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Câmara aprova projeto que define CPF como documento único

CPF poderá ser usado como número de identificação em cadastros de órgãos públicos, do registro civil e de conselhos profissionais

Victor Hugo Silva Por

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que transforma o CPF em um documento único de identificação de cidadãos em sistemas de serviços públicos. A proposta determina que o dado será a principal informação em cadastros de órgãos públicos, do registro civil de pessoas naturais e de conselhos profissionais.

CPF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

CPF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Lucas Gonzalez (Novo-MG), para o PL 1422/2019, apresentado por 12 deputados. A nova versão do projeto determina que o CPF deverá ser suficiente para identificar cidadãos em sistemas de serviços públicos e terá de constar em novos documentos.

Estes são os documentos que, pelo projeto, usarão o número do CPF:

  • Certidão de nascimento
  • Certidão de casamento
  • Certidão de óbito
  • Documento Nacional de Identificação (DNI)
  • Número de Identificação do Trabalhador (NIT)
  • Registro no Programa de Integração Social (PIS) e no Programa de
  • Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep)
  • Cartão Nacional de Saúde
  • Título de eleitor
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Permissão para Dirigir
  • Certificado militar
  • Carteira profissional expedida por conselhos
  • Certificados de registro e números de inscrição em bases de dados públicas federais, distritais e municipais

O projeto pretende formalizar a exigência de que o RG conte com o número do CPF, que passaria a ser usado como registro geral. Se o cidadão não tiver um CPF ao solicitar a carteira de identidade, o órgão emissor deverá realizar sua inscrição.

A proposta também prevê mudanças nas leis que criam o Registro de Identidade Civil (RIC) e o Documento Nacional de Identidade (DNI). Pelo texto atual, esses documentos também passarão a usar o usar o CPF como número de identificação.

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para o Senado e, se novamente aceito, para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Se a proposta se transformar em lei, órgãos e entidades terão um ano para adequarem seus sistemas ao uso do CPF como documento único. O texto estabelece ainda um prazo de dois anos para que os órgãos criem meios para compartilhar informações entre si a partir do CPF.

Comentários da Comunidade

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LekyChan (@LekyChan)

pelo contrario esse governo vem unificando os bancos de dados, então acho difícil disso não ser aprovado.

João M. (@RonDamon)

Senado tem partido pra todos os gostos. Mas a maioria dos projetos lá são inúteis, como aquele de um deputado qualquer querendo que menores de 14 anos não conversem online em chats de jogos.

Giancarlo Tosatti (@Giancarlo_Tosatti)

Esse é o CU? Cadastro único?

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

A ideia é valida, porém não resolve o problema.

Deveriam ter encaminhado um projeto que tornasse o CPF o documento único, obrigatório, que englobasse todos os dados necessários; histórico médico, antecedentes criminais, e tantos outros que existem hoje.

Condensar tudo em um único cartão (como os de crédito) e também a variante digital, onde seria possível acompanhar e resolver pendências junto ao governo; atualizar dados, pagar multas… isso é facilitar a vida do cidadão.