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Realme, concorrente da Xiaomi em celulares, chega ao Brasil

Primeiro smartphone da Realme deve ser lançado no Brasil em dezembro; marca tem planos de longo prazo no país

Emerson Alecrim Por

Fim dos rumores. Logo após ter um de seus smartphones homologados pela Anatel, a Realme anunciou, nesta segunda-feira (9), o início de suas operações oficiais no Brasil. A marca chinesa promete lançar smartphones premium e produtos AIoT no país.

Realme 7 Pro (imagem original: Realme)

Realme 7 Pro (imagem original: Realme)

Um dos primeiros produtos que a companhia deve lançar no mercado brasileiro é o Realme 7 Pro. Esse é o smartphone que passou recentemente por homologação na Anatel. O modelo é um intermediário com chip Snapdragon 720G, tela super AMOLED de 6,4 polegadas e três câmeras na traseira, a principal com sensor de 64 megapixels.

Podemos esperar por muitos outros lançamentos. Sky Li, fundador e CEO da Realme, dá a entender que a companhia chegou ao Brasil para ficar:

Teremos o Brasil como centro estratégico e porta de entrada para o mercado da América Latina. Chegamos ao país com uma estratégia de longo prazo para sermos os principais players do Brasil, fornecendo produtos de excelente performance, design, qualidade e preço.

Os primeiros dispositivos Realme lançados oficialmente no mercado brasileiro terão como base o 4G, mas a companhia explica que o plano é atualizar o seu portfolio de produtos no país para o 5G em um prazo de dois a três anos com linhas como Realme X e Realme V.

Além de celulares, a marca pretende lançar no Brasil produtos AIoT, isto é, dispositivos que combinam internet das coisas com inteligência artificial, como smart speakers e smartwatches.

Se você está ansioso pela estreia, saiba que ainda é preciso ter um pouco de paciência. A Realme ainda não revelou datas de lançamento de seus produtos no país, tampouco confirmou quais serão os primeiros dispositivos disponibilizados por aqui. Por ora, sabemos apenas que o anúncio oficial do primeiro produto no Brasil está previsto para dezembro.

Para quem está por fora do assunto, a Realme é uma marca chinesa de smartphones que surgiu em maio de 2018. A empresa já existia antes disso, mas como subsidiária da Oppo. O primeiro celular da marca como negócio independente foi o Realme 1, modelo lançado na mesma época.

Hoje, a marca é tida como uma das principais rivais da Xiaomi, principalmente na Índia.

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Rafael Marques (@Rafael_Marques)

O mais importante é sabermos o preço, pois pra se popularizar terá que ter um bom preço aqui.

Jorge Luis (@Jorge_Luis)

De 2 a 3 anos para ter aparelhos 5G. Se eu fosse comprar um aparelho agora pensando em ficar 3 anos com ele, certamente levaria em conta e daria preferência aos que tivessem o 5G. Já tem intermediários com a tecnologia. Como o amigo falou acima, só cola se o preço for bem baixo, onde a pessoa não se preocupa com a tecnologia embarcada.

Léx Ferracioli (@Lex_Ferracioli)

Excelente notícia! Algumas semanas atrás, eu tinha comentado que a Realme desembarcaria no Huezil, para fazer frente à Xiaomi, e com certeza já vem fazendo lá fora, com alguns modelos já superior aos dos concorrentes nas mesmas categorias.
Para nós, vai ser mais uma opção boa para analisar na hora da compra, mas terá o mesmo preconceito que a Xiaomi teve no começo, e como podem ver, ela já veio com os dois pés no peito.

Diego Nascimento (@Dieg0)

Concorrência é sempre bem-vinda!

Jorge Pizarro Neto (@Jorge_Pizarro_Neto)

Novas opções sempre são bem vindas, mas o ponto crítico na entrada dessa empresa será o preço. Não adianta fazer como a Xiaomi e cobrar preço de produtos Premium em intermediários

Danílio Costa da Silva (@Daniliocs)

5G para celulares no momento é muito mais marketing e hype que que qualquer ganho real: Tem cobertura muito limitada, nas frequências mais baixas a velocidade não é muito maior que as que o 4G possibilita, com a desvantagem de ter uma penetração mais baixa do sinal por causa da frequência (3,5GHz vs até 2,6Ghz do 4G) e por fim, gasta mais bateria do que o 4G. No caso do Brasil, tem leiloamos as frequências ainda e depois disso vão-se meses até termos uma cobertura ok nas capitais. Em 2023 teremos 5G em várias cidades e modems em celulares que gastam menos bateria, logo, esse prazo da Realme de 2023 e 5G em celulares intermediários me parece fazer muito sentido lógico.

Mickey Sigrist (@Mickey)

Sempre bom ter mais um player no mercado mas é aquilo: marca chinesa que o consumidor amplo não faz nem ideia de quem seja. Se o preço não for muito atrativo, pode esquecer que não emplaca.

² (@centauro)

Eu sinceramente achava que Realme era mais uma marca perdida da Xiaomi.

E preço atrativo pode nem ser a solução também.
Aquela loja lá que vendia aparelhos da Meizu, uma marca consideravelmente desconhecida também, vendia bem barato e você não vê aparelhos da Meizu por aí.

CAV (@cav)

Vai terminar como a Meizu, que da mesma forma que chegou por aqui, já está caindo fora: na surdina.