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Copel Telecom, do Paraná, é privatizada por R$ 2,4 bilhões

Copel Telecom vendia internet por fibra óptica no Paraná; comprador da Copel é o mesmo que arrematou Sercomtel

Lucas BragaPor

A Copel Telecom, braço de telecomunicações da Copel (Companhia Paranaense de Energia), foi vendida para o fundo de investimento Bordeaux por R$ 2,4 bilhões. A negociação foi feita em um leilão realizado na B3 nesta segunda-feira (9), e a operadora foi arrematada com ágio de 70,9% em disputa com Algar, Vivo e outros fundos.

Site da Copel Telecom (Imagem: Reprodução)

Site da Copel Telecom (Imagem: Reprodução)

O leilão teve disputa em 18 rodadas. O preço mínimo estabelecido pela Copel foi R$ 1,4 bilhão. De acordo com o Teletime a operadora mineira Algar apresentou a maior oferta já na abertura de envelopes, com valor de R$ 2,2 bilhões. A partir de então, foram apresentados lances de R$ 10 milhões até chegar ao montante do arremate pelo fundo Bordeaux.

Além do Bordeaux e Algar, o leilão teve participação de outros consórcios de fundos de investimento, inclusive da operadora Vivo e do banco BTG Pactual. No entanto, os lances apresentados foram abaixo do mínimo necessário para a segunda rodada, com até R$ 1,7 bilhão.

A Copel Telecom vende banda larga por fibra óptica com velocidades de 300 Mb/s e 500 Mb/s, além de telefonia fixa em parceria com a Sercomtel. De acordo com dados da Anatel, a companhia tem cerca de 200 mil clientes conectados, e disputa o mercado de internet residencial com Claro, Vivo, Oi e pequenas operadoras.

Os funcionários da Copel Telecom prestarão serviços de manutenção e gerenciamento de rede para o fundo Bordeaux por até um ano durante a transição do controle. Após o período, eles serão incorporados em outros setores da Copel Energia.

Bordeaux também comprou a Sercomtel

O Bordeaux também arrematou a operadora estatal Sercomtel em agosto de 2020. O fundo foi o único proponente no leilão da companhia, cujas ações foram vendidas por R$ 0,10, ágio de 900% em relação ao preço mínimo inicial.

A Sercomtel atua também no estado do Paraná, especificamente na região de Londrina. A companhia pertencia à Prefeitura de Londrina e à Copel, e atua com banda larga (com cobre e fibra), telefonia fixa e telefonia móvel.

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Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Menos mal que parece que ainda vai continuar fazendo concorrência com a Vivo e a Claro, pior se uma dessas comprasse e houvesse mais concentração de mercado.

Rafael Zabotini (@zabotinix)

Para quem é daqui e conhece a qualidade do serviço prestado pela Copel Telecom, além de atender cidades que várias operadoras se recusavam a atender sob alegação de “baixa demanda” sabe que é um duro golpe essa privatização. Além disso, o medo por parte de quem é cliente da perda de qualidade de serviço e de atendimento é real.

Jhonny (@jokalokao)

O problema é que o estado já disse que não teria como ficar investindo mais em infraestrutura. Mas acho que teria sido melhor se a Algar tivesse levado. Esse fundo que comprou não parece ser muito bom/confiável

jacob (@jacob)

Acho que você mora num PR diferente do que eu moro. O serviço residencial deles atende menos de 20% dos municípios do PR, na região onde moro a minha cidade é uma das poucas atendidas e mesmo assim a cobertura não passa de 30% da área do município, só cobre o centro e alguns bairros de gente mais abastada. E desde quando o serviço foi implantado aqui não houve expansão, continua a mesma cobertura, já fazem 6 anos. Coube aos provedores locais fornecer um serviço de qualidade e mais barato, cobrindo quase 100% da área urbana. Esses provedores locais ainda fornecem o serviço para municípios vizinhos e menores, os quais a Copel nem sonhava em atender. Quanto à qualidade, conheço muita gente que tinha o serviço deles e trocou para um provedor local, isso diz muito a respeito.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

A questão é que estão cobrando errado se a empresa não consegue ter lucro suficiente para ampliar a rede, e se essa é realmente a situação podem esperar um considerável aumento de preços, já que a empresa privada tem de ter retorno na compra.

@doorspaulo

Sou cliente, e não achei um “duro golpe”.

Não tem como o estado ficar investindo impostos de toda população (carentes inclusos), pra gente como nós termos banda larga num preço baixo.

Governo não é pra ter empresa, simples assim.

Jhonny (@jokalokao)

Lucro a empresa tinha, mas o dinheiro ia pra resolver outros problemas no estado.

E na verdade a Copel Telecom só foi criada pra cobrir gastos. Anos atrás decidiram conectar todas as escolas do estado e fizeram o plano de ligar com fibra óptica. Só que as escolas não demandavam tento da rede, ou seja gasto acima do necessário. Foi então que começaram a oferecer para o público em geral.

Se o estado não queria mais investir melhor deixar com quem quer.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Era uma empresa deficitária ou lucrativa a copel? pelo que eu sei ela era lucrativa e o lucro em vez de ser reinvestido ia pro caixa do governo, ou seja, ela ajudava as pessoas a “pagarem menos impostos”.

Léx Ferracioli (@Lex_Ferracioli)

Quem sabe agora tenha fibra em toda cidade de Londrina, visto que era comercializado apenas em alguns pontos da cidade, por causa da parceria com a Sercomtel, que também foi vendida para a mesma empresa como dito na matéria.

@doorspaulo

Entendi.
Valeu!

Eu (@Keaton)

Quero nem ver a cagada que vai ser essa privatização em especifico… hahaha

To refém da VIVO pelo jeito. :\