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Smartband Samsung Galaxy Fit 2: acessível e com bons recursos

Concorrente da Mi Band 5, Samsung Galaxy Fit 2 ganha na autonomia de bateria, mas perde em recursos de esporte

Darlan Helder Por
Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O Galaxy Fit 2 é a nova aposta da Samsung na categoria de smartband para concorrer diretamente com a Mi Band 5. Por R$ 329, o vestível tenta chamar a atenção do consumidor com tela AMOLED, bateria de longa duração e muitos recursos fitness. Mas será que compensa?

Eu usei o Samsung Galaxy Fit 2 nas últimas semanas e compartilho a seguir a minha experiência de uso, passando por design, tela, bateria, recursos de saúde, fitness e, por fim, eu conto se vale ou não o investimento.

Análise do Samsung Galaxy Fit 2 em vídeo

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O Galaxy Fit 2 foi fornecido pela Samsung por empréstimo. O produto será devolvido à empresa após os testes.

Design e tela

Começo pelo design que não tem nada de muito especial. O Galaxy Fit 2 apresenta as mesmas características de outras smartbands encontradas no mercado com design fino, compacto e está disponível em vermelho e preto. A primeira cor, na verdade, parece mais um salmão e é muito bonita. Ainda assim, eu acredito que a Samsung perdeu a oportunidade de incluir outras opções.

Eu usei o Galaxy Fit 2 por vários dias seguidos e só tirava mesmo para dormir. Compartilho isso para reforçar que não senti desconfortos durante o uso e isso também se deve ao peso, já que o ele tem apenas 21 gramas, e ainda fica bem firme no pulso.

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Na frente, a tela sensível ao toque tem 1,1 polegada com resolução 294 x 126 pixels. É um bom avanço, considerando que o primeiro Galaxy Fit tem 0,95 polegada e resolução 240 x 120 pixels. A nova geração mantém o padrão de qualidade da marca e entrega uma tela com cores fortes e brilho ativo, tudo isso graças ao painel AMOLED aqui presente; é realmente uma ótima telinha.

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Para os aventureiros de plantão, o Galaxy Fit 2 é resistente à água, então você pode entrar na piscina normalmente com o dispositivo, por exemplo. Mas a empresa não recomenda expor a smartband em água com alta pressão. Aliás, ele aguenta ser mergulhado a uma profundidade de até 50 metros.

Recursos e experiência de uso

O Galaxy Fit 2 é uma pulseira que permite ao usuário checar a quantidade de passos, os batimentos cardíacos, nível de estresse e monitorar o sono de forma recorrente e sempre sincronizado ao aplicativo da marca. Nos primeiros dias você pode se perder na interface, mas depois já é possível navegar por ela sem estranhar.

A tela principal, que pode ser configurada ao seu gosto, é acionada sempre que você levanta o braço ou quando toca num “botão home” abaixo do display. Através do aplicativo Galaxy Fit, disponível tanto para Android como para iPhone (iOS), consegui modificar a tela inicial e a Samsung dispõe de mais de 20 watchfaces; algumas mais simples, outras mais artísticas e sempre muito bonitas.

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além das funcionalidades de saúde que eu citei anteriormente, o Galaxy Fit 2 ainda traz cronômetro, alarme, temperatura e um recurso para lembrar você de lavar as mãos.

Com relação à experiência de uso de todas essas funcionalidades, a smartband me atendeu de forma eficiente e os alertas para eu sair do computador e mexer o corpo foram muito úteis no meu dia a dia.

Ao analisar a precisão, pude perceber que o gadget da Samsung tende a elevar a contagem de passos. Eu também notei uma certa imprecisão quando logo de manhã ele estava marcando 65 passos antes mesmo de eu colocar a pulseira. Ainda sincronizei com o aplicativo para tentar “reiniciar” esse número e mesmo assim não houve alteração. Já o nível de estresse conseguiu detectar bem quando eu estava mais ansioso e mais calmo.

Nível de estresse no Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Nível de estresse no Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Para quem pratica esportes, a empresa introduziu aqui modos para corrida, caminhada, ciclismo e natação, porém não traz GPS, como de praxe. Quando analisamos os recursos dedicados para esportes, a Mi Band 5 se sobressai já que entrega mais opções, incluindo pular corda, ioga, esteira, dentre outros.

Durante o período de teste, eu usei o Galaxy Fit 2 conectado a um iPhone 11 através do app Galaxy Fit. As configurações entre eles até funcionam adequadamente, mas me incomodou o fato de ter que baixar outro aplicativo para conseguir visualizar os dados de saúde. No Galaxy Fit você pode criar alarmes, ajustar as informações de clima, do visor, porém, se quiser acompanhar o nível de estresse, os batimentos cardíacos e outras estatísticas das minhas atividades fora da pulseira, eu tenho que instalar o Samsung Health, obrigatoriamente.

App Galaxy Fit (direita) e Samsung Health (esquerda)

App Galaxy Fit (direita) e Samsung Health (esquerda)

Apesar disso, o sistema de conectividade é muito estável e isso graças à precisão do Bluetooth 5.1 disponível no dispositivo. Passei vários dias com o Galaxy Fit 2 e não houve problemas de conexão durante o uso e a pulseira sincroniza com o meu celular instantaneamente.

Caso queira, ainda é possível espelhar as notificações do celular no Galaxy Fit 2, outro modo que funcionou com precisão nos meus testes. Quando alguém ligava, era possível recusar a chamada telefônica pela smartband, mas seria interessante aceitar, também, não é?

Bateria

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A Samsung promete ‎até 21 dias‎ de bateria com pouco uso e 15 dias se você o usar de forma mais intensa. Ela tem 159 mAh de capacidade, ou seja, bem maior que a versão anterior e ainda é superior que a concorrente. Para efeito de comparação, o primeiro Galaxy Fit tem 120 mAh e a Mi Band 5, 125 mAh, apenas.

Fiz um teste hard com o brilho do dispositivo no máximo e pareado ao meu celular para exibir todas as notificações. A smartband da Samsung conseguiu cumprir o combinado e fiquei duas semanas com bateria e no décimo sexto dia ele registrava 5%, portanto, uma autonomia excelente.

Samsung Galaxy Fit 2: vale a pena?

Eu tive uma experiência muito positiva com o Samsung Galaxy Fit 2. A pulseira é muito confortável, a tela pequena exibe cores fortes graças ao AMOLED, existem watchfaces variadas e a comunicação com o celular é ótima, embora eu tenha que usar dois aplicativos diferentes para ter uma usabilidade completa.

A sua proposta de ser um vestível que auxilia na qualidade de vida foi o que mais me chamou a atenção; o alerta para movimentar o meu corto é um exemplo disso.

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Smartband Samsung Galaxy Fit 2 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A bateria de longa duração é outro acerto e um diferencial importante em relação à Mi Band 5, mas o produto da sul-coreana fica devendo outros modos de esportes e a contagem de passos não se mostrou eficiente. Logo, se você depende muito do recurso, vale analisar outras pulseiras. Eu também senti falta de opções mais coloridas, como encontramos na concorrência.

Apesar de custar R$ 329 no site da Samsung, você já encontra o Galaxy Fit 2 por cerca de R$ 230 e até por menos no varejo online, um valor muito interessante. Já a Mi Band 5 também pode ser encontrada por esse valor, então agora vai de gosto.

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² (@centauro)

Tendo uma noção de como esses medidores óticos de batimento cardíaco funcionam ajuda a entender porque eles medem batimento cardíaco em superfícies que não o pulso.

Eu não sou nenhum esperto no assunto, mas o que eu entendi do funcionamento é que o sensor mede a refração da luz. O sensor emite uma luz, essa luz bate no pulso e parte sofre refração e reflete de volta. O senso mede essa diferença e, com alguma mágica algorítmica, consegue medir o batimento cardíaco. Mas, óbviamente, não é só o braço e o sangue que refletem e refragem (? faz a luz refracionar? sei lá o termo) a luz. Algumas superfícies conseguem fazer isso num grau similar ao do seu braço e isso faz com que o sensor calcule o batimento cardíaco.

Tanto é que você encontra vídeos no youtube que você pode “medir” o batimento cardíaco. Esse daqui por exemplo diz que faz o monitor cardíaco marcar 180 BPM.
(https://www.youtube.com/watch?v=8fTrb983Jgo)
Aviso: O vídeo fica piscando. É lento, mas talvez exista a possibilidade de causar convulsão em quem for mais sensível.

Uma outra informação que encontrei no Reddit diz que no Apple Watch usa dois sensores diferentes, um de luz verde e um de Infravermelho (IV), e esse sensor IV é usado pra detectar calor e decidir se está no pulso ou não pra ligar o monitor cardíaco. Mas parece que o parâmetro desse sensor foi afrouxado (via software) então ele assume que está num pulso mais facilmente e isso pode fazer com que ele tente medir batimento cardíaco de outras coisas. Isso explica a ativação do medidor fora do pulso, pra marcar o batimento em si a explicação é a dada no segundo parágrafo.
(https://www.reddit.com/r/AppleWatch/comments/7cvka0/wrong_heartbeat_measure_when_not_wearing_it/)

De qualquer forma, monitor de pulso tende a ser pior do que monitor de peito. E se você tiver menos de 50 anos, tiver um estilo de vida saudável e visitar o médico com alguma frequência, ficar medindo o seu batimento cardíaco o tempo todo com um smartwatch provavelmente vai trazer poucos benefícios.