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DJI, líder em drones, está proibida de negociar com empresas dos EUA

Departamento de Comércio dos EUA adicionou a DJI à Entity List; fabricante chinesa domina 77% do mercado americano de drones

Felipe Ventura Por

O Departamento de Comércio dos EUA adicionou a DJI à Entity List nesta sexta-feira (18), efetivamente proibindo-a de fazer negócios com empresas do país. A fabricante chinesa domina 77% do mercado americano de drones; ela é acusada de apoiar medidas do Partido Comunista Chinês para perseguição de minorias étnicas.

DJI Mavic Mini (Imagem: Tecnoblog)

DJI Mavic Mini (Imagem: Tecnoblog)

A lista do Departamento de Comércio agora conta com mais 77 companhias e indivíduos: entre essas novas adições, está a SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation), maior fabricante de chips da China, e a DJI.

O secretário de Comércio, Wilbur Ross, diz que havia incluído à Entity List uma série de empresas que apoiam a China em práticas de trabalho forçado, coleta de DNA e vigilância para reprimir cidadãos.

Agora, “com essas novas adições, estamos aplicando esses princípios ao restante da China, incluindo o Tibete e regimes autoritários para os quais essas práticas estão sendo exportadas”.

A Skydio, concorrente da DJI sediada nos EUA, elogiou a decisão do governo: “a adição da DJI à lista de entidades, aparentemente baseada em seu apoio a violações abomináveis ​​dos direitos humanos, passa uma mensagem inconfundível — ela não compartilha de nossos valores e não é confiável”.

DJI e SMIC na lista proibida dos EUA

Em tese, a DJI ainda poderia fechar contrato com empresas sediadas nos EUA; no entanto, isso requer autorização do governo, o que será bem difícil de conseguir. Dessa forma, ela fica impedida de adquirir tecnologia desenvolvida em solo americano, incluindo software, peças e equipamentos. É a mesma restrição que a Huawei enfrenta desde 2019; ela também faz parte da Entity List.

A SMIC, por sua vez, está sujeita a uma condição adicional: os equipamentos para fabricar chips de 10 nanômetros ficarão sujeitos a uma “presunção de negação”, ou seja, terão chance quase nula de serem liberados pelo Departamento de Comércio. O objetivo seria “evitar que essa tecnologia fundamental apoie os esforços de modernização militar da China”.

No início de dezembro, a SMIC havia sido adicionada a uma lista do Departamento de Defesa que reúne companhias suspeitas de envolvimento com forças militares chinesas.

O governo Trump está colocando pressão na China algumas semanas antes de o presidente deixar o cargo. DJI e SMIC ainda não se manifestaram; mas Wang Yi, ministro chinês das Relações Exteriores, pediu a Washington que pare com sua “supressão arbitrária” de empresas chinesas.

Com informações: TechCrunch, Engadget.

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