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Garmin Fenix 6, um ano depois: tanque de guerra no pulso

Relógio esportivo da Garmin tem corpo robusto, muitos recursos para atletas e bateria duradoura por um preço alto

Paulo HigaPor
Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A Garmin começou projetando equipamentos de navegação para navios e aeronaves, mas o segmento fitness é atualmente o maior responsável pelo faturamento da companhia. A empresa mantém uma linha completa de wearables com foco em esportes, sendo que as marcas Forerunner e Fenix são as mais conhecidas. Um dos produtos mais completos da fabricante é o Fenix 6, lançado em 2019.

O Fenix 6 tem design robusto, recursos de smartwatch e bateria de até 48 dias. Mas a versão Pro com tela de safira custa US$ 800 nos Estados Unidos e pode ultrapassar os R$ 7 mil no Brasil. O que diabos tem nesse eletrônico para ser tão caro? Vale a pena gastar tanto dinheiro em um smartwatch? Eu uso o relógio esportivo da Garmin há mais de um ano e conto minhas impressões a seguir, neste review de longa duração.

Análise do Garmin Fenix 6 em vídeo

Aviso de ética

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente de tecnologia que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises de produtos são opinativas e não possuem nenhuma intenção publicitária. Por isso, sempre destacamos de forma transparente os pontos positivos e negativos de cada produto.

Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. Esta unidade do Garmin Fenix 6 Pro foi adquirida no varejo.

Outro adendo: em regra, eu não analiso produtos que eu mesmo comprei porque quem gastou o próprio dinheiro tende a fazer uma avaliação positiva para justificar uma boa aquisição, mesmo que inconscientemente. Por outro lado, o fato de ser usuário há mais tempo me permite comentar com mais autoridade sobre o produto. Além disso, este review serve como referência para outras análises de produtos da mesma categoria.

Por que eu comprei isso?

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Este é o primeiro review de Garmin no Tecnoblog, então vale uma introdução. Um dos meus hobbies é corrida de rua, atividade que comecei a praticar depois de passar por um processo de emagrecimento. Com 1,61 metro de altura, cheguei a pesar 83 kg em 2015, mas eliminei 26 kg em quatro meses e me mantenho abaixo da casa dos sessenta até hoje; contei essa história em uma matéria especial. A corrida não influenciou na perda de peso, mas ajuda a manter minha mente saudável e meus níveis de endorfina em dia.

Minha relação com produtos da Garmin vem desde essa época. O Forerunner 235 foi meu primeiro relógio da marca; depois parti para um Fenix 5s e então cheguei ao Fenix 6 Pro. Apesar de não ser triatleta nem corredor de montanha, que são os grandes públicos da linha Fenix, os relógios dessa família me agradam pela durabilidade e pelos materiais superiores em relação aos utilizados nos Garmin Forerunner.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Eu acompanho com entusiasmo a evolução dos smartwatches, especialmente no Apple Watch Series 6 e no Samsung Galaxy Watch 3, cujos reviews já foram publicados no Tecnoblog, mas continuar com um Garmin foi uma decisão natural por já estar acostumado com a plataforma e, principalmente, por ter que alternar entre iPhone e Android com frequência devido ao meu trabalho — o que inviabilizaria migrar para um wearable que só funciona bem em um celular.

Tanque de guerra

O design é uma força do Fenix 6 Pro e, racionalmente, seu único diferencial, visto que por dentro ele é quase idêntico ao Forerunner 945, um relógio que custa até US$ 300 a menos. Eu escolhi a versão com tela de cristal de safira porque, além do reforço no vidro, a moldura seria teoricamente mais resistente, já que é revestida de carbono tipo diamante (DLC), para aguentar mais arranhões e pancadas que o aço inox das versões menos caras.

Garmin Fenix 5s (à esquerda) e Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 5s (à esquerda) e Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

De fato, essa escolha fez diferença. Em comparação com o Fenix 5s, que comprei na versão tradicional e ficou cheio de riscos depois de quase dois anos de uso normal, com as batidinhas do dia a dia, o Fenix 6 parece até novo. A tela permanece intacta e a moldura só tem um micro-risco na parte superior que nem pode ser notado. Eu já cheguei a raspar o relógio em um poste de iluminação durante uma corrida: a borda pegou uma tinta branca, mas saiu sem nenhum arranhão naquele dia.

Naturalmente, o relógio é à prova d’água (até 10 atm ou 100 metros), tem os cinco botões da Garmin (cima, baixo, luz, início e volta) e é compatível com pulseiras QuickFit, que não são tão fáceis de encontrar no mercado como as do Apple Watch, mas estão disponíveis em uma variedade razoável de estilos e são práticas de colocar ou tirar a qualquer momento, o que permite usar o mesmo relógio em ocasiões mais formais.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A recarga é feita por um conector proprietário de quatro pinos que, para mim, é uma das principais deficiências dos relógios da marca, já que o cabo original não fica muito seguro; existem até cabos de terceiros que consertam essa falha de design da Garmin. Além disso, o Fenix 6 não tem recarga sem fio, uma tecnologia que já é padrão em smartwatches caros há anos e eliminaria a necessidade de levar mais um cabo na mochila em viagens, principalmente com o recurso de carregamento reverso dos celulares.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Uma telinha que não tem nada de mais e dá folga para a bateria

A tela do Garmin Fenix 6 é uma LCD reflexiva colorida de 1,3 polegada e resolução de 260×260 pixels. Como de costume em um painel desse tipo, as cores são lavadas e os pixels não têm iluminação própria, o que é um baque para quem está acostumado com o belíssimo OLED sensível ao toque do Apple Watch. Por outro lado, a visualização é melhor quanto maior for a iluminação do ambiente, o que casa com a proposta de um produto focado em atividades ao ar livre.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Eu mantive o mostrador padrão com cinco informações: a quilometragem em corridas na semana, a temperatura atual, o tempo restante de bateria, a frequência cardíaca e o número de passos no dia. O software do relógio foi reformulado na linha Fenix 6 e tornou os widgets mais úteis: com uns toques, posso dar uma olhada rápida na previsão do tempo, estado de treinamento, resumo do sono, oxigenação no sangue ou o que mais decidir incluir ali.

O display fica sempre ativo para exibir as horas, mas é bem econômico e dá uma folga para a bateria. Mesmo com todos os sensores ligados 24 horas por dia e pareado ao smartphone, a bateria dura até 7 dias, o que é uma excelente autonomia. Desativando o oxímetro de pulso, a autonomia dobra para 14 dias, mas eu mantive o sensor sempre ligado porque essa métrica se mostrou importante durante a pandemia que estamos vivendo. Tem ainda um modo de economia de energia que faz a autonomia chegar a 48 dias (mas, se eu quisesse só ver as horas, teria comprado um relógio comum mesmo).

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A sincronização dos dados é feita por Wi-Fi pelo próprio relógio, por Bluetooth pelo Garmin Connect para Android e iOS, ou por cabo USB pelo Garmin Express para Windows e macOS. O processo costuma ser rápido, mas às vezes pode falhar quando os servidores da Garmin estão fora do ar ou quando a empresa sofreu um ataque de ransomware. Uma vez sincronizados, os treinos e outras informações podem ser consultados tanto pelo aplicativo quanto pelo site Garmin Connect.

Funciona como smartwatch?

Para quem espera um smartwatch, é bom tirar o cavalinho da chuva. O Fenix 6 até mostra notificações, mas o recurso é limitado: dá para atender ou recusar uma chamada, enviar respostas pré-definidas via SMS (só no Android) e nada muito além disso. O modelo também suporta pagamento por aproximação, mas nenhum banco brasileiro é suportado no momento da publicação deste review e a Garmin encerrou suas operações próprias no Brasil, então não há muitas expectativas de que isso mude.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A memória interna de 32 GB nas versões Pro serve para armazenar mapas e guardar músicas para correr sem levar o celular. Você pode transferir arquivos MP3 por cabo USB, mas felizmente não estamos mais em 2008, logo, os principais serviços de streaming também são suportados, incluindo Spotify, Deezer e Amazon Music. Eu tenho o costume de correr ouvindo podcasts, por isso não uso nenhum desses; meu player preferido no relógio é o Runcasts, feito especificamente para isso.

De modo geral, o Fenix 6 Pro até que consegue oferecer um recurso de smartwatch aqui e ali, mas este com certeza não é o ponto forte da Garmin: não existe nada que um relógio que custe literalmente um décimo do preço não consiga fazer.

Treinos de corrida para todo mundo

Se a Garmin ainda não consegue fazer um bom smartwatch, pelo menos compensa com um conjunto bastante completo de recursos para esportes. O Fenix 6 Pro suporta uma série de atividades, como natação, ciclismo, esqui, surfe, ioga e golfe, com uma especificidade impressionante: dá para baixar mais de 40 mil campos de golfe para a memória do relógio. Eu não sou triatleta nem milionário, então vou me ater à corrida, que é uma modalidade que conheço melhor.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Na corrida, o relógio mostra os números básicos durante os treinos, como a distância, o ritmo e os batimentos cardíacos. A localização é obtida por GPS, Glonass ou Galileo; no Brasil, eu obtive melhores resultados no modo GPS + Glonass. A precisão é satisfatória, sem grandes surpresas, mas o sinal costuma ser comprometido em regiões com prédios altos ou muita interferência, como na Avenida Paulista, em São Paulo, ou ao fazer curvas em “V”, quando o ritmo pode cair muito mais do que deveria.

A Garmin passou a usar chips de GPS da Sony em seus relógios, o que melhorou drasticamente a duração de bateria em relação às gerações anteriores, para até 36 horas de monitoramento contínuo no Fenix 6, o que é suficiente para correr ultramaratonas com folga. Pena que o chip de Bluetooth não seja tão eficiente: se você quiser ouvir música enquanto corre, a bateria não passa de 10 horas de atividade, o que começa a ser um problema se você esqueceu de abastecer o relógio na noite anterior a uma maratona, por exemplo.

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O leitor de batimentos cardíacos é bastante confiável. É óbvio que não chega a ter a precisão de uma cinta cardíaca com medição por eletrocardiograma, mas o Fenix 6 Pro faz um trabalho bastante consistente no pulso, sendo bem superior aos relógios antigos da Garmin, como o Forerunner 235, ou até a alguns smartwatches atuais, como o Samsung Galaxy Watch 3, que tende a marcar errado em atividades mais intensas.

A Garmin ganha muitos pontos pelos recursos de treinamento de corrida, tanto para quem conta com um treinador quanto para quem faz tudo por conta própria. Pelo aplicativo ou site, é possível criar treinos intervalados, progressivos e de ritmo, definindo previamente vários parâmetros: posso programar algo tão específico como oito repetições de 400 metros a um ritmo de 4min20s, com descanso ativo de dois minutos entre os intervalos e um resfriamento até meu coração baixar de 130 bpm.

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Também me agrada um movimento recente da Garmin para atrair pessoas que não são bitoladas em treino: o próprio relógio é capaz de sugerir atividades, com ritmo, distância e tempo definidos com base no seu condicionamento físico, para você se manter ativo. Outro recurso bacana é o Garmin Coach, que cria um treinamento personalizado para 5K, 10K ou meia-maratona, com exercícios sugeridos com base no seu objetivo de tempo e em como você está desempenhando a cada semana.

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Connect (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Uma novidade da linha Fenix 6 é o PacePro, que já foi me foi útil em um passado recente, quando a gente tinha aquelas provas de corrida presenciais, lembra? O PacePro me permite manter no ritmo médio desejado durante um treino ou prova com base na elevação daquele trecho ou quilômetro: posso definir que quero subidas mais fáceis, por exemplo, o que faz o relógio sugerir um ritmo menor nas subidas e um ritmo bem maior nas descidas e no plano.

Muitas métricas de saúde

Para quem gosta de números, a Garmin fornece tantos dados que é preciso consultar o manual para entender tudo. No site, eu consigo consultar facilmente a evolução do meu ritmo em um gráfico ao longo dos anos, se meu VO2 máximo está avançando e quantos quilômetros estou percorrendo por mês. Também posso registrar meu peso, consultar meu nível de oxigênio no sangue e ver minhas tendências de sono, que são monitoradas automaticamente pelo relógio enquanto durmo.

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

É curioso como, depois de algum tempo analisando os dados, passei a entender melhor meu corpo e antecipar algumas ações. Se meus batimentos cardíacos em repouso ficaram muito acima da média em um dia, sei que minha imunidade caiu e posso estar prestes a ter sintomas gripais, por exemplo (ou então só bebi álcool na noite passada). O Body Battery, que tenta estimar a “carga da bateria do seu corpo” (de zero a 100%), também é útil para entender o que me desgasta ao longo do dia ou o que está prejudicando meu sono.

O descanso é importante para quem treina, e o relógio faz um bom trabalho em calcular métricas para guiar o usuário. Por exemplo, sempre que uma atividade é finalizada, o Fenix 6 calcula a intensidade do exercício e sugere uma pausa de algumas horas ou até dias antes do próximo. Ele também classifica as corridas em três intensidades (aeróbica baixa, aeróbica alta e anaeróbica), para te dar um puxão de orelha se você estiver pegando leve ou pesado demais nos treinos.

Vale a pena?

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O Fenix 6 Pro é um produto para entusiastas. Ninguém precisa de um relógio tão caro só para ir correr no parque. E, mesmo se você participa de provas de montanha de mais de 100 km, existem produtos mais acessíveis que servem para esse propósito. Mas a Garmin conseguiu melhorar o que já estava fazendo muito bem: o Fenix 6 Pro é um relógio robusto, com uma bateria que dura muito e com ainda mais métricas que nos modelos anteriores.

No segmento de relógios esportivos, a Polar é provavelmente a empresa que mais chega perto da Garmin, mas algumas insistências da marca finlandesa me incomodam, como o fato de o relógio mais caro não ter memória interna para músicas até hoje. Entre os smartwatches, continuo reforçando que o Apple Watch Series 6 é o melhor no conjunto da obra, com tela excelente, eletrocardiograma, Apple Pay e sensores precisos, mas longe de chegar nas métricas avançadas da Garmin.

Eu gostaria de ver mais funções de smartwatch no Fenix 6 e um recurso de carregamento solar mais acessível: a Garmin chegou a lançar um Fenix 6X Pro Solar que estende a bateria em alguns dias enquanto você faz exercícios ao ar livre, mas se R$ 7 mil já é um preço muito salgado para um relógio, imagine R$ 11 mil. Também seria interessante ver uma presença oficial da Garmin no Brasil, até para possibilitar o lançamento de recursos como o Garmin Pay e melhorar o pós-venda e a garantia, que hoje são feitos por uma importadora.

Apesar de não ser tão inteligente e ter seus defeitos, o Fenix 6 Pro deve continuar no meu pulso por um bom tempo — e talvez seu sucessor também, se a Garmin continuar fazendo um bom trabalho.

Especificações técnicas

  • Modelo: Garmin Fenix 6 Pro Sapphire (010-02158-10);
  • Tela: MIP LCD de 1,3 polegada com resolução de 260×260 pixels e vidro de cristal de safira;
  • Moldura: aço inox com revestimento de carbono tipo diamante (DLC);
  • Memória interna: 32 GB;
  • Bateria: até 14 dias (smartwatch), até 48 dias (economia de energia), até 36 horas (GPS), até 10 horas (GPS e música);
  • Localização: GPS, Glonass, Galileo;
  • Sensores: altímetro barométrico, bússola, giroscópio, acelerômetro, termômetro, saturação de oxigênio no sangue, leitor de batimentos cardíacos;
  • Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth, ANT+, NFC
  • Proteção: à prova d’água (10 atm), certificação militar (MIL-STD-810G);
  • Dimensões e peso: 47x47x14,7 mm, 60 gramas (sem pulseira), 82 gramas (com pulseira de silicone).

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