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Alibaba, dona do AliExpress, é alvo de ação antitruste na China

Ação investiga a política do Alibaba que pede exclusividade para vendedores, impedindo que eles se associem a empresas rivais

Ana MarquesPor

O órgão regulador de mercado da China está investigando a Alibaba, dona do AliExpress, por suposta conduta monopolística. A ação antitruste tem como principal alvo a política da empresa que obriga os vendedores a terem exclusividade caso queiram fazer negócios em sua plataforma, vetando a participação em sites de comércio eletrônico rivais.

Alibaba

Campus da Alibaba (Imagem: Divulgação/Alibaba Group)

A entidade fiscalizadora chinesa apresentou, em novembro, novos projetos de lei com o objetivo de restringir atividades de coleta de dados de empresas locais, entre outras práticas que possam ser abusivas com seus consumidores.

Companhias como Tencent, JD.com e Meituan também foram convocadas para uma reunião nesta semana que tinha como meta a discussão sobre nove regras para evitar práticas anticompetitivas. A principal delas diz respeito à proibição de venda de produtos a preços abaixo do custo para eliminar concorrentes.

Ant Goup também está sob a mira dos reguladores chineses

O empresário Jack Ma tem mais uma empresa sendo investigada pelas autoridades reguladoras da China, a Ant Group, que teve seu IPO bilionário (considerado o maior do mundo) bloqueado em novembro.

O bloqueio foi avaliado como uma tentativa de aproximar o comportamento da fintech ao dos bancos – o que levaria a empresa a precisar de mais capital para financiar ao menos 30% do total que é movimentado em empréstimos.

Em relação ao processo antitruste da Alibaba, a empresa emitiu um comunicado afirmando que recebeu a notificação da agência e que irá cooperar ativamente com os órgãos reguladores na investigação.

No mais, não é como se essas fossem as únicas empresas com dificuldades em 2020. O ano foi especialmente difícil para outras gigantes da tecnologia: Google, Facebook, Apple e mais companhias também estiveram na mira da FTC, nos Estados Unidos, por acusações de práticas anticompetitivas.

Com a notícia da última ação antitruste na China, as ações da Alibaba caíram mais de 8% na Bolsa de Valores de Hong Kong.

Com informações: Engadget e TechCrunch

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Anthony Fernando (@Anthony_Fernando)

A China combatendo o monopólio das empresas…
Isso é Ilário!

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Talvez a motivação seja outra, que não combater o monopólio, mas deixar claro quem manda. Já que o fundador do Alibaba meses antes criticou o governo chinês, na frete do establishment financeiro do país. O que resultou em uma ordem direta, para um escrutínio em toda a sua operação.

Queria por o link, mas ele não é permitido.

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

2020 está mesmo surreal. Até as empresas que tem o monopólio garantido pelo governo estão sendo investigadas por… monopólio.

É claro que isso deve ser mais uma retalhação ou mesmo afirmar o controle para quem o governo gosta mais, como apontou o @Douglas_Knevitz, do que realmente incentivar o livre mercado num pais comunista.

Anthony Fernando (@Anthony_Fernando)

Esse fundador do Alibaba é macho mesmo com “H” maiúsculo (rsrs) pra peitar o PCC.

JR (@JR1)

Pra quem não sabe o mercado chinês é uma carnificina, é uma empresa querendo comer a outra com farofa, não é esse monopólio que vocês tem em mente não. Vocês viram alguma empresa chinesa (ex: Xiaomi) triste pela Huawei ter se dado mal no cenário internacional? Elas não estão nem ai… O monopólio é só contra empresas que não são chinesas.

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

Ninguém fica triste pelo concorrente se dar mal, mas dizer que estão nem ai não faz sentido, já que elas também não estão imunes das penalidades dos EUA, algo que também pode prejudica-las.

Justamente por isso a Xiaomi e outras gigantes da China frequentemente fazem acordos conjuntos para determinadas soluções, um bom exemplo disso é tentar fazer uma alternativa a Google Play.

Segue a 1ª linha da matéria: “O órgão regulador de mercado da China está investigando a Alibaba, dona do AliExpress, por suposta conduta monopolística.”

² (@centauro)

E outros mercados não são assim?