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Bitcoin bate recorde histórico ao ultrapassar R$ 200 mil

Bitcoin bate recordes em reais e em dólares nesta quinta; mercado de criptomoedas atinge capitalização de US$ 1 trilhão

Bruno Ignacio Por

Durante a noite desta quarta-feira (6), o bitcoin (BTC) atingiu um marco histórico em reais, batendo os R$ 200 mil. Já nesta quinta-feira, o preço em dólares também chegou a sua mais alta valorização superando os US$ 38 mil. Com essa forte ascensão, a moeda digital impulsionou a capitalização de todo o mercado de criptomoedas, que superou pela primeira vez o valor de US$ 1 trilhão.

Bitcoin (imagem: Bloomberg News/George Frey)

Bitcoin (imagem: Bloomberg News/George Frey)

Por volta das 22h (horário de Brasília) da noite de ontem, o bitcoin bateu os R$ 200 mil pela primeira vez na história. Ao longo desta quinta-feira, o valor máximo da criptomoeda superou os R$ 212 mil e se encontra na casa dos R$ 206 mil no momento desta publicação. Com o novo recorde em reais, o ativo digital acumula uma alta de cerca de 30% somente neste ano de 2021. Em uma questão de apenas dois meses, o BTC dobrou seu valor no Brasil.

Em novembro de 2020, a moeda digital superou pela primeira vez o preço de R$ 100 mil, para então fechar dezembro valendo aproximadamente R$ 153 mil. Com o máximo desta quinta, o criptoativo mais importante do mundo acumula uma valorização na moeda nacional superior a 100% desde novembro.

Bitcoin bate recorde em dólares

O bitcoin também chegou a um novo máximo histórico em seu preço em dólares. Por volta das 10h desta manhã, a criptomoeda ultrapassou os US$ 38 mil. O valor mais alto registrado pelo índice Coindesk foi de R$ 38.400 e até o momento a cotação se mostra estabilizada nesta faixa.

Trata-se de dois recordes em dias consecutivos e três ao longo da mesma semana. Nesta quarta-feira (06), o bitcoin também havia atingido um novo valor máximo próximo dos US$ 36 mil, enquanto na madrugada de segunda-feira (04) a moeda digital havia superado os US$ 34 mil.

Por que o Bitcoin continua a subir?

Há uma série de fatores para explicar essa ascensão constante do criptoativo. Primeiro, é a ideia geral que circula pelos mercados de todo o mundo de que o bitcoin é um grande investimento, comparado a uma espécie de “ouro digital”, mas com um potencial de valorização gigantesco.

Um exemplo específico seria a compra em grande escala por grande investidores de alto perfil no mercado financeiro internacional, como o bilionário Paul Tudor Jones, fundador da Tudor Investment Corporation, e por grandes empresas como a MicroStrategy, do setor de business intelligence, que acumula hoje cerca de US$ 1,8 bilhão em bitcoin.

André Hamda, COO da BitPreço, comentou a alta em nota enviada à imprensa. O especialista afirma que os novos recordes de preços da criptomoeda refletem muitos fatores que ocorreram no ano de 2020, como “a entrada de grandes players no mercado, como PayPal, Grayscale, Microstrategy e JP Morgan”.

Hamda também cita que no início deste ano, os Estados Unidos incentivaram a emissão de dólares para reativar a economia americana, o que levou investidores a se voltarem às criptomoedas frente à desvalorização do dólar. “Acreditamos que ao longo do ano veremos máximas históricas e recordes sendo batidos”, completa o executivo.

Mercado de criptomoedas atinge US$ 1 trilhão

Impulsionado pela valorização disparada do bitcoin, todo o mercado de criptomoedas também atingiu valores inéditos de US$ 1 trilhão nesta quinta-feira, conforme apontou o Business Insider. Estima-se que o BTC por si só seja responsável por cerca de 700 bilhões dessa capitalização.

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