de R$ 15 bilhões, mas Claro, TIM e Vivo já ofereceram R$ 16,5 bilhões pela operadora de telefonia celular.

Loja da Oi em shopping. Foto: Divulgação

Loja da Oi (Imagem: Divulgação)

A venda da Oi Móvel ainda não foi definida, e outra empresa pode comprar o ativo no lugar de Claro, Vivo e TIM. No entanto, as operadoras concorrentes se mantêm como stalking horse e têm direito garantido para cobrir eventual oferta apresentada no leilão. As propostas das interessadas devem ser entregues em envelope fechado no Cartório da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Por conta da pandemia, o leilão da UPI de Ativos Móveis ocorrerá de forma virtual – apenas o administrador judicial e o Ministério Público poderão participar do evento de forma presencial, deixando de fora a própria Oi, credores e os possíveis interessados no arremate.

Após uma eventual aquisição, a incorporação da Oi Móvel está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Anatel.

Oi faz leilão de torres e data centers

Além do braço móvel, a Oi deve leiloar a unidade produtiva isolada de torres para telefonia móvel e data centers no dia 26 de novembro de 2020. A operadora ainda deve realizar um leilão da operação de TV por assinatura e outro para a InfraCo, onde a operadora encontrará um parceiro para expansão de rede neutra com fibra óptica.

Com informações: Telesíntese

Comentários da Comunidade

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Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

China Telecom desistiu mesmo de comprar a Oi!

imhotep (@imhotep)

Que novela, hein!
Será q acaba? Mesmo q alguém arremate, ainda tem o processo no CADE.

Anderson Antonio Santos Costa (@Anderson_Antonio_San)

Dificilmente o Cade aceitaria uma incorporação da Oi Móvel para as outras 3 operadoras do cartel. Fico pensando se é a aquisição da Oi Móvel que fez com que a TIM virasse a nova operadora mercenária do país, uma vez que a maior parte dos ativos da Oi Móvel ficaria com a TIM.

Josué Junior (@Josue.Jr)

E pelo visto lá se vai a última telecom totalmente nacional

@ksio89

Agora é aguardar os reajustes dos planos móveis com menos concorrência. Espero que alguma operadora estrangeira se interesse em atuar aqui, mas sabendo o inferno burocrático, trabalhista e jurídico que é o Brasil, é otimismo demais da minha parte.

Emanuel Schott (@Emanuel_Schott)

É só saber como funcionam redes de celular que você percebe que o CADE pode sim autorizar isso. É normal e, em até certo ponto, benéfico ter poucas operadoras.

Redes móveis funcionam através de espectro eletromagnético (mais especificamente, na faixa de ondas de radio) e ele é limitado em cada aplicação. Existem algumas faixas específicas que celulares funcionam. É por isso que não existem 10 operadoras em canto nenhum do mundo (não, não é a Anatel que limita o número de operadoras, é a física).

Tanto a Tim quanto a Oi possuem faixas menores de espectro (somente blocos de 10Mhz). É por isso que as duas são, geralmente, piores que Vivo e Claro (possuem blocos de 20Mhz). Por ter menos frequência, suportam menos aparelhos conectados ao mesmo tempo.

A Tim não vai virar uma “supertele” ao incorporar a maior fatia da Oi, ela vai simplesmente se igualar as outras duas. Nisso ganhamos outra operadora capaz de competir com qualidade frente a Claro e Vivo. A concorrência, assim, deve aumentar e não diminuir.