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iFood é alvo de denúncia no Cade; Rappi vê prática anticompetitiva

Rappi alega que iFood aproveita da liderança para firmar acordos de exclusividade e aumentar concentração de mercado

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A Rappi fez uma representação no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para questionar o que entende ser uma prática competitiva. A empresa afirma que o iFood aproveita da sua posição enquanto líder no segmento de aplicativos de entrega para firmar acordos de exclusividade com restaurantes e, assim, aumentar a concentração de mercado.

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O processo é analisado em sigilo pelo Cade, mas a informação foi confirmada pela Exame e pela CNN Brasil. A Rappi argumenta que restaurantes e outros parceiros são levados a aceitarem a exclusividade porque o iFood tem a maior base de clientes. Com isso, a empresa estaria ganhando vantagem na liderança por já ter uma vantagem anterior.

A representação também alega que os acordos de exclusividade do iFood costumam ter ampla duração e altas multas rescisórias, o que dificultaria ainda mais qualquer ação dos concorrentes. A Rappi espera que o Cade analise as posições de empresas de aplicativos de entrega para entender o setor antes de tomar alguma decisão.

iFood e Rappi disputam parceiros

Apesar do questionamento junto ao regulador, as empresas seguem travando batalhas pela exclusividade de parceiros. Segundo a CNN Brasil, uma das disputas envolveu uma rede de supermercados em São Paulo, que teria garantido cerca de 10% de seu lucro líquido para firmar um acordo.

A Rappi havia oferecido R$ 5 milhões pelo negócio, mas logo foi superada pelo iFood, que apresentou uma oferta de R$ 7 milhões, além do pagamento da multa pelo cancelamento do acordo inicial. Para garantia que teria o supermercado em seu aplicativo, a Rappi voltou à carga e fez uma oferta de R$ 9 milhões, que, enfim, foi aceita.

Procurada pelo Tecnoblog, a Rappi afirmou que não vai comentar a representação no Cade. O iFood não respondeu até a publicação deste texto.