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Apple Silicon é mais rápido que Intel mesmo emulando apps x86

MacBook Air com Apple M1 é mais rápido que MacBook Pro com Intel Core i9; chip gráfico supera algumas placas de vídeo

Felipe Ventura Por

Benchmarks indicam que o processador Apple M1 é rápido. Muito rápido: para você ter uma ideia, o novo MacBook Air ultrapassou o MacBook Pro com Intel Core i9. Agora, testes apontam que o Apple Silicon é mais veloz mesmo em modo de emulação x86 para programas feitos em arquitetura Intel. Além disso, o chip gráfico superou o desempenho de algumas placas de vídeo GeForce GTX e Radeon RX.

Chip Apple M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

Chip Apple M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

Um MacBook Air com 8 GB de RAM passou pelo Geekbench com pontuações 1.313 (usando só um núcleo) e 5.888 (multi-core). O teste menciona o termo “VirtualApple”, ou seja, foi rodado através do Rosetta 2, que converte programas x86 para ARM.

Como essas pontuações se comparam aos Macs anteriores? Nos testes single-core, o chip M1 em modo de emulação é mais rápido que qualquer outro computador da Apple com processador Intel. Isso inclui o iMac de 27 polegadas lançado este ano com Core i9 (1.251 pontos).

Nos testes multi-core, que refletem melhor o desempenho geral, o Apple M1 também impressiona. Ele fica bem à frente do MacBook Pro de 13 polegadas lançado este ano com Core i7 (4.514); e do MBP de 16″ com Core i7 (5.332). O chip só perde para modelos deste notebook com Core i9 (que variam de 6.096 a 6.871).

MacBook Air passa por teste de desempenho (Imagem: Reprodução/Geekbench)

MacBook Air passa por teste de desempenho (Imagem: Reprodução/Geekbench)

GPU do Apple M1 é mais rápida que placas de vídeo

O chip gráfico do Apple M1 também chama a atenção, atingindo taxas de quadros por segundo mais altas que certas placas de vídeo. Em testes do GFXBench 5.0, a GPU oferece taxa de transferência de 2,6 teraflops, o mesmo que a AMD Radeon RX 560, e mais que os 2,1 TFLOPS da GeForce GTX 1050 Ti; elas foram lançadas entre 2016 e 2017.

A comparação é feita com essas duas placas porque elas têm resultados do GFXBench rodando sob a API Apple Metal, usada pelo chip M1. Como nota o Tom’s Hardware, será necessário esperar por benchmarks melhores, porque este teste é mais voltado para smartphones.

Isso deve ser questão de tempo: os primeiros Macs com processador Apple Silicon chegarão aos EUA a partir desta sexta-feira (20).

Desempenho do chip gráfico no Apple M1 (Imagem: Reprodução/GFXBench)

Desempenho do chip gráfico no Apple M1 (Imagem: Reprodução/GFXBench)

Com informações: MacRumors.

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Gabriel Arruda (@gdarruda)

Há muito tempo que não fico ansioso por algum produto, até onde eu vi todos os benchmarks tem confirmados as afirmações absurdas da Apple. Considerando que esse é um processador de 10-15 watts, as possibilidades são incríveis.

Muitos estão céticos pelas referências/gráficos desastrosos da apresentação, mas no site eles têm comparação com os produtos da geração passada com detalhes de específicações: https://www.apple.com/br/macbook-pro-13/

Muito curioso para ver os resultados nas mãos dos reviewers.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Ela fez de uma forma que passou a mensagem de que o dela é melhor, mas sem dizer que o intel que ela mesmo usa, é inferior. Ela fez assim de propósito. Até porque por mais alguns anos vai sair Macs com intel.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

O problema é que eles misturaram comparações genéricas “98% dos computadores vendidos” e com os modelos anteriores. Se a pessoa está ouvindo uma apresentação falando de SoC, Neural Engine, flops, ela inevitavelmente concluiria que os Macs com Intel estariam muito atrás.

O usuário casual, que não olha para essas coisas, vai continuar não se importando…vai comprar o iMac do jeito que está hoje. Quem se importa, saberia de um jeito de outro mais tarde com os reviews/benchmarks, inclusive pelo próprio site da Apple.

Fazendo essa mistura e comparações estranhas, eles só deixaram confuso. Poderiam ter comparado tudo com o Mac da geração passada ou, ao menos, ter pego um notebook de referência qualquer.

Kherme Daoanus (@Kherme_Daoanus)

Omitiram a questão da memória RAM necessária pra fazer essa transmutação. Por serem processadores de natureza mais simples, orientados a cálculos menos complexos que na arquitetura CISC, os programas precisam ter muito mais código, precisando de mais “espaço” para poder executar a mesma tarefa. Isso vai ser ignorado ou o igado vai mugir dizendo q tanto faz pq RAM está barato? O ponto é: estão vendendo isso como uma evolução no conceito de processadores domésticos, mas se esquecem que esta arquitetura da Intel já tem 13 anos. Vamos ver quais as proximas infos superficiais “engana igado”.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Esse è o problema, a Intel parou no tempo. A Apple vem desenvolvendo processadores a 10
anos.

A revolução no caso da Apple não è o fato de ser ARM puramente, mas a integração que isso gera.

A diferença è que a Intel vende processadores, a Apple desenvolve seus processadores baseados nas próprias necessidades. È o velho casamento do hardware e software, com o amante ecossistema.

Novas experiências poderão ser possíveis com uma arquitetura unificada, apenas tendo diferenciações na UI junto do form factor.

Uma vez que tudo estiver dentro da mesma arquitetura, ela poderá fazer o que quiser, não existirão mais limitações. Tudo poderá convergir, sem de fato se tornar uma coisa só.

Se ela iniciou essa transição hoje, é porque tem um projeto de futuro.

Eu (@Keaton)

O desempenho até tá bacana, se realmente for esse desempenho apresentado, mas levando em conta que é um processador de baixissimo consumo num computador de preço ridiculo… eles bem que poderiam enfiar 4 processadores. Ai sim o desempenho ficaria lindo.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Não vamos esquecer o fato da Apple desenvolver o hardware para o software dela. E a obsessão de fazer mais, com menos.

Gregório Filho (@Gregorio_Filho)

Você está enganado. Essa questão do maior consumo de memória de processadores RISC é coisa que comprometia dispositivos com acesso limitado de RAM. O maior consumo de memória de arquiteturas RISC quando comparado à uma arquitetura CISC tende a um cálculo logarítmico: diferença grande quando se tratando de pequena quantidade de memória, mas que se torna insignificante à medida que RAM se torna abundante.
Além disso, um programa em RISC não precisa de mais códigos para rodar do que um em CISC. Sim, e assembly, existirá um código maior, mas em linguagens de alto nível, é a mesma coisa. De qualquer forma, os compiladores LLVM, em que a Apple é uma grande contribuidora, faz um bom trabalho em otimizar o código para o hardware da maça, inclusive demonstrando algumas vantagens de performace (BEM DISCREPANTES) do software em alguns “use cases”.
Mas concluido, hoje em dia, e na verdade desde os anos 90, é balela se preocupar com o maior uso de memoria de processadores RISC. Tanto que nos anos 90, a maioria dos Worksations, usavam arquiteturas RISC (como o DEC alpha, o MIPS da SGI, e o PowerPC da IBM e Apple). Como o mercado era bem fragmentado entre essas arquiteturas, elas não conseguiram manter a vantagem de performance que eles tinham em relação ao x86 no inicio da década de 90. A Intel tinha muito dinheiro investido em R&D e conseguia inovar mais rápido. De certa forma, essa transição da Apple é ela voltando às origens das RISC Machines. Com um investimento mais centralizado e com as vantagens intrínsecas de uma arquitetura mais bem organizada e limpa (comparado com o monstrengo que é o x86), pode ser difícil a intel voltar a competir em termos de performance com a Apple. Só o tempo dirá: mas uma coisa é certa: x86 precisa de uma boa limpa em sua arquitetura, como a intel apostou com o Itanium, mas falhou, pois apostou em tecnologias de compiladores que nunca se concretizaram.

Kherme Daoanus (@Kherme_Daoanus)

Ou seja: Memória é barato, então dane-se (eu previ isso no comentário). Eu não lembro onde vi, mas fizeram uma prévia do que seria obrigatório fazer pra atender uma rotina baseada em SSE3 e a coisa era virtualmente impossível num RISC, imagino então algo em AVX2, pois as coisas não caem do céu, alguem tem q fazer. Enfim, esse movimento faz todo o sentido pra apple, ela tem o mundinho dela, agora, dizer que isso é a “aposentadoria” do CISC x86 como alguns leigos vem falando, é tanta ignorância que nem precisa falar nada…

Eu (@Keaton)

À uns tempos atrás… Ninguém dizia que a Apple fosse sair do PowerPC e nem do x86… Então acredito que seja mais falta de visão pensar dessa forma que ignorância dos “leigos” pensar da outra. A tecnologia muda muito rápido.

Bruno de Oliveira Lopes (@brunoolopes)

Estava pensando em montar um novo Hackintosh com Z490 + i7 10700K em um Mini ITX, iria gastar uns 8K e não teria o desempenho de um MacBook Air de 999 dólares.

Como que a Apple entrega mais desempenho em um MacBook Air de 999 dólares do que em um MacBook Pro 16 de 2800?

Incrível! Só aguardando chegar no PY