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MacBook Air com Apple Silicon é mais rápido que MacBook Pro com Intel Core i9

Apple M1 do MacBook Air bate Intel Core i9-9980HK octa-core do MacBook Pro de 16 polegadas no Geekbench

Paulo HigaPor

Quando a Apple começou a equipar iPhones com chips que apresentavam desempenho equivalente a notebooks com Intel, criou-se a expectativa de transição de arquitetura, o que se tornou realidade com o Apple Silicon. E os primeiros resultados surpreenderam: o novo MacBook Air com processador Apple M1 está superando o MacBook Pro de 16 polegadas com Intel Core i9 em benchmarks.

Novo MacBook Air com Apple Silicon (Imagem: Divulgação/Apple)

Novo MacBook Air com Apple Silicon (Imagem: Divulgação/Apple)

Os primeiros testes surgiram no Geekbench, um dos poucos benchmarks que servem de parâmetro por ser multiplataforma e calibrado por processador. Nele, um MacBook Air com Apple M1 obteve 1.687 pontos em single-core e 7.433 pontos em multi-core, superando o MacBook mais potente até então, equipado com um Core i9-9980HK, que apresenta 1.095 pontos em single-core e 6.869 pontos em multi-core.

Novo MacBook Air com Apple Silicon em benchmark (Imagem: Reprodução/Geekbench)

Novo MacBook Air com Apple Silicon em benchmark (Imagem: Reprodução/Geekbench)

O relatório do Geekbench também informa que o Apple M1 do MacBook Air tem oito núcleos com frequência base de 3,2 GHz, levemente superior ao Apple A14 Bionic hexa-core que equipa os iPhones 12 e o novo iPad Air, que trabalham a 3,0 GHz. Já o Core i9-9980HK é um chip octa-core de 2,4 GHz que pode chegar a 5,0 GHz em um núcleo operando em modo turbo, quando as condições térmicas são favoráveis.

Núcleo baseado em ARM do Apple M1 supera Core i9

A pontuação do Apple M1 dentro do MacBook Air impressiona pelo desempenho por núcleo, que chega a ser similar a de processadores para desktops gamers, como o AMD Ryzen 9 5950X, enquanto a Intel ainda não oferece um chip superior ao M1 em desempenho por núcleo no Geekbench.

Núcleo do Apple M1 compete com melhores chips x86 (Imagem: Reprodução/Geekbench)

Núcleo do Apple M1 compete com melhores chips x86 (Imagem: Reprodução/Geekbench)

Os números sugerem que, se a Apple seguir com os planos de expandir seus chips para 12 ou mais núcleos em gerações futuras, pode deixar para trás concorrentes com arquitetura x86 em workstations. Entre os Macs, o líder em desempenho multi-core é o Mac Pro com Intel Xeon W-3275M de 2,5 GHz, que atinge 18.950 pontos no Geekbench com seus 28 núcleos de CPU trabalhando em conjunto.

Onde está a pegadinha do Apple Silicon?

A maioria dos benchmarks, o que inclui o Geekbench, avalia o desempenho instantâneo, ou seja, o máximo que um chip pode atingir em um curto período de tempo. A performance sustentada, importante em tarefas como renderização de vídeo, pode ser prejudicada pelo design do MacBook Air, que não tem ventoinha e reduz a velocidade quando está quente, em um processo conhecido como estrangulamento térmico.

Além disso, o resultado mostra que o Geekbench rodou em modo nativo, já compilado para a arquitetura ARM. Resta a dúvida sobre o desempenho com softwares antigos, executados com ajuda do Rosetta 2, que traduz o código de x86 para ARM. É natural que haja alguma perda de desempenho no processo — e a Apple ainda não divulga números sobre isso.

macOS Big Sur rodando em ARM (Imagem: Divulgação/Apple)

macOS Big Sur rodando em ARM (Imagem: Divulgação/Apple)

Ainda assim, esses dois “problemas” poderiam ser solucionados sem muito esforço. O estrangulamento térmico já parece ser algo previsto pela Apple, uma vez que a empresa utilizou o mesmo chip tanto no MacBook Air quanto no MacBook Pro; a diferença entre eles é justamente a presença de uma ventoinha no modelo mais caro. Já os aplicativos legados são um problema apenas enquanto existirem; o primeiro Rosetta, que traduzia código de PowerPC para Intel, durou quatro anos.

É claro que precisamos de mais testes para tirar conclusões sobre o desempenho dos primeiros Macs com Apple Silicon, especialmente em condições reais — mas é bem provável que estejamos diante de uma mudança significativa no mercado de PCs.

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Pedro Henrique de Campos Xavier (@cidopina)

Então, se eu fosse a Intel…

Ah, ainda bem que eu não sou a Intel

Vinicius (@vinimaz)

Fiquei empolgado com esses resultados, no mundo de processadores pra PC parecia tudo meio estagnado nos últimos anos, legal vir uma mudança de arquitetura assim pela Apple, sei que já tiveram outros testes com ARM, mas parece que agora com a Apple “empurrando” deve ir de vez.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Ai na outra noticia eu tive de ler que a limitação dos 16gb de ram é pq a apple vai manter os notebooks mais potentes com intel ainda, isso só confirma a minha teoria de que é limitação do controlador de ram.

Ansioso pelos testes práticos e ver como vai fica a questão térmica quando exigido o máximo do processador.

JulioCampos (@juliocesar)

Exatamente. Vai tirar a Intel da zona de conforto a força. Eu não tenho condições de comprar um Apple mas fico empolgado com a perspectiva de ver a Intel entrando nessa briga pois know how ela tem e temos que respeitá-la.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Acho que não vai ser toda essa euforia na prática. Os programas/Apps que já foram convertidos de forma nativa, tendem a rodar muito bem, e a usabilidade pode mesmo ser até mais eficiente que versões X86! O grande problema serão nas aplicações mais complexas, que se beneficiam de mais instruções, essas em grande parte inclusas nos chips X86. Sobre o Rosetta 2, tem tudo para dar sim a possibilidade de uso de muita coisa ainda não convertida, mas meus caros, vai surpreender o baixíssimo desempenho!! Mas a Apple não tem capacidade de fazer um bom “conversor”? Não é essa a questão, por si só emuladores precisam trabalhar muito para que você consiga executar seu programa em um outro ecossistema. Essa primeira leva pelo menos será mais apreciada por Jornalistas, Advogados, alguns publicitários e outra profissões que exigem pouco de desempenho bruto, já para outros profissionais exigentes, é aguardar pelo menos mais uns 02 anos e ver a plataforma se tornar mais madura.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Eu já acho que em menos de 1 ano vai tá quase todos os programas rodando em arm nativo, quase nada usando o Rosetta 2, a apple é muito boa em obrigar as pessoas a atualizarem os seus softwares se quiserem se manter no seu ecossistema.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Então, eles precisam fazer isso o mais rápido possível…E tenho grande curiosidade se as linhas topo de desempenho vão migrar também, não pela questão de “CPU”, mas sim das GPUs.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

A própria Apple já disse que todos os Macs vão ter Apple Silicon até o final de 2022, incluindo o Mac Pro. E pra eles, forçar esse tipo de mudança é bem fácil — principalmente para os apps da App Store que precisam seguir uma série de guidelines.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Para o usuário normal e médio não tenho dúvidas também! Eu quero ver os Power user, afinal até hoje a prometida migração dos servidores e máquinas complexas para ARM tem sido infinitamente mais devagar do que se imaginava…Em breve vamos descobrir e até onde isso pode influenciar o mercado em geral.

Paulo Higa (@higa)

O “power user” do ecossistema da Apple é o criativo e o desenvolvedor.

Em renderização de vídeos, o iPad Pro já batia com folga qualquer notebook (inclusive os MacBooks Pro). E, no anúncio, a Apple mostrou números de aumento de desempenho na compilação de projetos no Xcode para tentar pescar esse público.

Não acho que a Apple vai mudar algo no mercado de servidores porque não é o foco da empresa, mas o supercomputador mais poderoso do mundo já é ARM.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Sim, mas falo dos servidores mais na questão da escala, X86 ainda é extremamente forte e não tem perdido participação de mercado relevante.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

O problema é sempre o software, não adianta lançar um servidor arm e não ter software pra rodar nele, e não vamos ter software tão cedo pq a setor empresarial presa pela estabilidade, não vão trocar uma solução que funciona por uma duvidosa.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Pois é, Microsoft vem a anos até tentando, só que não há muito interesse dos desenvolvedores. A Apple por dominar boa parte da cadeia, pode conseguir resultados bem mais rápido.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Onde tem demanda, tem software atualizado. Grandes estúdios de Hollywood serão os primeiros a comprar lotes de Macs Minis para substituir máquinas antigas. E bom, a Apple tem grande influência no ramo criativo e na indústria de áudio/visual.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Então, quem já faz uso é natural que assim que convertida as versões dos software usados, a troca realmente aconteça. Mas até por isso foi deixado as duas linhas ativas, muita gente vai optar por aguardar.

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