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Red Hat “mata” CentOS Linux e mantém apenas CentOS Stream

Distribuição CentOS Linux vai ser descontinuada; CentOS Stream, sistema “rolling release”, passa a ser o único projeto

Emerson AlecrimPor

Nesta semana, a Red Hat anunciou uma grande mudança no projeto do CentOS Linux: a distribuição, muito popular em aplicações corporativas, deixará de existir como a conhecemos. Em seu lugar, entrará o projeto CentOS Stream, uma distribuição do tipo rolling release (sem lançamento de versões finais).

A primeira versão do CentOS (Community Enterprise Linux Operating System) surgiu em 2004. Como o próprio nome sugere, a distribuição foi projetada para aplicações enterprise (embora nada impeça o seu uso para outros fins). A Red Hat controla o projeto desde 2014.

Um número gigantesco de sites e serviços online rodam em servidores com CentOS. A razão disso é que o sistema operacional é derivado do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) e, portanto, conta com toda a estabilidade proporcionada por essa plataforma.

CentOS 7 (imagem: divulgação/CentOS)

CentOS 7 (imagem: divulgação/CentOS)

Tecnicamente, a principal diferença entre ambos os projetos é que o CentOS é distribuído gratuitamente enquanto o RHEL é pago, mas conta com suporte direto da Red Hat (hoje, uma empresa da IBM, vale relembrar).

Os ciclos de lançamento do CentOS refletem as versões do RHEL. O CentOS 8, por exemplo, tem como base o Red Hat Enterprise Linux 8. Essa abordagem também faz o CentOS manter o tempo de suporte oferecido pela Red Hat para cada versão que, normalmente, é de dez anos.

Como o CentOS 8 foi anunciado em 2019, o seu ciclo de suporte seria encerrado em 2029. Seria. Com a mudança anunciada nesta semana, o sistema teve seu suporte encurtado para o final de 2021 (curiosamente, o CentOS 7, lançado em 2014, só vai ter seu suporte encerrado em 2024).

Isso porque, a partir de agora, os esforços serão direcionados exclusivamente ao CentOS Stream, sistema operacional anunciado junto ao CentOS 8. Como já dito, essa é uma distribuição rolling release que, como tal, não recebe versões fixas, mas atualizações liberadas continuamente, como se o software estivesse em permanente desenvolvimento.

Os responsáveis pelo projeto sugerem que, quando o suporte ao CentOS 8 terminar, os usuários migrem para o CentOS Stream ou procurem a Red Hat para estudar soluções alternativas (e, presumivelmente, pagas).

Vem aí o Rocky Linux?

Como era de se esperar, o fim do CentOS Linux não foi bem recebido pela comunidade. Essa insatisfação pode ter como solução um fork: Greg Kurtzer, cofundador do CentOS, declarou ter ficado tão chocado com o fim da distribuição quanto o restante da comunidade e, por isso, anunciou o projeto Rocky Linux.

Por enquanto, a iniciativa só tem uma página no GitHub, mas Kurtzer promete fazer do Rocky Linux um sistema operacional corporativo totalmente compatível com o RHEL.

Com informações: Ars Technica.

Comentários da Comunidade

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Anderson Antonio Santos Costa (@Anderson_Antonio_San)

Pelo visto, a tendência no Linux é o rolling release?
Cada vez mais distros Linux tem adotado esse projeto?

imhotep (@imhotep)

Vejo de outra forma: mais profissionalismo no Linux.

Eita (@mandatario)

Eu acabo sempre usando Debian. Acho mais simples de usar e mais estável!

Jhonny (@jokalokao)

Tendência não exatamente, mas temos grandes projetos fornecendo mais possibilidade para adaptar a cada caso. As distros Rolling release mais comuns são:

Arch e derivados OpenSuse Tumbleweed CentOS Stream Gentoo e derivados

E de qualquer forma, do lado da Red Hat ainda tem o Fedora que é o meio termo

Anderson Antonio Santos Costa (@Anderson_Antonio_San)

Obrigado pela resposta. Achava que cada vez mais distros Linux tem adotado o rolling release nos últimos anos.