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Leilão da Receita Federal tem celulares da Xiaomi a partir de R$ 250

Receita Federal faz leilão na região Norte; lotes têm Xiaomi Mi A3, Redmi Note 8, Mi 9 Lite, iPhones e celulares Samsung Galaxy

Felipe Ventura Por

A Receita Federal está realizando um leilão com 233 lotes na região Norte: ele se destaca pela quantidade de celulares da Xiaomi, incluindo o Mi A3, Redmi Note 8, Redmi Note 9 e Mi 9 Lite; os lances começam em apenas R$ 250. Há também uma série de iPhones e alguns modelos Samsung Galaxy.

Redmi Note 8 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Redmi Note 8 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Receita faz leilão com Apple e celulares Xiaomi

O lote 37 conta com um Redmi Note 8 e um smartwatch IWO 8 Plus; seu lance mínimo é de R$ 250. Por sua vez, o lote 59 possui o Redmi Note 8, também pelo preço inicial de R$ 250. Também chama a atenção o lote 39, que reúne um Redmi Note 8, um Mi A3 e uma pulseira Mi Band 4 começando em R$ 350.

Há lotes que misturam celulares da Xiaomi com o iPhone 11 e 11 Pro. Outros trazem apenas smartphones da Apple e, por isso, têm lance inicial maior: o conjunto com iPhone 7 Plus, 8 Plus e XS Max começa em R$ 4.800; enquanto o lote com iPhone 11 e 11 Pro Max sai a partir de R$ 22.500.

Lote Produto(s) Lance mínimo
36 Xiaomi Mi 9 Lite, Mi A3, Mi Earbuds Basic, mais itens diversos R$ 850
37 Redmi Note 8, smartwatch IWO 8 Plus R$ 250
38 Redmi Note 8T, Samsung Galaxy A20S, 2 smartwatches IWO, mais itens diversos R$ 1.650
39 Redmi Note 8, Mi A3, Mi Band 4, mais itens diversos R$ 350
41 2 unidades do Redmi Note 8, 11 telas de iPhone, 5 relógios de bolso, mais itens diversos R$ 2.200
42 3 unidades do Xiaomi Mi A3, Redmi Note 8, microscópio portátil, películas protetoras R$ 1.450
48 iPhone 11, iPhone 11 Pro, Redmi Note 8, mais itens diversos R$ 2.780
49 Redmi Note 8, Redmi Note 8T, Mi 9 Lite, Mi Box S, Amazfit Pace R$ 1.250
50 2 unidades do Redmi Note 8 R$ 750
51 Redmi 8, Mi 9 Lite, 4 cartuchos de tinta Epson R$ 750
57 5 unidades do Redmi Note 8, 4 receptores de satélite, localizador de satélite R$ 2.800
59 Redmi Note 8 R$ 250
61 7 unidades do iPhone 11 Pro Max, 6 iPhone 11, iPhone 8 Plus R$ 22.500
109 8 unidades do iPhone 7 Plus, 4 iPhone 8 Plus, 4 iPhone XS Max R$ 4.800
177 2 unidades do Redmi Note 8, 2 Mi A3 R$ 2.250
179 2 unidades do Redmi Note 9, Galaxy S7 Edge, caiaque (!) R$ 1.980
204 2 unidades do Mi A3 R$ 1.100

O edital do leilão lembra que “é de responsabilidade do arrematante o cumprimento de eventuais exigências da Anatel”. Os itens não sofrem incidência de tributos federais, mas há incidência de ICMS sobre o valor da arrematação.

Este leilão da 2ª Região Fiscal receberá lances até 1º de dezembro de 2020. As mercadorias apreendidas estão espalhadas em diferentes estados: Manaus (AM); Belém, Santarém, Óbidos e Barcarena (PA); Rio Branco e Epitaciolândia (AC); Macapá e Oiapoque (AP); Boa Vista, Pacaraima e Bonfim (RR); Porto Velho, Guajará Mirim e Vilhena (RO).

Todos os lotes estão disponíveis para pessoas jurídicas, mas só alguns liberam acesso de pessoas físicas; confira todos os detalhes no site da Receita Federal.

Este lote tem lance mínimo de R$ 250 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Este lote tem lance mínimo de R$ 250 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Enquanto isso, este lote com iPhone 11 e 11 Pro Max custa a partir de R$ 22.500 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Enquanto isso, este lote com iPhone 11 e 11 Pro Max custa a partir de R$ 22.500 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Redmi Note 8 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

Cinco unidades do Redmi Note 8 mais outras traquitanas, a partir de R$ 2.800 (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

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@ksio89

Ué, pensei que roubo de cargas fosse crime.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Maravilha!

JR (@JR1)

Eu acho isso tão errado… Eles apreendem do mercado cinza, ou até roubado e depois colocam a leilão, qual é a lógica disso?

@ksio89

A lógica é o Estado arrecadar, não importa como. E assim como você também acho esses leilões ilegais e a antiéticos, muita hipocrisia confiscar as mercadorias para revender.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mas o leilão em si não implica em ser mais barato. Até porque ocorrerão lances, o que varia dependendo do interesse. Vai de quem der o lance final, achar vantajoso.

² (@centauro)

@Fernanda_Araujo @Michael_Ferreira

@ksio89

Acho que você nunca viu leilão de veículos no Brasil, 99,9% é furada. São carros detonados que são arrematados quase pelo preço de mercado quando se inclui as taxas.

Eu (@Keaton)

Vixi, nem começa com isso de novo… sérião mesmo.

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@ksio89

E tem outro nome? Estado apreendendo mercadorias pra revender depois em vez de destruir ou doar é o que, não é crime? E já ouviu falar em uma figura de linguagem chamada “hipérbole”? Se não, dá uma pesquisada aí.

Nos leilões de veículos online que eu acompanhei, a grande maioria dos carros está em estado deplorável, repleto de problemas mecânicos, amassados, arranhados, falhas na pintura, faltando manual, acessórios e repleto de gambiarras e modificações na fiação elétrica. E não pode nem inspecionar o veículo, é comprar no escuro. Se for gastar pra arrumar o carro, quase sempre o custo final sai próximo de um veículo em bom estado de conservação.

E os que estão mais conservados são arremetados por valores que, acrescentando taxas, beiram o preço da tabela Fipe, loucura. Tenho um parente que trabalha comprando e revendendo carros de leilão, a grande maioria dos carros é bucha, já teve muito prejuízo achando que fez um bom negócio. No final, o lucro com a revenda é mixaria.

Eu (@Keaton)

Engraçado todo mundo reclamar disso, mas quase ninguém que teve esses prejuizos processar…

@ksio89

Óbvio, o Estado faz a lei, a julga e a executa, pra que o importador vai perder tempo processando a Receita por apreender as mercadorias?

Aliás, a própria Receita não respeita a lei, pois não cumpre o Decreto-Lei 1804/1980, que isenta pessoas físicas de pagar imposto de importação de bens de até 100 dólares. Na prática o fiscal taxa o quanto quiser.

Eu (@Keaton)

Art. 2º O Ministério da Fazenda, relativamente ao regime de que trata o art. 1º deste Decreto-Lei, estabelecerá a classificação genérica e fixará as alíquotas especiais a que se refere o § 2º do artigo 1º, bem como poderá:

Não quer dizer que tenha obrigação… apenas dizendo.

Sobre a perda da Mercadoria…
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0037.htm#art105