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Facebook vê fim de boicote e recupera grandes anunciantes

Unilever retomará todas as suas campanhas veiculadas no Facebook e outras redes sociais a partir de janeiro do ano que vem

André Fogaça Por

Ainda não temos nem mesmo um semestre completo após o começo da campanha de boicote com grandes marcas ao Facebook, para a situação da publicidade na maior rede social do mundo começar a voltar ao que era antes de junho. O primeiro grande passo já foi dado e ele é da Unilever, gigante grupo com muitas marcas presentes em diversos países – forte no Brasil também.

Facebook em um Android (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Facebook em um Android (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

No fim do primeiro semestre deste ano o Facebook percebeu que existia uma campanha de boicote ao dinheiro aplicado em publicidade na rede social, chamada de #StopHateForProfit (“Pare o ódio pelo lucro”, em tradução livre). A parte de anúncios é literalmente a maior fatia do dinheiro que a companhia de Mark Zuckerberg faz diariamente.

O objetivo foi de cutucar o bolso do Facebook para que a rede social prestasse atenção no conteúdo veiculado pelos usuários em suas páginas, principalmente para aqueles focados em discurso de ódio e desinformação. Por algum tempo funcionou, mais de 100 empresas aderiram ao que pede a hashtag e pausaram suas campanhas, deixando de entregar o dinheiro.

Unilever dá voto de confiança ao Facebook

Pois é, no final da semana passada a Unilever anunciou que vai reativar suas peças publicitárias no Facebook já no começo de 2021. A Unilever é uma gigante do mercado, representando muitas marcas conhecidas no Brasil como é o caso da Omo, Brilhante, Axe, Lipton, Mãe Terra, Kibon e Maizena.

“À medida que nos aproximamos do final de nosso período de pausa planejada, fomos encorajados pelo monitoramento do progresso dos novos novos compromissos das plataformas. Portanto, planejamos encerrar nossa pausa nos Estados Unidos a partir de janeiro”, comenta a empresa em nota.

“Iremos avaliar de perto os resultados dos compromissos e prazos das plataformas, bem como a polarização do ambiente das redes sociais durante o ano pós-eleitoral”, complementa. O documento lista não somente o Facebook, mas também o YouTube e o Twitter.

Nestes seis meses algumas atitudes foram tomadas dentro do próprio Facebook, com foco em criar um ambiente mais saudável, ou ao menos resolver parte do problema apontado pela campanha de boicote. Em agosto a empresa de Zuckerberg afirmou ter removido 22,5 milhões de posts com discurso de ódio entre os meses de abril e junho deste ano – número duas vezes maior quando comparado ao trimestre anterior.

O relatório afirma que 95% das publicações foram removidas de forma proativa, o que significa post apagado de forma automática e sem a necessidade de avaliação humana prévia. Outra mudança é na periodicidade deste relatório, que passa a ser trimestral.

O movimento não é muito amplo, mas parece ser grande o suficiente para fazer a Unilever dar o primeiro passo para retomar sua publicidade. Como ela é grande, pode influenciar grupos ou empresas menores. Foi o caso da Adidas, Boeing, Harley-Davidson, Ford, PlayStation e o grupo Volkswagen, que já retomaram suas campanhas em redes sociais.

Com informações: Gizmodo e Unilever.

Comentários da Comunidade

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@doorspaulo

O engraçado é que não vi mudança nenhuma no comportamento dos usuários.
Só trocaram os termos, mas o hate continua exatamente o mesmo.

Só pra galera de cabelo colorido ver e sentir que está “mudando o mundo”.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

É aquela coisa né, não precisa fazer, só parecer que fez.