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Roblox vira motivo de queixas no Procon por gastos excessivos

Roblox gerou várias queixas no Procon-SP no ano passado; jogo está avaliado em bilhões de dólares no mercado de ações

Felipe VinhaPor

O jogo Roblox virou caso de Procon em São Paulo, ao menos 24 vezes só neste ano. A informação vem do G1, que conversou com Guilherme Farid, chefe de gabinete do Procon de São Paulo, para comentar sobre gastos excessivos no game online.

Roblox vira caso de Procon em São Paulo (Imagem: Divulgação/Roblox)

Roblox vira caso de Procon em São Paulo (Imagem: Divulgação/Roblox)

Acontece que, como em muitos outros jogos online, Roblox permite comprar uma moeda fictícia, com dinheiro real, que por sua vez serve para consumir itens cosméticos dentro do jogo. Estes itens não melhoram a jogabilidade ou habilidades, mas permitem decorar personagens e cenários.

No Roblox é o Robux, por exemplo. Em Minecraft são Minecoins. Em Fortnite são V-Bucks. E por aí vai. Acontece que as plataformas atuais, videogames e PCs, são amigáveis para quem quer comprar conteúdo, por isso é bem fácil realizar uma compra, quando o cartão de crédito está cadastrado.

Farid informa que os 24 pedidos de ajuda por gastos excessivos só no Roblox são de crianças e adolescentes que compram sem supervisão dos responsáveis legais. Além disso, ele também conta que, normalmente, o Procon consegue o estorno ou redução do valor cobrado, a pedido de pais, mães e parentes.

Um destes pais foi Rodrigo Bernardo, de 40 anos, que relatou ao G1 que pediu cancelamento da compra de R$ 750 no Roblox para a Microsoft, via Xbox. Ele não teve resposta e resolveu abrir um chamado no Reclame Aqui, que também não teve retorno – sobrou para o Procon-SP.

Roblox vale bilhões

Em nota relacionada, o site VentureBeat informa que Roblox recebeu um novo investimento de US$ 520 milhões, fazendo com que o game seja avaliado em US$ 29,5 bilhões no mercado – um crescimento enorme, sete vezes maior, do valor de um ano atrás.

Assim a Roblox informou ainda que pretende abrir capital com uma listagem direta, mudando os planos originais de ir pelo caminho de oferta pública inicial (IPO). Isso quer dizer que nenhuma ação da empresa é vendida antecipadamente, como em um uma IPO – o preço é determinado por ordens de compra da bolsa de valores.

Com informações: G1, VentureBeat.

Comentários da Comunidade

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LekyChan (@LekyChan)

pai irresponsável tem seu CC ferrado mesmo até aprender.

Sérgio (@trovalds)

Com o PROCON fazendo os desenvolvedores devolverem a grana você acha mesmo que esse povo vai aprender?

LekyChan (@LekyChan)

Com o Procon devolvendo, não vão aprender nunca.
O pior é que meios disso não acontecer é que não faltam, controle parental hoje existe tem em tudo, celular, PC, video game. Além da forma mais facil que era simplesmente não cadastrar o CC na conta e usar cartões pre-pagos das lojas de apps.

Sérgio (@trovalds)

Controle parental já seria suficiente. O problema é que um dispositivo acaba sendo compartilhado por 2, 3 pessoas. O pai passando pro filho, que passa pro irmão… e pra logar no celular o que vale é a senha do “dono”.

Não sei se existe algo do tipo mas uma ideia seria criar vários usuários assim como existe no SO desktop, cada um na sua limitação. Se for uma criança quem vai usar, tudo relacionado a gasto fica bloqueado. Pra logar não precisaria nem escolher o usuário, bastava digitar a senha ou usar algum método de biometria e imediatamente o aparelho desbloquearia já de acordo com a limitação.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Caraca, Roblox vale mais que muito conglomerado de mídia

² (@centauro)

Isso existe no Android desde a versão 4 ou 5, tanto pra tablet quanto pra smartphone
Cada profile tem os seus próprios aplicativos instalados e restrições.
Imagino que tenha algo similar no iOS também.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Ou a família pode impor limites. Se os pais concordaram em adicionar o cartão de crédito, deveriam ao menos aproveitar para ensinar esse indivíduo a ter responsabilidade financeira. Estipular um valor mensal para gastos com jogos.

Sérgio (@trovalds)

Isso aí você pode sonhar à vontade. Hoje em dia pai e mãe não criam mais. Quem cria é a creche, a escola, a cuidadora. A educação de berço está acabando. Daí quando acabam os pais sendo responsáveis por cuidar quando não tem pra quem empurrar as crias, sobra pro celular e pro tablet pra distrair a molecada. Não me entra na cabeça criança sentada à mesa com um eletrônico na mão pra poder se comportar e se alimentar, por exemplo.

Francklin (@YamirFron)

Concordo contigo em partes. Infelizmente as pessoas na sua grande maioria vivem correndo para pagar contas e viver minimamente bem nesse país…como consequência é necessário trabalhar mais e o sistema suga as forças, finanças e por ai vai. Então acaba gerando essas consequências que podem ser minimizadas ou não pelos pais - ai depende da situação de cada pessoa e ninguém pode julgar.

Sérgio (@trovalds)

Não estou julgando ninguém. Eu relatei fatos de dia a dia que vivencio. Sobrinho é assim, sobrinhos da namorada idem, filhos de amigos… é sempre mais fácil distrair do que educar.