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Telegram e Signal disparam na App Store e Google Play em vários países

Telegram e Signal chegam ao 1º lugar em downloads nas lojas do iPhone e Android; WhatsApp compartilha dados com Facebook

Felipe VenturaPor

As mudanças na política de privacidade do WhatsApp fizeram dois concorrentes ganharem destaque: o Telegram e o Signal chegaram ao primeiro lugar em downloads no Google Play e na Apple App Store em dezenas de países. No Brasil, os dois apps de mensagens figuram no top 10. Usuários se irritaram por terem que compartilhar dados com o Facebook.

Telegram no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Telegram no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Manchetes ao redor do mundo dizem que usuários do WhatsApp terão que apagar a conta se não quiserem trocar dados com o Facebook. Na verdade, essa exigência já existia desde 2016 e se aplica para a maioria dos 2 bilhões de pessoas no app – só que poucos sabiam disso.

O efeito: os principais concorrentes voltaram aos holofotes. Isso inclui o Signal, cujo protocolo de criptografia ponta-a-ponta é usado pelo WhatsApp; além do Telegram, rival de longa data.

De acordo com a consultoria App Annie, o Signal esteve em primeiro lugar na App Store em 44 países neste domingo (10). Há uma semana, antes de toda a polêmica se iniciar, ele não liderava os downloads em nenhum país – o app para iPhone sequer chegava aos 100 mais baixados.

Signal no ranking da App Store dos EUA, em vermelho; e do Brasil, em verde (Imagem: Reprodução/App Annie)

Signal no ranking da App Store dos EUA, em vermelho; e do Brasil, em verde (Imagem: Reprodução/App Annie)

No Google Play, a situação é parecida: o Signal para Android domina o ranking geral de apps em 14 países; há uma semana, ele nem aparecia nas listas de top 100.

Telegram cresce no iPhone e Android

Com o Telegram, o aumento no interesse também impressiona, mesmo que o app já conte com quase 500 milhões de usuários. A versão para Android liderava a Play Store em 20 países neste domingo; no caso da App Store, são 29 mercados diferentes, segundo a App Annie.

No Brasil, o Telegram já estava entre os 50 apps mais baixados há algum tempo, mas ele disparou para o topo do ranking nos últimos dias; o mesmo ocorreu em diversos outros países, como nos EUA. O gráfico abaixo ilustra a mudança repentina na App Store:

Telegram no ranking da App Store dos EUA, em vermelho; e do Brasil, em verde (Imagem: Reprodução/App Annie)

Telegram no ranking da App Store dos EUA, em vermelho; e do Brasil, em verde (Imagem: Reprodução/App Annie)

Como usar o Telegram e o Signal

Se você está começando agora a usar o Signal, confira abaixo nosso guia:

E se você quer aproveitar melhor o Telegram, confira abaixo o material que o Tecnoblog preparou sobre o mensageiro:

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@JackBauerAL (@JackBauerAL)

Boa! Mais opções, melhor para o público.
Acredito que só quem não devem estar gostando nenhum pouco desse crescimento do Telegram são o Paulo Higa e o Mobilon (que sempre criticam nos tecnocasts).

JulioCampos (@juliocesar)

Muitas pessoas vão baixar e logo em seguida desistir de usá-los.

JulioCampos (@juliocesar)

Por que criticam?

@Credulos

Alguns amigos aqui adotaram o telegram, pena que nem com essa ultima do facebook o povão não larga o whatsapp, primeiramente porque 90% das pessoas não leem ou não se importam com privacidade, o povo gosta é de firulas e nisso o Facebook e whatsapp faz bem.

Andre Costa (@mr.luizandre)

Se realmente desse certo seria muito bom, porém isso é sempre fogo de palha. Poucos migram e os que migram logo voltam, a grande maioria das pessoas não estão nem ai pra isso.

Alisson Santos (@alisson)

Boa parte das pessoas que criticam o compartilhamento de dados, preocupadas com a privacidade, nem deve saber que o check in que voluntariamente fazem do banheiro é uma informação muito mais sensível que a idade e o gênero.

Bruno (@Unknown)

O lado bom dessa treta é que provavelmente o mercado vai diluir finalmente.
Espero que não seja como no ano passado que todo mundo correu do Twitter para o Gab e depois voltou, a galera não consegue deixar os produtos das grandes empresas malvadonas.

R F (@R_F)

Tá na hora mesmo de tirar o Facebook do topo e ter um pouco de segregação pelo menos nisso.

Tenho os dois instalados, Signal e Telegram. Estou pensando seriamente em sair do WhatsApp.

Cambridge Analytica, nunca esqueçam.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Eu não vejo problema em compartilhar meu dados, que se encontram nas redes sociais. Na verdade, quase não tenho informações nelas. Eu vejo problemas em o banco compartilhar minhas informações com outras empresas.

Alexandre Ramos (@Freeman)

Brasileiro não liga para segurança digital ou privacidade. A cada ano que passa os ataques e roubos se multiplicam, fora o ambiente extremamente tóxico das redes sociais.

Foi entranhado o velho costume de “…é só não clicar em nada suspeito”. Mas se esqueceram que os malwares evoluíram ao ponto de serem executados via script no simples ato de abrir uma página da web.

Enquanto isso os bandidos e empresas de segurança só prosperam na mão dos “sabichões”. rs

Giovani (@Giovani)

Na minha opinião as operadoras tem grande influencia nisso, qualquer plano móvel hoje em dia ta la o icone do whatsapp escrito que é grátis, na maioria deles o cliente pode até fazer ligações de vídeo já incluído no plano, na Claro até no pré pago é liberado ligações de vídeo, para abrir mão e usar outro a pessoa tem que ser muito consciente do que está acontecendo no mundo, mas como você disse a maioria não ta nem ai, a maioria mesmo, absoluta.

Eu (@Keaton)

E o pior que nem foi uma mudança… pelo que lembro o WPP e o FB já compartilhavam dados… o que eles fizeram foi adicionar nos termos de uso pro usuário concordar com algo que já acontecia. hahaha

² (@centauro)

Esse era um dos grandes receios de se permitir que operadoras oferecessem planos com franquias especiais.
Você pode acabar sufocando pequenas plataformas porque elas dificilmente vão conseguir um acordo com as operadoras pra ter o acesso fora da franquia de dados.

Claro que dá pra argumentar que mesmo se o acesso às grandes plataformas descontassem normalmente da franquia o impacto seria mínimo para as plataformas menores (já que ainda existe o efeito manada das grandes plataformas que já atingiram a massa crítica), mas o fato de o acesso às grandes plataformas sequer descontar da franquia tira ainda mais o pouco incentivo pra pessoas tentarem plataformas menores.

Mickey Sigrist (@Mickey)

O grande problema é que a maioria esmagadora (mesmo!) da base de usuários do WhatsApp sequer sabe ou liga pra essa integração com o Facebook. Isso dificulta a criação de uma base sólida de usuários nos concorrentes. Sabemos que o trabalho de formiguinha de quem gosta do Telegram e Signal existe, é nadar contra a maré mas é louvável. Tiro o chapéu pra quem conseguiu trazer “sua rede” de contatos pra algum lugar fora do WhatsApp.

@ksio89

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