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Pix já responde por 30% das transferências entre bancos

No primeiro mês de operação plena, Pix ocupa boa parte do espaço que era de opções como TED e DOC

Victor Hugo Silva Por

Em seu primeiro mês de operação plena, o Pix teve uma adesão significativa por parte dos brasileiros. O Banco Central informou que, de 9 a 15 de dezembro, o sistema respondeu por 30% das transferências entre bancos no país, ocupando parte do espaço que, até então, era de opções como DOC e TED.

Pix (Imagem: Divulgação/Banco Central)

Pix (Imagem: Divulgação/Banco Central)

De 16 de novembro, quando foi liberado para todos, a 15 de dezembro o Pix realizou 92,5 milhões de transferências, que movimentaram R$ 83,4 bilhões. Os números indicam que as transações tiveram valor médio de R$ 896. Ao considerar somente as transferências entre pessoas, a média é de R$ 496. Entre empresas, a média é de R$ 14.686.

O sistema de transferências instantâneas tem 116 milhões de chaves cadastradas, sendo 110,9 milhões em contas de pessoa física e 5,1 milhões, de empresas. Como cada pessoa e empresa pode registrar mais de uma chave, os números são maiores do que o total de usuários do Pix. Segundo o BC, o sistema conta com 46,4 milhões de pessoas e 3 milhões de empresas cadastradas.

O Banco Central destacou ainda que o Pix tem um índice baixo de rejeição, isto é, de operações não concluídas devido a erros nos dados inseridos pelos usuários. Segundo o órgão, o sistema teve taxa de rejeição de 0,5% no primeiro mês. O TED e o DOC, por exemplo, costumam registrar taxas entre 4% e 5%.

Segundo o BC, a diferença existe porque seu novo sistema exige menos informações para fazer a transferência, o que diminui a chance de acontecer algum erros. Nas transferências pelo Pix em que é preciso inserir a agência e a conta do destinatário, a taxa de rejeição no primeiro mês ficou em 9,8%.

BC espera que mais empresas usem Pix

Até o momento, o Pix tem sido mais usado em transferências entre pessoas. De acordo com o BC, o modelo representa 84% das transações e 44% do valor movimentado pelo sistema. A expectativa é de que essa participação fique menor à medida em que mais empresas aceitarem a plataforma como um meio de pagamento.

É o caso de marcas como Submarino, Americanas e McDonald’s. O Pix também poderá ser usado para pagar faturas e recarga de celular. A opção é oferecida depois de acordo entre o Banco Central e o SindiTelebrasil. A Vivo e a Claro já oferecem vantagens para clientes que pagarem com Pix.

Com informações: Mobile Time.

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