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YouTube vai ficar com 100% da receita em anúncios de canais menores

Após alterar termos de serviço, YouTube poderá exibir anúncios em canais pequenos que não estão no Programa de Parcerias

Victor Hugo Silva Por

O YouTube encontrou uma maneira de exibir ainda mais anúncios em sua plataforma sem ter que pagar aos donos de canais. Isso aconteceu por meio de uma mudança nos termos de serviço, que abriu a possibilidade de mostrar propagandas em canais menores, que não fazem parte do Programa de Parcerias e, por isso, não terão direito a nenhuma parte da receita.

YouTube app (Android)

Com a mudança, os termos de serviço do YouTube passarão a indicar que o dono do canal concede à plataforma o direito de monetizar o conteúdo, mas que o acordo “não dá direito a nenhum pagamento”. O texto indicará ainda que os pagamentos acontecem em acordos do Programa de Parcerias e de outras fontes de receita, como membros do canal e Super Chat.

Segundo a plataforma, um número limitado de vídeos de canais pequenos já conta com publicidade. “Isso significa que, como um criador que não está no Programa de Parcerias do YouTube, você pode ver anúncios em alguns de seus vídeos”, adiantou. Para virar parceiro e receber alguma parte do valor, o canal precisa ter mais de 4 mil horas de exibição nos últimos 12 meses e mais de 1.000 inscritos.

No Twitter, o YouTube afirmou que, mesmo nos canais menores, os vídeos deverão seguir diretrizes de conteúdo para exibirem anúncios. Com isso, não haverá publicidade em vídeos com linguagem inapropriada ou violência; com conteúdo relacionado a armas de fogo e produtos ilegais; que promovam violência ou ódio contra indivíduos ou grupos com base como raça, orientação sexual ou nacionalidade, entre outros.

YouTube proíbe coleta de fotos de perfil

O YouTube também atualizou a seção dos termos de serviço que trata sobre informações que não podem ser coletadas na plataforma. O texto já proibia a coleta de qualquer dado que pudesse ser usado para identificar alguém, como nome de usuário, exceto se houvesse a permissão da pessoa. Agora, a plataforma também explicitou que não permite a coleta de imagens do rosto, como nas fotos de perfil.

Na explicação sobre a mudança, o YouTube lembrou que nunca permitiu a coleta dessa informação, mas decidiu “incluir especificamente a linguagem em torno dos dados faciais para ser ainda mais claro”. A empresa não explica o que levou à alteração, mas, no início de 2020, a Clearview AI ficou conhecida por coletar bilhões de fotos do Facebook e do YouTube para ferramentas de reconhecimento facial.

As mudanças nos termos de serviço da plataforma entram em vigor nos Estados Unidos na sexta-feira (20) e deverão ser levadas aos demais países no final de 2021.

Com informações: The Verge, Engadget.

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Alberto Prado (@Alberto_Prado)

Some a isso as desmonetizações indevida, os strikes dos chatageadores, as propagandas imensas, as de áudio que serão lançadas e vejo o lixo aquilo se tornou.

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

Apagando meu canal em 3, 2, 1,…
UPDATE: Coloquei os vídeos como “Não Listado”, depois baixo os vídeos que eu
gosto e apago o canal.

² (@centauro)

Beleza, mas e daí?
Qual o mecanismo pra impedir que façam isso?

João Almeida (@Joao_Almeida)

YouTube tá cavando a própria cova. Anúncios cada vez mais irritantes e agora até isso

Gigo CAP (@GigoCAP)

O YouTube tá se esforçando pra acabar com a plataforma. Uma hora vai conseguir. Hoje eu assisto muito mais Twitch do que YT.

@doorspaulo

AdBlock no PC, e apps de terceiros no Smartphone.
Fim.

Gui (@Gui_Lherme)

Se vão fazer isso, pelo menos poderiam dar uma pequena porcentagem (menor que a padrão do programa de parceiros) pra quem exibirá as propagandas.
Ok que a plataforma é livre, sempre postamos e assistimos tudo “de graça”, mas né… Ajuda nois ai que quer crescer no youtube e ter uma renda extra, hobbie, ou seja lá qual for o objetivo de cada um… Tá foda chegar em 4 mil horas e 1k de inscritos… Foi dificil chegar nos 200, imagina 1000

@Ser_Rockwell

O don’t be evil pelo visto foi esquecido de vez.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Faz tempo…

Schio ☭ (@Sckillfer)

Ou seja, bora falar bastante palavrão

Jacques (@fioda)

Isso explica a grande quantidade de youtuber que tá migrando pra twitch e deixando o canal apenas pra highlights e pequenas compilações.

E isso inclui também até mesmo canais onde o foco não é nem relacionado a jogos!

Enfim, adblock e vanced se tornando cada vez mais necessários!

@ksio89

Não vai porque não existe concorrência real pro YouTube. O intuito é deixar apenas grandes criadores de conteúdo na plataforma, que geram grande quantidade de visualizações e, consequentemente, grana pro Google. Daqui a pouco, até os grandes serão desmonetizados, e só vão restar canais gigantes como o do PewDiePie.

Mas na boa, tenho saudades da era pré-youtuber, quando postar vídeos era considerado um hobby e não fonte de renda, e quando não havia a mendicância virtual de curtidas e doações, bons tempos. Nada contra o criador ser remunerado por conteúdo que eu julgar de qualidade, mas se depender de mim, 99% dos youtubers vão morrer de fome.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mas até isso é artificial. Hoje quem determina o que bomba no YouTube ou não, é o YouTube. Já não é orgânico a muito tempo.

Voce é inscrito em vários canais, mas ele não te notifica de todos os vídeos, mesmo tendo marcado essa opção. Em contra partida te sugere conteúdos “aleatórios”, que não são da sua bolha.

O YouTube aperfeiçoou o algoritmo dele para levantar canais, dar relevância, gerar monetização e quanto mais esse canal cresce, mais ele pode minerar em cima. Os dois saem ganhando, porém esse crescimento não foi orgânico. E de certa forma prejudica os criadores menores, que fazem um bom trabalho.

E isso gera outra reação, a de conteúdos virais. De repente está todo mundo fazendo o mesmo vídeo, com a mesmo estilo de thumb … acaba sendo a única forma desses pequenos criadores aparecerem nas estáticas de busca, e isso sufoca o conteúdos autêntico. Até no meio tech acontece isso.

Eu (@Keaton)

É um investimento ALTISSIMO, de risco e que leva meia década para se consolidar.

Rodrigo Dias (@rodrigodias)

Pois é. Passamos anos e anos acreditando e confiando em Facebook, Youtube, Google, achando que a gente nunca ia ser afetado pelas regrinhas das plataformas. Bom, agora o resultado está aí.

Alternativas com o mesmo tamanho e peso não aparecem da noite para o dia e podem levar anos para ficar grande. O Facebook há 10 anos atrás ninguém ouvia falar nele. Estávamos mais preocupados em ocupar o topo dos depoimentos no perfil da ~#Ana Mulekinha#~

E ainda bem que cancelaram o Rewind 2020, já imaginou? Com todos os problemas que aconteceram esse ano e ainda fazerem isso? Esse seria o palitinho de fósforo aceso que ia cair na refinaria e explodir toda a cidade.

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