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Amazon traz Fulfillment ao Brasil para entregas grátis no Prime

No programa de logística FBA, Amazon guarda produtos de lojas de marketplace em armazéns e cuida da entrega aos clientes

Felipe Ventura Por

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (9) que está trazendo ao Brasil o programa de logística FBA (Fulfilment By Amazon): isso significa que ela vai armazenar o estoque de lojas parceiras e ficará responsável por empacotar e entregar esses produtos aos clientes. Com isso, mais itens à venda no marketplace poderão receber o selo Prime para ter frete grátis.

Centro de distribuição (Imagem: Divulgação/Amazon)

Centro de distribuição (Imagem: Divulgação/Amazon)

Como funciona o FBA – Logística da Amazon

O programa FBA se aplica a lojas do marketplace localizadas no estado de São Paulo, e que estejam sob o regime tributário do Simples Nacional. O parceiro envia seus produtos para um centro de distribuição da Amazon, que ajuda na estratégia comercial indicando quantas unidades deveriam ficar disponíveis em seus armazéns.

A Amazon cuida do restante do processo, empacotando o produto para entregá-lo à transportadora quando alguém realizar a compra. Ela também fica responsável pelo atendimento de pós-venda, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os produtos recebem o selo Prime, ou seja, eles têm frete expresso grátis para assinantes do Amazon Prime, que custa R$ 9,90 ao mês e inclui outros serviços como o Prime Video. O prazo é de 2 dias úteis em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Florianópolis e Vitória; em outras cidades, isso pode variar de 3 a 5 dias úteis.

Lojas que usem o FBA terão que pagar uma comissão maior para a Amazon; atualmente, as taxas variam de 11% a 15%. No primeiro ano do serviço, os parceiros não serão cobrados pelo armazenamento nem pelos custos de envio do estoque para os armazéns.

Caixas da Amazon (Imagem: Christoph Scholz/Flickr)

Caixas da Amazon (Imagem: Christoph Scholz/Flickr)

Amazon tem FBA Onsite fora de SP

Há também o FBA Onsite, disponível para parceiros fora de SP ou fora do Simples. Neste caso, a loja mantém seus produtos em um armazém próprio, mas usa as ferramentas da Amazon para gestão de estoque. Aqui, os itens também recebem o selo Prime.

No FBA Onsite, o parceiro fica responsável pelo manuseio e empacotamento, mas é uma transportadora parceira da Amazon que faz a coleta e a entrega para endereços de todo o Brasil. Ela também cuida de eventuais devoluções, enquanto a Amazon presta atendimento na pós-venda. Isso está disponível na Bahia, Pernambuco e Distrito Federal, além das regiões Sul e Sudeste.

Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil, diz em comunicado que “o lançamento do FBA é mais um passo em nossa expansão”. Recentemente, a empresa anunciou três novos armazéns em Betim (MG), Santa Maria (DF) e Nova Santa Rita (RS). No total, ela possui oito centros de distribuição no Brasil.

Vale notar que, desde 2017, o Mercado Livre oferece um programa de fulfillment semelhante ao da Amazon: o Mercado Envios Full responde por 22% das vendas na plataforma, segundo o Brazil Journal. Além disso, a B2W — dona do Submarino, Americanas e Shoptime — conta com esse tipo de serviço desde 2018, que já é utilizado por cerca de mil lojistas.

Comentários da Comunidade

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Alex (@wuhkuh)

Finalmente, eu mesmo só compro na Amazon e o que tiver com Prime, pois pro Norte todo mundo quer cobrar 70 reais só de frete, tô fora!

🤷‍♀️ (@xavier)

A cada dia que passa o Prime vale mais a pena.

@ksio89

kkkk admito que sou muito pessimista, mas é porque não consigo me animar com marketplaces desconhecidos e duvidosos que infestam as grandes lojas do Brasil, como as Olist da vida.

Mas não deixa de ser uma ótima notícia, ratificando o que já comentei uma vez: varejo online no Brasil se resume a Amazon, Magalu e Mercado Livre, justamente por terem a melhor logística.

Enquanto uma loja sem vergonha como a Americanas cobra para retirar na loja e piora a assinatura Prime com o tempo, deixando cada vez menos produtos elegíveis ao frete grátis e restringindo a disponibilidade às regiões Sul e Sudeste.

Sérgio (@trovalds)

Olist é um marketplace dentro do marketplace. Dessa eu corro mais que o Usain Bolt batendo recorde dos 100m.

E o complicado da Amazon (ainda) é que o sistema de reputação dos vendedores não é claro o suficiente. Nisso o ML ganha por muito.

Nesse meio tempo vou me equilibrando entre ambas (de uma forma geral): tem coisas que só acha em marketplace, então vou por ML. Se é vendido e entregue pela Amazon (ou outro B2C confiável), vou nesses.