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Huawei deve sair do top 5 em venda de celulares em 2021

Segundo TrendForce, Huawei perderá espaço após venda da subsidiária Honor por conta de sanções dos Estados Unidos

Victor Hugo SilvaPor

O setor de smartphones começará a se recuperar neste ano, mas nem todas as empresas acompanharão a alta. É o que aponta uma projeção da TrendForce, que espera a saída da Huawei do top 5 de vendas. Na terceira posição ao final de 2020, a fabricante deverá cair para o sétimo lugar em 2021.

Prédio da Huawei (Imagem: Open Grid Scheduler/Flickr)

Prédio da Huawei (Imagem: Open Grid Scheduler/Flickr)

A TrendForce explica que a projeção leva em conta a venda da Honor, divisão da Huawei para celulares com preços mais acessíveis. Em meio às sanções do governo dos Estados Unidos, a empresa abriu mão de sua subsidiária, que passará a ser controlada por um consórcio com cerca de 40 empresas chinesas.

“A Huawei e a nova Honor estarão competindo diretamente uma contra a outra no futuro, especialmente se a primeira for de alguma forma liberada das sanções comerciais dos EUA posteriormente”, indica a TrendForce. “Com a nova Honor buscando aumentar a produção, a Huawei terá mais dificuldade em recuperar a participação no mercado de smartphones”.

De acordo com as estimativas, a Huawei produziu 170 milhões de celulares em 2020. Com a queda esperada para 2021, a produção da empresa ficaria em 45 milhões de unidades. Enquanto isso, outras fabricantes deverão liderar a recuperação no mercado de smartphones.

Huawei deve ser superada pela Vivo

A projeção é de que, em 2021, a chinesa Vivo passaria a completar o top 5 de smartphones, atrás de Samsung, Apple, Xiaomi e Oppo. Na sexta posição, deverá aparecer a Transsion. Estas seis fabricantes deverão responder por 80% de participação no mercado. Neste cenário, a Huawei deverá ficar somente com a sétima posição.

“A pandemia continuará sendo a variável central (ou maior incerteza) na projeção da produção, pois continuará exercendo influência significativa na economia global. Além da pandemia, o desempenho das marcas de smartphones durante 2021 também pode ser afetado por instabilidades geopolíticas e pela falta de capacidade de produção disponível no mercado de semicondutores”.

O levantamento aponta que, em 2020, a produção de smartphones teve uma queda recorde de 11% em relação ao ano anterior e ficou em 1,25 bilhão de unidades. A expectativa para 2021 é de crescimento de 9%, o que faria o mercado alcançar 1,36 bilhão de unidades produzidas.

Com informações: TechCrunch.

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Zanac_Compile (@Zanac_Compile)

China tomando conta do mundo. Gigantes da tecnologia oriundas do japão nem figuram mais, americanas também não, fora a Apple. Nunca tinha ouvido falar de VIVO e OPPO.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Huawei já era, não tem tecnologia a curto prazo pra continuar fabricando produtos top de linha

@ksio89

Afinal, o novo presidente americano vai ou não desfazer as sanções comerciais contra empresas chinesas?

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Penso que mantenha as mais estratégicas, afinal isso é mais que uma guerra do Trump, é a soberania de um país que está em jogo.

Algumas menos estratégicas da para desfazer e passar uma imagem mais positiva, mas voltar 100% não da, a menos que a intenção seja entregar a soberania americana para a China esmagar.

A China vai continuar a crescer, e se mais países não se protegerem, serão massacradas.

@ksio89

Pensei que o Biden como democrata fosse pró-China e ia levantar o embargo contra a Huawei.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Ele até pode. Porém suas vontades não devem estar acima da soberania da nação. E se tem uma coisa que é comum a todos os americanos, é o patriotismo. Espero não estar enganado, porque aí todos perderíamos.

Andre Luiz Silva (@Andre_Luiz_Silva)

Todos perderíamos?

@ksio89

Verdade, o crescimento da China me preocupa, mas infelizmente não dá pra evitar relações comerciais com o país.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Não precisa. Porém países como Estados Unidos devem começar a estabelecer limites, para que o crescimento da China, não interfira no próprio crescimento interno.

A China está a um passo de ser a maior economia, e depois que atingir, dificilmente alguém recupera o posto. A China não segue as leis do mundo, segue as próprias. Viver em um mundo dominado pela China não me parece nada positivo.