Início » Aplicativos e Software » WhatsApp cita recurso de pagamentos em nova política de privacidade

WhatsApp cita recurso de pagamentos em nova política de privacidade

Política detalha dados coletados pelo WhatsApp Pagamentos, que, no Brasil, aguarda aprovação do Banco Central

Victor Hugo SilvaPor

O WhatsApp começou a informar alguns usuários sobre uma mudança em sua política de privacidade. Na nova versão, o aplicativo detalha informações às quais tem acesso para oferecer seu recurso de pagamentos e detalha o que pode ser compartilhado com outras empresas do Facebook, proprietário do mensageiro.

WhatsApp Pagamentos foi autorizado na Índia (Imagem: Divulgação/WhatsApp)

WhatsApp Pagamentos foi autorizado na Índia (Imagem: Divulgação/WhatsApp)

A plataforma inclui detalhes sobre a coleta de dados de transações e pagamentos. Este trecho não existia na versão anterior, de julho de 2020, e adianta que, caso você utilize o WhatsApp Pagamentos, o serviço poderá tratar informações complementares, como “sua forma de pagamento, dados de envio e valor da transação”.

O uso dessas informações pelo WhatsApp Pagamentos já era previsível, mas a mudança na política sugere que o serviço está próximo de levar o recurso para mais usuários. Vale lembrar que a solução de pagamentos do WhatsApp foi liberada em novembro na Índia, onde exige que os usuários tenham conta em banco e um cartão de débito.

No Brasil, o WhatsApp pretende oferecer o novo recurso em parceria com a Cielo, que será a responsável por processar as transações. Ele chegou a ser anunciado no Brasil, mas foi suspenso dias depois. Agora, a plataforma aguarda a liberação do Banco Central.

WhatsApp detalha coleta de dados

As informações sobre formas de pagamento são coletadas somente ao realizar transações. Enquanto o recurso não é liberado no Brasil, é importante se atentar para outros dados aos quais o WhatsApp tem acesso. O aplicativo detalhou as informações que coleta de forma automática, isto é, apenas por você ter uma conta ativa.

Aviso sobre mudança na política do WhatsApp (Imagem: Reprodução)

Aviso sobre mudança na política do WhatsApp (Imagem: Reprodução)

A política do WhatsApp já indicava que o aplicativo tinha acesso a dados como modelo do celular, sistema operacional, endereço IP, rede móvel. A nova versão aponta que o app também coleta informações como nível da bateria, informações do navegador e operadora de celular ou provedor de serviços de internet.

O texto também detalhou como acontece a coleta de dados sobre sua atividade. Além de informações de diagnóstico e desempenho, o aplicativo armazena dados sobre o tempo, a frequência e a duração de suas interações.

Dados compartilhados com Facebook

O WhatsApp também deu mais destaque para o compartilhamento de dados com as demais empresas do Facebook. “Podemos usar os dados fornecidos por essas empresas, e essas empresas podem usar os dados compartilhados por nós para nos ajudar a operar, executar, aprimorar, entender, personalizar, dar suporte e anunciar nossos serviços e as ofertas de empresas do Facebook”, diz a política de privacidade.

Os dados do WhatsApp são utilizados há algum tempo em sugestões de perfis e grupos no Facebook, ou na exibição de conteúdos e anúncios que a rede social considera relevantes. Agora, o mensageiro ampliou as finalidades do compartilhamento.

A nova política indica que as informações também podem ser compartilhadas para permitir que você conecte uma conta do Facebook Pay para realizar pagamentos no WhatsApp ou para exibir conversas em dispositivos da empresa, como o Portal.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
7 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Thiago Krebs (@Krebs01)

é possível bloquear o envios desses dados, com bloqueadores de trackers, tipo adguard?

² (@centauro)

Em tese sim, você precisa descobrir qual é o servidor para o qual esses dados são enviados e bloquear.
Mas se usarem algum servidor que seja essencial pro whatsapp funcionar, não vai ter como bloquear sem inutilizar o aplicativo.

João Almeida (@Joao_Almeida)

A forma de fazer dinheiro com o WhatsApp que eles queriam: venda e mineração de dados

Águia Solitária (@LonelyEagle)

Complicado, queria que todo mundo migrasse pro Telegram, mas com poucos usuários, acabamos virando reféns do WhatsApp.

Gabriel Lopes (@glopesmartins)

Resumindo: É o Zuckerberg dizendo que o Zuckerberg vai poder compartilhar os dados do Zuckerberg com o Zuckerberg. Simples.

Arthur Soares (@arthursoas)

Você acha mesmo que o Telegram não compartilha dados? Uma empresa Russa?

A diferença é que na Rússia não tem LGPD, nos EUA sim, então as empresas são obrigadas a fazer isso.

Arthur Soares (@arthursoas)

Eu que não faço pagamentos no whatsapp. Ainda mais agora que tem PIX de graça.

² (@centauro)

O Telegram foi criado por um russo, mas o QG não está na Rússia, sim nos Emirados Árabes Unidos. E os servidores estão (supostamente) espalhados pelo mundo.

Águia Solitária (@LonelyEagle)

Eu ia responder isso.